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A mostrar mensagens com a etiqueta Psicologia a quanto me obrigas

Blogs interessantes procuram-se

Do género dos mesmos bons (ex: Ana de Amesterdam , nessa linha de boa escrita...) Com algumas honrosas excepções (que obviamente não são populares) está tudo na onda  de vender coisas, seja produtos ou estilos de vida. Que seca. QUE SECA. Parece que somos todos miúdos que precisamos que outras pessoas nós digam o que precisamos, ou o que é o desejável, ou que experiências devemos fazer, ou que produto comprar, ou que roupa vestir. Sério pessoas? Esta procura por modelos em outras indivíduos (e curiosamente normalmente são sempre pessoazinhas, vai lá perceber... quer dizer eu percebo, a psicologia explica) só porque sim, e porque mostram um pouco da sua vida "autêntica" e/ou "mega feliz" e/ou "vida muito desejada" ou sei lá mais o quê, que a mim me parece apenas e tão só exposição, sempre em troca de algo, claro (ego, notoriedade, dinheiro, produtos, oportunidades), o que de si e por si só é inteiramente legítimo, pois claro, estamos aqui todos para o mes...

Na linha do mau feitio

Achar que quando há mudanças é sempre para melhor é tão falacioso como achar que é melhor não mudar com medo de ficar pior. Portanto deixem-me sossegada. Cada um com as suas falácias ok? (Até porque toda a gente muda quanto tem que mudar e mantém-se quieto quando tem que ficar. Por isso larguem-me a braguilha.Chamam-se adaptação!!!!!!)

O título é um dos marcadores

Sé há tema que me fascina em Psicologia é as profecias auto confirmatórias. Basicamente e num resumo muito lato, temos tendência a confirmar as nossas crenças: num exemplo académico, se quando conhecemos alguém pensamos que essa pessoa é antipática mais facilmente vamos percepcionar situações em que essa pessoa é "antipática" desvalorizando ou não reparando nos momentos em que essa pessoa tem momentos positivos. É, em grande parte devido a isto que as primeiras impressões são tão poderosas =) Mas eu acho mais piada a outras vertentes: por exemplo, se num momento da nossa vida aprendemos uma palavra nova, parece que de repente já a ouvimos em todo o lado; na televisão; do mesmo modo que se nos assaltam a casa, sabemos logo de imensos casos à volta, ou se alguém nosso conhecido partiu a perna há logo mil pessoas a a partirem a perna também. Pronto, é isto, é um fenómeno muitoooo interessante.

Amores fáceis?

Sim. Os dos acomodados. Sim. Os dos que estão infelizes e mesmo assim lá continuam. Sim. os do sofrimento atroz, que acaba, que junta, que acaba, que junta (estão a ver a ideia não estão?) Em resumo: Amores fáceis? São os dos que se conformam e os do medo de ficar sozinho. Fecho o meu caso. Sem grandes explicações (doí-me o estômago e isso afecta-me a mente) e sem grande paciência para os "mas isso é relativo" do Universo (tudo e nada é relativo, isto é o que penso e como me guio, ponto final). Justificações, argumentações, silogismos lógicos ou não lógicos (afinal, falamos do sentir) ficam para o outro dia.

Esqueceram.-se de me avisar

Que não importa o que eu faço e o cuidado que tenha com os outros; não significa que essa sensibilidade será reciproca; Que não interessa a coragem, os bons modos, a estima, o carinho, a intensidade, o cuidado; é tudo "bullshit". porque a ideia de causa-efeito é inevitavelmente um conceito parvo, destruturado e serve apenas como bengala psicológica. Mas, obrigada, Parcas, por me mostrarem de modo tão subtilmente cruel o grau irónico da aleatoriedade do mundo. E que nessa aleatoriedade a manteiga do meu pão calha estar sempre para baixo. E neste momento dou todo o crédito a algo que me disseram ontem e que na altura menosprezei: "As pessoas genuínas tendem a ser demasiado vulneráveis. Protege-te" Conclusão: Vou passar a barrar a torrada com doce.

Se calhar...

Hesito, duvido sempre um pouco da veracidade dos sentimentos quando em vez de um "ainda gosto dele(a)" ou afins ouço um "mas sem ele(a) sinto-me sozinha" ou afins Apesar de parecer profundo.... se calhar no fim é só mesmo medo da solidão. E isso, para mim, nunca foi um bom primeiro (sem segundo, nem terceiro) motivo para estar com ninguém.

Isto até podia ser sobre a manif mas não é...

É engraçado. As pessoas que mais falam sobre determinada característica, "e que toda a gente devia tê-la" ou que estão insatisfeitos com determinada coisa que pede determinada característica são aqueles que especificamente não usam essa característica e que só se queixam.... Às vezes apetecia-me agarrar essas pessoas pelos colarinhos e encosta-las à parede. Agora acho que finalmente percebi que mais vale dizer que sim, exacto, e deixar ir.... As pessoas são apenas pessoas....

Do meu mau feitio

"Estar com alguém de quem gostas deve fazer com que te sintas melhor. Não pior. É uma regra a que é sempre bom obedecer." Pronto, sem censura. Aqui digo isto e não tenho que ouvir gente que enfia a carapuça e diz "Ah, isso é tão relativoooooo". Sou psicóloga, pessoas. Eu sei o que é relativo e uma questão de perspectiva. E o que não é.

