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Mensagens

A mostrar mensagens de 2014

Homens apaixonados, atentem a este post =)

Acho que esta seria  uma maneira muito doce de o fazerem caso me pedissem.
(Amorosa, romântica, e atenta aquilo que sou, uma rapariga que ama livros)

Oferecendo-me este livro:



p.s. Não, não lê este blog, nem é uma msg subentendida. É só uma ideia gira (Homens que porventura leiam este blog e cuja mulher que amam adore ler, é uma ideia mega gira para o fazer, con o anel claro ^^)

p.s.2 Se conseguir fazer alguma mulher muito feliz com este post, já ganhei o ano (e olhem que está a ser um ano difícil)

"Onde errei?"

A procura de uma razão, motivo, justificativa, qualquer coisa contra a qual me possa revoltar, lutar combater. Um destino, um karma, um caminho desviado, um precalço irremediável, um acidente trágico, um erro fatal. Algo, algo onde possa descarregar esta frustração toda, esta amargura, toda a tristeza, mágoa e ansiedade que me assola por me saber perdida, sem saber porquê.

Oxigénio para a (minha) alma

(ou como apesar de tudo e do meu feitio soviético, todos nós precisamos de incentivos e motivações)

"O atleta mais forte não é o que chega em primeiro lugar à meta. Esse é o mais rápido. O mais forte é o que se levanta de cada vez que cai. O que não pára quando sente uma dor no flanco. O que quando vê a meta muito longe não desiste. Quando esse corredor chega à meta ainda que seja o último, é um vencedor. Por vezes, mesmo que queiram não está na vossa mão ser o mais rápido, porque as vossas pernas não são tão compridas ou os vossos pulmões são mais estreitos. Mas podem sempre escolher ser o mais forte. Só depende de vocês, da vossa vontade e do vosso esforço. Não lhes vou pedir que sejam os mais rápidos, mas vou exigir-lhes que sejam os mais fortes."

(A Bibliotecária de Auschwitz, Antonio G. Iturbe)



Na música como na vida

Existem músicas que encerram nelas todos os meus sonhos de grandeza, todos os meus amores não vividos, todos os meus sonhos e derrotas. Nelas cabem os mais belos sentimentos do mundo, recheados de êxtase, orgasmos e também ironicamente ou não, transparência, pureza e amor. Todas as recordações reunidas, como uma caixa de Pandora que nunca irá explodir, mas onde caberão certamente sempre lágrimas.


E onde fica sempre no fim, a um cantinho a mesma coisa.


Voltei IV

E voltei a ouvir  música (qualquer dia volto a escrever....acho)

Voltei III

E é NATAL.

E eu não era eu não comprando lembranças para oferecer a todas as pessoas que adoro, nem tentanto fazer algumas coisas handmade.... nem gastanto quantias que são realmente elevadas para o meu estado atual...

Mas sou mesmo da opinião que prefiro dar um bocadinho de calor e carinho a muitas pessoas (que adoro, que respeito e que estão sempre comigo) do que 3 ou 4 prendas "GRANDES" a 3 ou 4 pessoas realmente importantes. Percebo quem o faz, mas por enquanto tem mais a ver comigo a outra forma de estar.

Voltei II

Armo-me em parva e tento correr 8 kms ao frio (2 graus) pelas 19h da tarde depois de 4 MESES  sem fazer nada.

Hoje pareço uma velha encalicada.

Amanhã tento novamente (sem ser as 19h da tarde que eu até aguento mas a minha garganta é frágil como as papas)

Voltei

Não me renovaram o contrato num sítio onde odiava trabalhar, onde não tinha qualidade de vida e onde ganhava pessimamente e não estava minimamente na minha área nem com margem para progressão, e onde não encaixava e sentia os neurónios a morrer.

O alivio é 50% em conjunto com 50% de angustia (ninguém vive do ar)

Disto de ser uma alma velha

Pensar, sentir, reviver, rir-me sozinha, corar, voltar a a recordar-me, saborear esses momentos, deixa-los eternizar-se no tempo, parao  tornar precioso, familiar, único e meu,  para deixar de ser  apenas aquele instante, flashado, rápido, intenso,  que não se degusta, que não se aprofunda, que passa rápido  dando lugar a outro, rapidamente. 
Paro. 
Volto a recordar. 

