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A mostrar mensagens com a etiqueta Os sonhos são para os caloiros

Blogs interessantes procuram-se

Do género dos mesmos bons (ex: Ana de Amesterdam , nessa linha de boa escrita...) Com algumas honrosas excepções (que obviamente não são populares) está tudo na onda  de vender coisas, seja produtos ou estilos de vida. Que seca. QUE SECA. Parece que somos todos miúdos que precisamos que outras pessoas nós digam o que precisamos, ou o que é o desejável, ou que experiências devemos fazer, ou que produto comprar, ou que roupa vestir. Sério pessoas? Esta procura por modelos em outras indivíduos (e curiosamente normalmente são sempre pessoazinhas, vai lá perceber... quer dizer eu percebo, a psicologia explica) só porque sim, e porque mostram um pouco da sua vida "autêntica" e/ou "mega feliz" e/ou "vida muito desejada" ou sei lá mais o quê, que a mim me parece apenas e tão só exposição, sempre em troca de algo, claro (ego, notoriedade, dinheiro, produtos, oportunidades), o que de si e por si só é inteiramente legítimo, pois claro, estamos aqui todos para o mes...

Melodias

" Imagine-se duas melodias  independentes que são as vidas de duas pessoas. Imagine-se que as pessoas caminham pelas ruas, ambas a trautear a sua própria melodia, e, quando se aproximam, à medida quse se aproximam, percebem que as notas que a outra trauteia encaixam no meio das notas da sua própria música, criando uma outra melodia, mais complexa." Afonso Cruz, Nem todas as baleias voam. 

Dia da Poesia

Salvo traduções mal feitas a poesia é o único tipo de escrita que prefiro ler na lingua original (com excepção feitao aos Sonetos de Shakespeare, brilhantemente traduzidos para português por quem percebe do assunto numa edição bilingue que tenho em casa). E este é o maior elogio que lhe posso fazer.

"E se"

Uma das frases mais marcantes da peça "O jogo dos mitos cansados" (adaptado da peça "O destino morreu de repente" de Alves Redol) é dita pela vigilante Vermelha. " E se assassinassem um poeta? Sim, se assassinassem um poeta? Talvez assim o mundo compreendesse então." Adoro a retórica. Adoro o abanar de sentidos. Ou de sentimentos. Mais que o apelo revolucionário.  Tem todos os meus "ses" condensados. Isto se eu desse algum valor a "ses".

Mas alguém acredita nisto?

(mas é bonitinho, ya...)