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Mensagens

Amor

Percebo, como sempre percebi que as pessoas têm, por norma, reservas e problemas com a diversidade do amor. Com os vários tipos, tonalidades, nuances, fraquezas, forças. Os amores podem ser todos diferentes e especiais. Não tem a ver com intensidades, mais verdadeiros ou menos. Mas nem toda a paixão é amor. nem todo o gostar é amor. E isso não está, muitas vezes, relacionado com concretizações. Pode estar como pode não estar. E não podemos substimar o papel do tempo. O tempo desloca as verdades até passarem a ser apenas constatações. E isto umas vezes é duro. De outras vezes é só alívio. E de outras vezes não é nada. E há os sentimentos que passam a barreira do tempo. E são esses. Amores diferentes. Amores que ficam. Acredito sim em amor para sempre. Não precise de estar sempre vivo. Não precisa de ser correspondido. Não precisa de ser alimentado. E convive com outros amores. Não digo sem alteração, mas vive sem problema. É preciso é entender quem somos e o que sentimos. Renegar fant...

OLX

Acho que as pessoas que colocam anúncios no OLX não devem querer realmente vender. No último mês fiquei interessada (para comprar efectivamente) em cerca de 4 livros e não tive uma única resposta. Hoje mandei mais dois barros à parede. Será?

Mood... com o Jeff

"We all fall in love sometimes Did we, didn't we, should we couldn't we..."

Coisas bonitas (ou também tenho vipes femininos e com orgulho)

Há uns tempos que não me apaixono assim perdidamente por roupa. E é raro comprar roupa a não ser que me apaixonei. Sendo assim, posso dizer que este ano apenas comprei uma t-shirt e nos saldos, não foi barata mas em relação ao preço que era foi um bom desconto (era 62, custou me 27). E agora vi estas botas. Lindas. Neon boots, espanholas, todas em pele, e que de certeza que vão ser tendência (não ligo a tendências mas já vi uma pessoa de indiscutível bom gosto com umas em laranja). Mas infelizmente ao meu bom gosto não se junta os euros necessários. E nunca dei 169 euros por calçado nenhum =/

Fardas e homens

Sou a pessoa mais desinteressante do mundo quando visto uma farda (que ainda por cima é feia). Juntar a isso o cabelo mal apanhado, a falta de maquilhagem, a carinha nada simétrica e os kilos a mais que se entranharam em mim e não saiem, acreditem que pareço tudo menos uma gaja gira e apelativa ao sexo oposto. Gostava então de tentar perceber porque os  senhores com quem me cruzo nas minhas dembulações de pré urgência hospitalares (normalmente pessoal também nestas andanças, desde agentes da ordem, a socorristas até enfermeiros), em horários pouco apropriados em que já bufo pelo número de horas que não vou dormir "mas porque raio me meti nisto, eu nem gosto de pessoas", sente que, trocando dois dedos de conversa, pensam que há logo espaço para amizades no facebook. Não tenho nenhum problema em aceitar amizade até porque as pessoas são simpáticas e eu sou pelo convívio entre pessoas que coexistem e vivem determinados contextos, que podem ser complicados e acredito na ent...

Já não vou para nova...

1- Uma semana de caos profissional em que trabalhei bem mais de 18 horas por dia  (sem receber mais um céntimo) e em que fiz pelo menos uma directa dá uma ideia de como está o mundo profissional de hoje e dos beneficios, regalias (nem uma palmadinha nas costas) se recebe. E cito, porque acho interessante e pode aplicar-se sempre "Isto não é um clube de amigos." 2- Ora tão queimadinha da semana que eu estava e tive daqueles sonhos manhosos, que parecem reais e que te metem pessoas, discursos e contéudos que te fazem tremer, pesar o coração e pensar "mas que raio ando eu a fazer/pensar/ imaginar?" 3- Há muito tempo que não apanhava sequer uma semi bebedeira. Soube pela vida.

Entre o primeiro e o segundo...

As pessoas em geral têm uma falta de identidade tão grande que parece que precisam de apregoar todo o tipo de coisas, defendendo as suas damas como se alguém estivesse a atacar. Ou então estou enganada e a minha falta de necessidade de o fazer remete-me a mim para um falta de identidade inegável.