Sou uma alma velha, nada a fazer

Acredito em destinos. Acredito em encontros improváveis. Acredito em momentos eternos. Acredito no sempre. E no nunca. Acredito nos tropeções da vida. Acredito nas ironias e acredito nos sinais. Acredito que não pertencemos só a nós mesmo. Acredito que os sentimentos duram. Acredito que alguns nunca se apagam. Acredito que se pode viver com isso. Acredito em químicas. Em instantes que perduram. Em sorrisos nos olhos. Em entendimentos. Em confrontos fatais. Acredito em lágrimas e em sofrimentos. Dos reais. Em almas gémeas. Em sintonias intemporais. Acredito em fracassos. Em desamores. Em amores. Não dos perfeitos. Dos incondicionais. Acredito em amores eternos. Acredito em amores vividos. Acredito na reflexão. Acredito no tempo que perdura. Acredito no carinho onírico. Acredito no Amor.


(Ao som de qualquer música de Leonard Cohen. Escolham a que quiserem)

Tradução para português

Às vezes, só às vezes, naqueles momentos em que estamos perdidos no meio da multidão, há algo, há sempre algo, pode ser uma música, aquela específica, que nos recorda o que já fomos, o que já sonhámos. Quem fomos, de como temos saudades, da inocência e da crença. Do romantismo. Oh,  que tenho mais saudade era daquele romantismo onde me enrolava por longas horas e por onde andava sem medo do ridículo. Quero continuar a permitir-me sonhar e a fantasiar. Sem esquecer a realidade, mas sabendo que só posso ser feliz verdadeiramente dando espaço também para esses momentos, resguardados, intímos. Nunca ninguém sabe, nem que tente, porque não se pode atrever a perceber, a sentir, tudo o que guarda o coração de uma mulher.

Mood

Há dias, assim, não sei se apenas devido às minhas leituras (Jane Austen rulla), mas em que me sinto mais melancólica, romântica e com um vazio qualquer, intenso, doce.

As temperaturas, a falta de caminhos profissionais, e as saudades dos amigos próximos não ajudam.

Provavelmente compensações

Fui aos saldos. Num momento puro de "eu mereço". Descontos bons em roupa e sapatos de qualidade.

sandálias da frente: Clays (marca portuguesa) preço 113€, comprei por 56,50€

Nine west Precisava de uns pretos intemporais. Paguei 47 e eram 99€
top lindo, lindo, a imagem não faz jus... Bimba&lola,era 75€, paguei 45€ ; comprei ontem que não encontrei imagem gira também que era 68€ e paguei 18!
brincos fofos Bimba€Lola eram 15 paguei 9.


E umas calças da mango que parecem calças de pijama mas paguei 15 euros (metade do preço e achei-lhes graça).

E por último,  um livro do Voltaire por 9 euros que era 21. Pronto fiquei feliz.  




Tenho sorte pah

Porque em todos os momentos tive alguém que me agarrasse. E disso nunca me esqueço.

Porque neste momento, em que sei, em que me dizem,  que me estou a destruir  mim própria, tenho sempre alguém que me segura e me guarda num abraço onde posso chorar.


Juro

Que adorava escrever posts menos deprimentes e tristes (e muita sorte serem só palavras porque como ando se tivesse uma arma acho que morria gente), mas é como me sinto agora.


p.s. A parte da revolta é verdadeira, a outra parte, de matar gente, é brincadeira. Estou assim a modos que f***** mas o sentido de humor continua inabalável. Salve-se qualquer coisita.

Da perspectiva. Que um dia vou aprender.

Acho que tento, mas não sou uma boa pessoa. Provavelmente não tento assim tanto, e os meus gestos são superficiais. Até podem ter algum alcance mas com pouca profundidade o que o faz ser simplesmente pueris e fúteis.

