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Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta É impressionante as voltas que dou para não falar do que realmente me toca

Pah.....

"Eu aqui a dizer mal da minha mulher .Não é justo contigo. O truque mais velho e  desprezivel de todos" "Porque não te conheci antes?" "Que tipo de cobarde era eu para ter casado com ela sem esperar que aparecesses? Scandal S01E06

Melodias

" Imagine-se duas melodias  independentes que são as vidas de duas pessoas. Imagine-se que as pessoas caminham pelas ruas, ambas a trautear a sua própria melodia, e, quando se aproximam, à medida quse se aproximam, percebem que as notas que a outra trauteia encaixam no meio das notas da sua própria música, criando uma outra melodia, mais complexa." Afonso Cruz, Nem todas as baleias voam. 

Não mostres, guarda para ti

Aprendi há menos de 4 anos (parece que foi há uma eternidade) que as saudades quase matam, quase estrangulam, quase asfixiam. Entretanto também aprendi que se pode voltar a sentir isso tudo. Mas já se sabe que não matam, não estrangulam e não asfixiam. E há, mesmo que sem querer, uma ligeira camada protectora, que embota um bocadinho os sentidos. Doi. Doi muito. Doi tudo. Mas já se consegue viver com a angústia sufocante (porque não sufocamos) e com a sensação de quase morte (porque não se morre). É como uma droga. Das protectoras.  E não é bom isso. Porque mudamos um bocadinho. Já não estamos desprevenidos. Já reconhecemos aquela dor, aquela saudade, aquela angústia. É como um velho  inimigo que já não assusta tanto. Mas destroi. Assim como a droga que supostamente nos protege. Também destroi. Ainda estou a tentar perceber o que fica e o que se salva de tantas proteções de tanta saudade.

O reverso da medalha

Um bom amigo, há uns meses, enquanto falavamos da minha nova tatuagem referiu-me duas que queria fazer. Um delas era tatuar no meio das costas "Nunca olhes para trás". Na altura adorei. Achei super criativo e corajoso e achei muito uma tatuagem para ele, mas não para mim. Agora, no momento em que estou pensei "sim, agora já sinto que é para mim.". E apercebi-me que afinal não acho corajoso. O meu "não olhes para trás" soa-me desesperado. De quem precisa de fugir. Não necessariamente para se encontrar ou porque há algo mais à frente. Apenas porque se tem que seguir em frente. E nem sempre o seguir em frente é estoíco. Muitas vezes é só porque tem que ser. Porque não dá para ficar, permanecer, parar. Acho que nunca me senti tão cobarde.

Mood, ainda este mood

Mudança exterior

Corto sempre mais de um palmo de cabelo quando vivo momentos díficeis ou tomo decisões emocionais díficeis. É um modo como outro qualquer de me preparar para algo. Ou para mostrar ao mundo que algo mudou em mim ou nele.

Gajas...

- Eu adoro cabelos compridos, acho-os mais femininos, mas lá tenho que me render à evidência que em mim só ficam com ar pesado e sem graça, por isso lá tenho que ter um corte no máximo pelos ombros A parte boa é que o Santero é um mestre a cortar e vá, tenho um cabelo estranho mas uma cor natural fantástica (castanho claro, meio loiro, com imensas madeixas) que pelo que percebo é o Nirvana dos cabelereiros. - Descobri ontem que tenho o colesterol elevado. Choque. A parte boa é que assim, a fazer uma ligeira dieta, espero mesmo perder os 3 kilos que andam aqui a boiar. - Não descobri o echarpe da Benneton que queria (e estava a uns preços gritantes em saldo) A parte boa é que acabei por ir a Mango do outlet perto de mim e comprar uns tops basicos e t-shirts giras, a 3 euros. Pronto, falar de coisa nenhuma acalma que nem imaginam.

Lonely Day

E é como diz a canção. E tu sentes e suportas e seguras as lágrimas, mesmo à beirinha. E esses dias aparecem sempre. Parece que se foram, e não, foram só dar uma volta ao quarteirão e apanham-te na curva. E é como uma faca nas costas, directa no coração. A saudade continua aí. Toda. E de vez em quando sai. Um vómito que não consigo controlar. Jorra toda a angústia que não consigo segurar. Que apenas controlo no grito e no gemido que contenho. Porque parece que exagero. Porque tudo passa. Mas o meu coração ferido, a minha pele, os meus olhos quando se lembram dos teus esquecem-se disso. Esquecem-se da história que não foi escrita assim e daquilo que não posso ter. Apenas sentem com todas as forças, tanto que todas as amarras com que me amordaçei e me prendi, me queimam a pele, me ferem, tal é a urgência do meu corpo de fugir até onde não pode ir. Até ti. 