Eu e a humanidade

As pessoas não sabem a diferença entre "julgar", ter uma "opinião diferente" e o "não concordo, mas tu é que sabes". No fundo no fundo querem é que lhes passem a mão pelo pelo. E obviamente querem concordância. Não sei se me surpreenda, se compreenda ou se tenha pena. Nunca precisei de validação externa para fazer o que acho certo ou errado. Especialmente o errado. Mas isto sou eu e as minhas circunstâncias.

Das cicatrizes que todos trazemos

Ao ler um post sobre tatuagens e piercings e não só apenas isso e fazendo uma reflexão sobre todos os significados que pode ter, desde os mais superficiais "ah é giro" aos mais profundos "é uma marca de vida", percebo, que pelo menos no meu caso, tem muito de poder. Tenho uma tatuagem. Também tenho uma "doença de pele". Entre aspas porque um médico diz que deve ser, outros que não é aquela doença especifica. Já foi uma cicatriz, afinal não é, já foi uma má formação na aponevrose, fez-se uma pequena operação local, afinal não era, e a juntar à extensão horrorosa de qualquer coisa numa das minhas pernas tenho agora uma cicatriz pequenina no meio da "cicatriz" enorme (de novo entre aspas porque não se sabe). E agora é qualquer coisa ali no limbo. Que é auto imune, não contagioso, e não tem cura. E que tem aumentado. Não é perigoso (em teoria). Apenas é uma porcaria esteticamente. Em que penso sempre que estou na praia. Que não me faz sentir femin...

Assim à bruta...

Ter o melhor amigo que uma pessoa pode ter é todo que é preciso. E como diria uma profe minha "quem tem amigos não precisa de psicólogos" (felizmente ela está errada senão eu não tinha emprego, ah ah ah... estou a brincar...) Mas perceberam a ideia.... Aí, raciocínio saltitante é uma treta, porcaria de redes associativas próximas e/ou reforçadas e/ou salientes....

Descobri agora....

Que ter feito uma tese em que escrevi 20 mil vezes a palavra estereótipos (era só o tema principal da tese... com a palavrinha ad-hoc à frente) não me habilitou a escreve-la bem: automaticamente escrevo sempre esteriótipos.

Eclética mas com gosto.

Eu e a mania que leio de tudo... Como é que eu passo do magnífico 1984 que foi dos melhores livros que li nos últimos tempos para Testemunho (da Anita Shreve)? É óbvio que é uma descida de qualidade literária enorme... nada contra a Anita Shreve, que talvez lendo depois de outro livro qualquer até acharia agradável, mas agora só acho boring, enquanto me arrepio com a má qualidade literária. O contraste perceptivo sucks.

Espelhos

Se eu pudesse ter escolhido queria ser este género de mulher, tanto física como psicologicamente( activem o estereotipo) . Linda, linda, linda. Sou tão o outro extremo que até faz impressão.... matava para ter aqueles olhos. Espiral

Mau feitio pois

Irrita-me psicólogos com "voz de psicólogo". Irrita-me a entoação "somos-todos-humanos-e-com-fraquezas-e-forças-e-vamos-lá-dar-as-mãos". Por isso irrita-me ouvir o Eduardo de Sá e o outro parvo que agora não me lembro o nome, há espera, é o Júlio Machado Vaz, mas que para justificar cada palermice que diz na rádio manda a boca do "isto não sou eu que digo, é tudo científico", quando tudo o que ele diz não tem ponta de racionalidade nenhum quanto mais de ciência. E lamento se tem um currículo fantástico, e se calhar até são bons no seu dia-a-dia. Mas deviam ter mais cuidado com o que dizem na rádio. Não falam para especialistas. Espiral

Associações...

Estão a ver aquela música dos Xutos "Para sempre"? É poderosa, é forte, lamechas,"ah e tal momentos", "ah e tal dramas da vida". Concordo e sinto isto tudo. Por isso é um bocado parvo que a minha principal associação a esta música seja eu a vomitar tudo o que tenho no estômago na queima de Coimbra 2009 porque tive a bela ideia de estar mais de doze horas sem comer e depois enfardar pizza como se não houvesse amanhã (e não tinha bebido uma gota de álcool para as mentes mais desconfiadas). Aí, aí associações... Espiral

Falsas memórias

Graças à Internet, à RTP Memória, e à repetição de programas, eu posso falar dos anos 80 como se estivesse estado realmente lá (isto é, com uma idade decente), como se tivesse visto aquilo tudo, e tivesse manipulado os objectos que falam, e comido toda aquela comida que já não existe. Sou uma verdadeira especialista dos anos 80, eu. Pena ter 5 anos quando eles acabaram.... Isto porque consigo responder a todas as perguntas que fazem na rádio sobre os anos 80. Para quando umas sobre os anos 90 para eu me sentir realmente viva? Espiral

Filmes de infância

Ya... não se entusiasmem muito com os filmes porno, meninos, duvido que aquela gente tenha assim muito prazer e além disso a mulher real não é assim tão tesuda na maioria dos seus dias. Não sei se tenho pena ou se dou graças por isso. Ya, não se entusiasmem tanto com os filmes da Disney, meninas, se virem bem os príncipes são quase todos uns bananas (excepção feita ao da Bela e o Monstro). E nos gostamos de Homens. Bom blog. Espiral