Não sou boa pessoa. Irrito-me e deprimo porque não tenho o emprego que queria. Porque não tenho o ordenado que julgo merecer. Fico com raiva de, apesar de já ter trabalho  outra vez, ganhar a miséria que ganho. É o que sinto. Sinto-me furiosa porque não posso ter uma casa, porque não posso viajar como queria e como acho que merecia. Porque não posso comprar o que quero, roupa, livros, ter tudo aquilo que acho que tenho direito. Porque tenho a idade que tenho e ainda vivo em casa dos pais e acho isso injusto. E como se o mundo me devesse alguma coisa. E porque acho que mereço. Mais que outros, claro. E acho que há culpados (o meio, o contexto, a genética, a aletoriedade karmática, etc) e perco energias só a carpir.

Não sou boa pessoa. Porque olho demasiado o que não tenho.…

Aprender a ser grata II

É difícil para mim ser grata quando tinha expectativas diferentes e outros sonhos.
Quando sabemos que sabemos mais, que seriamos mais felizes a concretizar outras funções.

Mas, realmente, acho que é esta a aprendizagem maior que tenho que fazer.

A ser grata. E a perceber (mesmo) que não é só aquilo que eu faço em termos profissionais que me define.

A partir de quarta volto a trabalhar (sem ser part times ou freelancer, que não ando parada e tenho-o feito enquanto tenho estado desempregada).

Não é na minha área. O ordenado é o que é (e se fizer contas ao que gasto em transportes, deprimo). Mas, volto a entrar numa rotina.

E parecendo uma daquelas cenas fajutas de auto ajuda, não vou deixar de tentar, e de procurar.

Agora estou só a tentar aprender a ser grata (e a parar de chorar a um canto, que a auto vitimização mesmo justificada é estúpida como o raio e opá, eu sou muito mais que isto.)


Aprender a ser grata.

"Nunca te esqueças do mundo, Zé Luís." 
(José Luís Peixoto, Abraço)
Se eu acreditasse em karmas, acreditaba que esta é a grande lição que tenho que aprender nesta vida. 
Lição difícil.

Breves

- Rock in Rio. Só vou mesmo pelos concertos. De resto apesar de adorar tralhar acho aquilo uma barafunda. QOTSA foram brutais.

- Participei no Correr por mais da Rexona. Acho que foi de longe a iniciativa de solidariedade social que mais mexeu comigo desde sempre. Talvez por ser concreta. Por ser transparente. Por ter um objectivo diferente, mas essencial e crucial. Porque não se limita à ideia de "caridade "  (apesar, de eu, ao contrário de muita gente. não ter nada contra esta palavra). Foram apenas 8kms. Corridos devagar. Mas adorei dá-los

- Sintra é o sítio onde sou sempre feliz. Com uma das melhores companhias que poderia ter, a A. estive em Monserrate again e na Pena pela primeira vez. Como disse uma amiga minha há muitos anos, éramos nós tennagers "Espiral, vai a Sintra, tem tudo a ver contigo."

- Já posso morrer feliz. Não escrevi um livro(ter vários começados e contos escritos não conta) nem tive um filho (ou vários)  mas já ajudei uma grande amiga no Quem…

Como disse a A. "The loop my friend"

É verdade, 30-1

Fiz este mês, mais precisamente na terça passada 29 anos.

Apesar de não me apetecer festejar, por vários motivos, vivi o dia.
Tenho saúde. Tenho amigos. Tenho amor. Tenho família.


Parkas, oláaaaaa!!!!!

Hoje, eu, esta música, um cigarro, um carro, a noite e um rio à minha frente.

Era tudo o que precisava esta noite.



Mas para estragar a imagem poetico-deprimente-romântica



- não fumo tabaco

- outro tipo de substâncias também não faz parte do meu arsenal de mala de gaja

-  tenho um sentido do ridículo muito apurado que me impede de certos melodramatismos,

- a réstia de inteligência que habita em mim sofre de vergonha alheia e impede-me de o fazer

- para ir à zona ribeirinha que me referi ainda teria que andar uns kms

- e provavelmente perdia-me a meio do caminho

- e é uma da manhã

- que não é tarde, mas ainda tenho que ir fazer um bolo hoje

- e amanha acordar cedo

Nas canções

Bem decifradas percebe-se perfeitamente a maneira tão diferente como as mulheres e os homens que as escreveram, sentem o amor.