E, confesso

Hoje, só hoje, sei que vou tirar um minuto (talvez dois) para pensar em ti intensamente. Um minuto completamente errado, mas que eu, culpada, criminosa, ilegal, desejo que chegue a ti, e que sintas, por um milésimo de segundo um baque no coração seguido de um vazio que não conseguirás explicar.

Expiação

Devia ser proibido errar neste campo. Devia ser proibido cair, sentir só porque sim, quando é proibido, e tu não sabes. Devia haver uma barreira, densa, impenetrável, invisível ou não, que te segurasse, onde batesses, onde te magoasses, mas te impedisse de seres tão deslocada, tão ridícula, tão inútil nesse sentimento que cresceu em ti como erva daninha. Toda a gente sabe que as ervas daninhas têm que ser arrancadas logo, depressa, sem compaixão.  Por isso agora aguenta, sorri, um sorriso pálido num rosto de cera, segura o copo, bebe-o, bebe-o mais, mas sabes que terás de te segurar, porque já aprendeste. do modo mais cruel e estranho o grande mistério que são as pessoas. E que nada, mas nada são promessas E o tremor que sentes é culpa exclusivamente tua. 

"Honra tanto esmero..."

Esta carta é para ti, meu amor. É tão engraçado ser só contigo que imagino risos por entre chuvas e luzes difusas. Mesmo que já tenha vivido isso com outras pessoas. Mesmo que haja pessoas com quem isso não se vive, simples .  Se calhar porque sei que ao pé de ti posso tropeçar, dizer o que não devia, entusiasmar-me com o infinito. É em ti que penso quando vejo algo que me marca, quando penso em perder-me em ruas, em descobrir recantos, livros interessantes, bares exóticos ou lojas de antiguidades (mesmo não sabendo se gostas, ou desconfiando que não é a tua cena.). É em ti, meu amor, que penso, quando penso em sorrisos, em futuros, em presentes, em possibilidades (mas não pensamos sempre?) .     Esta carta é para ti, meu amor. meu amor que vai, que nunca foi. Deixei-o viver por momentos, imaginário, fantástico, completo. Mas ele não existe, meu amor. 

Há um medo maior..

É o de despojar-me de tudo. Da esperança, da fé, dos sonhos, dos sentimentos, das emoções, daquilo que acredito que é bom nas pessoas e tornar-me diferente do que sou. No fundo, tenho medo de me tornar cínica. Porque sei que isso seria tornar-me vazia. Como se equilibra? Como despojamo-nos do que nos faz mal, e mais tristes, e mais melancólicos, e também mais doces, sem perdermos quem somos?

Isto sou eu a arrumar os últimos caixotes

(Lá mesmo no alto e a esconder o escadote.) Esquece as gafes. Esquece os elefantes.Esquece os pedidos de casamento a brincar. Esquece os vestidos memorizados passados anos. Esquece o brilho nos olhos. Os livros iguais que são favoritos. As idades em que se leram. Esquece as redes e as músicas pirosas, ah e os violinos. Esquece as paisagens, esquece as vistas. Esquece as horas. Esquece o riso. Esquece os sonhos. Esquece os sentidos e as respirações. Esquece os beijos doces. Esquece os momentos e as canções. Esquece o teasing. Esquece Buenos Aires. E os cavalos. E as guitarras. E os versos que se gostam. E as redes sem rede. E o Jorge Palma ( e todos os outros.... ). E as belinhas. E os trolls. Esquece uma voz que cantou Portugal. Esquece as cócegas.....Esquece tudo aquilo que o Universo conspirou para ti mas não te deu. Ou arruma-os , alinhados e organizadinhos. Asséptico e clínicos. Retira-lhe toda a importância.

Terceira e última

Tu não sabes, não fazes ideia, mas as tuas músicas, as que me mostraste, são as únicas que ficaram. (E espalho-as. Espalho-as porque os nossos momentos são para mim preciosos.)  Tu não sabes, não fazes ideia o que tenho que me conter para não me perder irremediavelmente. Para fingir que não sinto o toque, que não correspondo ao beijo, que não te quero a ti.  É por isso que não te olho nos olhos, que não espelho em palavras as verdades que formulo aqui.  Porque tu não sabes nem fazes ideia. O que me emociona ter-te ao lado e sentirmos-nos cúmplices. Porque lês as minhas entrelinhas e eu mostro-te todos os parênteses. Mas tu não és meu e eu não sou tua. Isto não é uma carta de amor. Porque não sinto amor por ti. Mas podia ser.   

E cá estou eu desde 1985

A expor a minha alma a nu. A cair com a intensidade e blá blá blá com os medos todos dos tais dos andares.... Eu nem sei ser de outra maneira e no fundo no fundo é um alívio imenso ser assim (perdidos por 100 perdidos por mil...)