São ciclos, senhor, são ciclos..

Quem foi a alma caridosa que não me deixa ter um momento de sossego? Se não estou a morrer a nível emocional, sozinha, a chorar as pedras da calçada, a sofrer por não correspondência, por intensidades desperdiçadas, por amores perdidos, estou a ser consumida a nível profissional? Quem disse? Quem disse que tenho que me corroer, perder a auto-confiança, sentir-me permanentemente um erro de casting, deixar de perceber quem sou, o que faço, para que sirvo? E não me lixem que no meu caso a minha identidade passa muito por um sentido de utilidade que me ultrapassa. E a minha cabeça, o meu coração e a minha alma não aguentam isto. E já não sei se sirvo para algo, e se o meu lugar é aqui, é a fazer algo como isto mas noutro sítio, é a lavar escadas ou a salvar crianças em Africa. O que sobra quando já não sabes o que vales e para que serves?

Não parece mas é um post optimista

E no entanto, apesar das dúvidas, apesar das certezas, apesar dos meses que já passaram e que no seu conjunto já fazem mais de um ano, há sempre pedaços daquele mundo, que já não existe que reaparecem. Confundo-te nas caras de desconhecidos, levas-me até perto das coisas que amo, desapaixonadamente, trazes-me as coisas que amas, puramente porque as mostras a todos. Sim, eu sei que não há ventos a favor e tão pouco há ventos contrários. É assim que se marcam os momentos, as fases, que se vão demolindo ou desconstruíndo. É como uma casa deixada sozinha. Só quando alguém entra dentro dela percebe como está a morrer por dentro.

Não estou ácida hoje, mas estou doente, por isso posso

Começa a cansar-me (já me cansava) o santo consumismo de tudo e mais alguma coisa. E fotos de tudo o que compram, e de tudo o que querem e de tudo o que consomem (seja comida, literatura, música, roupa, produtos, objetos etc). Cansa-me essa necessidade de mostrar ao mundo que se tem mais coisas, que se come coisas mais deliciosas, que se compra roupa mais cool ou se tem o objeto mais vintage. A sério, privacidade e discrição são coisas assim tão complicadas? Ninguém as quer? É que somos sempre iguais, o maldito tuga, que agora não é mostrar que tem o Mercedes ao vizinho do lado, mas mostrar que tem mais tralha, mais gadgets, mais culturalidade, que é mais boémio, mais tudo. Seca.

Estou um bocado ácida hoje IV

4 - O bom gosto como em tudo, discute-se. E do mesmo modo que há pessoas que se vestem bem e outras que se vestem mal também há bons livros e maus livros. E juro que já estou enjoada desta febre dos livros sadomaso mal escritos, sobre obcessões, homens com muitos problemas e mulheres com muitos mais. E agora vamos levar uma catrefada disto enquanto a porcaria dos livros das sombras cinzentas continuarem a ser berst-sellers. Já comentei que sinto vergolha alheia dos top 10 de livros deste país. Já?

Estou um bocado ácida hoje III

3 - A próxima pessoa querida, linda, ingénua, que me vier dizer que o amor é o mais importante e que vence todas as barreiras leva com um pau. Ele só vence o que consegue vencer. Que é pouco. E isso torna-o tão fraco. Tão moldável. Tão traiçoeiro. Porque depende de timings, de momentos, de esforço. E muita pouca gente está disposta ao esforço. E muito pouca gente está disposta a deixar de ser infeliz. Porque se acomodam. E porque muitas vezes é díficil de perceber a própria infelicidade. Por isso não me lixem as pessoas que acreditam no amor acima de tudo. Ele é raro. E por isso tão valioso.

Estou um bocado ácida hoje II

2 - O mérito das competências morreu. Já achava mas agora acho mais. O que interessa é gritar mais alto, ou ser mais matreiro, ou conseguir parecer mais certo que o próximo. E parecer mais do que ser. E, claro, passar por cima, pisar, criar intrigas. E eu ainda estou a perceber como raio me vou safar aqui assim.