Acho fantástico quando esses dois lados separados por um precipício tão grande se  encontram de alguma maneira.

Outros escreveram melhor que eu o que penso

Pedro Mexia, num blog seu, do qual ando agora a ler o livro.

"Amar/Amor
Em resposta a um amigo lembro que Amar é um verbo transitivo. Com certeza. Mas Amor é um substantivo. E os substantivos não transitam."

"A porta fechada
Quando fechamos a porta do carro, sabemos sempre quando fica mal fechada. O som da porta mal fechada é diferente do som da porta bem fechada. Ouvimos e fechamos de novo (desta vez bem) a porta. E ouvimos o som evidente da porta bem fechada. Com as pessoas raramente é assim. Raramente percebemos que a porta está mal fechada. O som da porta mal fechada não é evidente. Só muito mais tarde percebemos esse ruído impertinente. A porta ficou mal fechada. Mas agora queremos fechar bem a porta ou abrir de novo a porta?"


(Prova de vida (2004/2006,Pedro Mexia)


breves

- O meu Benfica é meu e de todo um Portugal imenso. Orgulho imenso do que nos une.

- Tenho saudades de muitas das minhas pessoas. Andar metida dentro da minha concha a arfar de ansiedade não ajuda.

- Já posso dizer que vendi um dos melhores gelados artesanais que se fazem em Portugal. E que o fiz bem.

- Da mesma forma que percebi que adoro a malta que trabalha em restauração. Malta impecável, desde quem lava os pratos até aos chefs.

- Elogios pelo meu empenho profissional em qualquer coisa que faça. Porque eu sou mesmo assim. Pena que sinta as energias a descarregar. Pena que nos mil currículos que mando isso se perca.




aviso á navegação

Não estejam a comer sopa de qualquer tipo de vegetal "vindo da terra" ao mesmo tempo que vêm Californication.

É esquisito quando o Hank fala de esperma de que sabe a humus. "Espermus"

(Sim, estou a ficar sem neurónios e com um sentido de humor estranho.)

Dia de copo meio vazio

Então uma pessoa já está desempregada, com as expectativas tremidas e os sonhos...pah naquela merda que estou farta de dizer...

E ainda há dias piores que nos mostram que a aleatoriedade disto é assim a dar para o cruel.

Vá, não me morre ninguém próximo, nem ando com o coração partido.

Portanto, tenho tudo para estar optimista.




E do que é necessário

Caramba, vá lá, quero um emprego/trabalho, que não há veia emocional/poética/romântica que se aguente sem dinheiro.

Lamento a linha fatual. Mas a escassez trás a tona tudo o que há do pior do ser humano, e morro de medo de me tornar uma pessoa mesquinha e amargurada porque vou ficando com os sonhos desfeitos.

Independentemente do resto. Que é avassalador.
E preciso comer no resto de mais de metade da vida que me falta viver.

Do que vale a pena (só sei falar sobre amor)

As pessoas não fazem ideia, não sonham, não pressentem....

Mas em termos emocionais sempre tive uma sorte avassaladora. Sim independentemente, de tudo, a sorte, o timing é fundamental e crucial. Nós apenas jogamos com as cartas que a vida nos dá.

E eu tenho/tive uma sorte avassaladora.
Porque amei demais, sofri demais, porque mesmo quando perdi, ganhei muito.

Porque tive hipóteses, porque tive esperanças, porque me expus, porque nunca, mas nunca me acobardei. Porque tive medo, muito medo. Porque tive coragem. Porque foi sempre vulnerável e sincera. Porque sei a diferença entre perder a dignidade e perder o orgulho.

Caramba não sei mesmo explicar como certas experiências são tão enriquecedoras.

Quem toca o céu nunca volta ao seu ponto original.

E caramba em termos estatísticos ainda tenho mais de metade de uma vida para viver.


Closer

Acho que estou a inventar um elefante no meio da sala que não existe.

Ainda bem que o meu sentido de ridículo impede-me, in extremis de cagar o pé todo.

Mas é por um triz.

Qual iphone qual quê...

O meu samsung que tem dois anos (sistema android) cai em média uma vez por semana, portanto já caiu para mais de 100 vezes, já foi puxado, arrastado, não está com o melhor ar, e na semana passada caiu... na sanita...

Foi para o arroz, usei secador, e passado uns dias estava óptimo, impecável a trabalhar.

SAMSUNG - 1 APPLE - 0


"é só uma fase má"

Certo.

E quando é que passa? Quase um ano chega. Eu percebo perfeitamente que ainda devo ter muita coisa para aprender e assim, mas tanta gente que conheço que está a anos luz de evolução e é tudo numa boa.... estou um bocadinho... vá, cansada de ter que me manter assim estóica quando juro que o que me apetece menos todos os dias é levantar-me e aguentar a vida a passar e eu sem poder fazer nada.

E badamerda para os empreendedores e sr "o que isto precisa é de atitude".

E se ouço mais alguém com boa vida e sem preocupações de maior a dizer me "relaxa que isso é só uma fase" juro que dou uma resposta cheia de órgãos masculinos.

É isto.

"Um beijo nessa testa"

Li hoje algo sobre factos, realidade e verdade.
É incrível como muitas vezes misturamos uns e outros sem perceber realmente aquilo que falamos.

"A ficção pode não ser real mas é verdadeira" (Yann Martel)

Aquilo que fantasiamos, que sentimos, que pode ser tão unilateral, tão único na sua solidão é verdade. Mesmo que não seja uma verdade compartilhada.


das identificações blogosféricas

É tão bom descobrir nos outros, que respeitamos e admiramos, bocados nossos. 
"Vê se percebes, não tenho qualquer medo de te dizer que te amo. Detesto pessoas que não são capazes de dizer em tempo real, enquanto ainda podem, que amam a outra pessoa, mesmo que a tenham como perdida."
(Hei Pulha, escreve um livro. Sobre o Amor, claro.  Quando o fizeres vou lutar pelo primeiro exemplar.)

=)

Recebi este fim de semana uma prenda de Natal atrasada (e dei duas) e foi das melhores que recebi. Aliar bom chá a latinhas bonitas foi sas melhores invenções de sempre. =)
Obrigada A. =)


And try, and try, and try...

Parem as máquinas!



Há uma única música pop / mainstream / qualquer coisa, que acho graça de há uns 10 anos para cá.



Isto já é mais que envelhecer, é demência...







ps. Fora brincadeiras, apesar de não ser fã , a Pink deve ser das poucas na onda que respeito. and try, and try

Sonhos

Fico na dúvida se sonho contigo porque também estás a pensar em mim ou se é porque estás cada vez mais longe.

Gostava de ser das pessoas que acredita na primeira. Infelizmente pertenço às segundas.

Só falo sobre isto, sou uma seca

Porque o amor é todos os dias. Porque o amor ainda é, mesmo quando teve de ser abandonado. Porque o amor existe, mesmo quando tem que ser renegado, expulso, amaldiçoado, extinto. Porque o amor está presente, e esse presente deve deixar-nos gratos; porque o amor compartilhado está ali enroscadinho naquilo que se sopra ser felicidade. Porque há futuro no amor, e não existe nada mais intenso do que a esperança num amor ainda que longínquo. Um amor Maior. 

A vocês. Às minhas pessoas. A todos os que amo.
Porque o amor é todos os dias.



equilíbrio

Há momentos em que me parece que cheguei à idade em que de repente tudo se equilibra  em termos de alinhamento de planetas emocionais e que consigo relativizar todos os amores e desamores, dores e arrebatadoras alegrias.

Mas logo a seguir penso "porra!!!! ainda nem 29 anos tenho, sou muita nova para ter a porra de equilíbrio em o que quer que seja."

E fico muito mais feliz.

p.s. Não confundir com inteligência emocional que tenho alguma, ou com realização noutras áreas, que tenho muito pouca.

p.s.2 Os sonhos continuam aqui todos, estagnados. Mas vivos. Sou demasiado nova para achar que ainda não se vão concretizar

Do dia dos namorados que foi há dois dias

Gosto.
Do mesmo modo que gosto de todas as datas que se assinalam e que são importantes (curiosamente só não ligo ao meu aniversário).
Porque sim, porque são dias bonitos, sagrados, e sim, se na correria dos dias, no desenfreado cruel do stress e das rotinas precisamos de algo que nos faça parar e relembrar, porque não?

Todos precisamos de sinais, de momentos para respirar e meditar. Qual é o mal de uma ajudinha?

E digo mais, as pessoas que ouço dizer "ah, mas o pessoal só pina nesse dia?/ eu não preciso de dias especiais para fazer coisas e dar coisas ao meu namorado/namorada" são exactamente aqueles que menos pinam (true story) e que menos fazem pelo amor do outro e pelo seu próprio amor ao longo do ano.


Finito.

E vamos celebrar o amor, sempre, mais nos dias do que noutros. Como é normal. Porque somos humanos.

(Nesta casa, como se vê pelos posts, o amor é algo constante.)

Somos sempre jovens e românticos cá dentro

Às vezes, sinto que há momentos que se criam, não sei como, nem porquê.  Mas é como num sopro inesperado de vento que abriu a portinhola do sotão que ninguem sabia que existia. Ou como se de repente se desnivelasse o chão do mundo, e outras realidades se deparassem.

Sim, são nesses momentos, que não consigo explicar, que sinto como se um fio, frágil, ténue, feito de luz e de pó nos ligasse.

Impalpável sim,  mas, oh, há algo mais belo e verdadeiro que estes rasgos de luz?

Do desamor

Tenho um medo enorme do desamor.
Não do fim. Tudo tem que ter um fim de alguma maneira. Mas do desamor tenho um medo enorme.

Já ouvi pessoas dizerem de outras, de peito cheio de sentimento, com palavras convictas e completas "é o homem/mulher da minha vida". E não é preciso muito tempo para afinal acabaram. Para afinal surgir outra pessoa. Que sim talvez seja desta vez.

Preocupa-me o desamor. Provavelmente chama-se sobreviver e aprender a viver com toda a bagagem emocional. Mas é algo que me dá medo e que me entristece.

Se calhar sou eu que ainda não sei o que isso. Do "amor da vida". Acho que só consigo nomear as coisas que tive, exactamente no momento em que já são passado. Tive um grande primeiro amor. Tive uma grande paixão . Tive(?) a pessoa que considero ser a minha alma gémea. (O que quer que isso signifique).

Nos momentos, no que acontece, no que estou a viver não penso muito nisso. Tento nem identificar de nenhuma maneira. Porque já vivi mais do que queria…

credo

O que eu as vezes queria mesmo mesmo e dava tudo tudo para ser um bocadinho mais basicazinha de sentimentos, se não é comigo é contra mim, sem nuances, sem tonalidades, muito  bem decidida, resolvida, adoro o branco e odeio o preto, ou adoro o preto e odeio o branco e faz tudo sentido assim, e o mundo é maravilhoso assim, e é o alinhamento dos planetas e tem tudo um objectivo e tal etc etc.

Depois acordo e percebo que afinal não queria nada.

Mas ainda não acordei.

As pessoas cansam-me

- Sou a única a achar uma seca e cansativo o sururu das pseudônimo jornalistas da blogosfera em torno do pros e contra de ontem?

- há bloggers que são tão parvinhas, tão cheias de si, tão "sou tão boa e tenho toda a razão" que não percebo como se tornam tão populares... E mais estranho fica quando noto que alguns dos meus bloggers favoritos/as apreciam o que escrevem. Fico com uma dissonância cognitiva que nem vos digo nada...

- por favor cerca dos 6 bloggers que gosto a sério não se percam já foram mais sabem? Tudo tem que andar a volta deste mercantilismo de bloggers? Espero que não....

Os primeiros amores ficam para sempre*

1. Não sei se me irritam mais as pessoas que endeusam as praxes ou as que as demonizam. A melhor coisa da faculdade, really? A pior coisa a seguir ao nazismo, really????

1.2 Aliás nem sabemos se aquilo teve alguma coisa a ver com praxes ou não. Da ideia que tenho, não tinha (nenhum era caloiro). Se poderia ser algum tipo de desafio parvo/perigoso/negligente? Sim. E todos tivemos 20 anos e fizemos coisas dessas. Felizmente não correram deste modo nem fomos vítimas desta tragédia.

1.3 Não quero simplificar nem complicar o sucedido. Espero por bem que esta situação seja esclarecida. Por bem dos que foram e dos que ficam. Mas sem bruxas de salem à mistura.

1.4 Mas, a sério: Comparações com as SS., really? Eu não sendo contra nem a favor de iniciações, vá lá, em qualquer classe, tribo, estágio da vida são feitas iniciações de todos os tipos, não me lixem. O modo como são feitas vai depender do equilíbrio de quem as faz. Como sempre o ser humano é o seu maior benfeitor ou carrasco. Ver por …

Quem somos

Conheci muito poucas pessoas pessoalmente dentro das várias com que convivi ao longo do tempo on-line. Se pensar bem provavelmente foram só duas ou três. Os motivos porque as conheci foram sempre mais do que o apenas "falamos na net, vamos lá conhecermo-nos".

Talvez porque nunca foi o meu principal interesse neste mundo do on-line. Talvez porque no principios, especialmente na era do mirc, era um bocadinho mais novinha, mais receosa, mas já com uma inteligência emocional que me permitia discernir as diferenças entre um contacto on line e o real, e tão ou mais, os motivos de me quererem conhecer (boys will be boys) e de eu não estar interessada nisso de todo. E sempre fui clara nesse aspecto.

Mas este post mais que falar das amizades on line que passaram para reais e tangiveis, serve para comentar as diferenças que podem existir entre o que somos on line e o que somos fora.

Sinceramente até hoje nunca percebi bem que imagem projecto, mas já percebi que muitas vezes é desenqua…
Rio-me para dentro. Choro também. Por dentro. Ficas tão bem defronte de uma câmara. Ao contrário de mim. Uma das coisas em que somos opostos. Mais uma. Eu que sempre achei que éramos similares. Mas se calhar não. Se calhar...
É engraçado como o o que brincámos tantas vezes tornou-se realidade. De uma forma completamente desconexa. Quase que diria que era uma profecia se acreditasse nisso. Há sempre uma parte grande de fantasia que se concretiza. A mais irónica, claro.

E há um encontro de caminhos, um acaso, só  para provavelmente não voltar a haver.
Largamo-nos definitivamente da mão não foi?

As minhas primeiras alegrias de 2014

- Não interessa o tempo, as felicidades, as infelicidades, os amigos verdadeiros estão sempre aqui. Sem desculpas.

- Ganhei um passatempo de livros =D E logo dois livros! Não ganhava passatempos há mais de meio ano!

- Comprei uns ténis da minha marca favorita (Salomon) através da Amazon por menos de metade do preço que me custariam cá. Vou tê-los cortesia de uma das minhas mais especiais amigas que está nos States e mos trás. Oh eles tão lindos ^^. (Vão ser substitutos de outros Salomon igualmente lindos que me roubaram...)



- Hope e espectativa. Mais nao seja, tenho disto.

Livros

133 lidos em 2013.

Nada mau tendo em conta que desde Setembro li uns 10. Porque não me apeteceu. Porque não faço maratonas. Porque leio quando me apetece. E quando leio o meu ritmo é rápido, é um facto.
Mas só leio quando quero. E ler é um vício, sem dúvida.

Dos que ficaram deste ano que acabou:

Predadores de Pepetela (dos melhores escritores na nossa lingua)

O Caligrafo de Edward Docx

Correcções de Jonathan Frazen

Persuasão de Jane Austen

Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres de Clarice Lispector

O quarteto de alexandria de Lawrence Durrel.

Bom ano a todos =)