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Mensagens

Do verdadeiro vs inspiracional

- Nunca fui de tribos, ou de querer pertencer a uma ou outra corrente. Até o contrário, "ofende" o meu eu individual pensar que só ganho forma por pertencer a determinada tribo, grupo. Eu sou muitas coisas e por isso não posso  nem quero ser caracterizada, estereotipada por fazer isto ou aquilo ou ser deste grupo ou daquele. Mas percebo que para muitas pessoas, a maioria, o sentido de pertença e a criação de laços necessita deste tipo de bandeiras. Percebo porque faz todo o sentido. Digamos que sou uma anormalidade estatística nesse caso. E apesar de às vezes também necessitar dessa ideia de grupo (sou humana e a ideia de grupo é muito forte) noto que só preciso muito de vez em quando. E não tem nada a ver com ser solitária. Sou bicho do mato e gosto de fazer coisas só comigo, mas adoro as minhas pessoas. Só não preciso de grupos para ser feliz. - É curioso como é fácil criar cenários perfeitos das nossas vidas pela internet. É muito fácil. É só escolher bem as palavras e o...

Definição de generosidade

Na sexta passada depois de ter ido a uma conferência de um projeto onde tive uma pequena participação apeteceu-me mesmo muito um café, até porque ainda não tinha bebido. Mesmo ao pé do metro que ia apanhar estava um quiosque de café, simples e humilde, sem publicidades. Um sítio normal, onde quem bebia café ou cerveja seriam os trabalhadores  das zonas à volta. Sem muita clientela portanto. Num sítio não in de Lisboa (e ironicamente a tão escassos metros de sítios tão trendy) Um sítio sem história, sem modernidade, sem ser tendência, que deve estar ali aberto há anos e anos, com a mesma clientela e um ou outro de passagem que vai para o metro.  Assinalo este facto, de ser de aspecto normal/humilde porque realmente é muitas vezes contrastante com todo o brilho de cafés e sítios mais trendy e onde dúvido que acontecesse a cena que vi. Pedi um café ao senhor do quiosque e havia mais duas ou três a beber café e a comer qualquer coisa. Chega um senhor que trabalha para a Cais (...

Mais um ser vivo nesta casa =)

Desde que moro nesta casa em Lisboa (há um ano e 5 meses) queria ter uma planta. Sempre vivi em casas com plantas e acho que dão logo outra alegria e um ar mais bonito à casa. Não posso ter muitos pois a casa é pequena, mas queria uma para a sala de estar, e a seu tempo uma para o hall de entrada (provavemente aqui optarei por flores secas, o meu gajo é alérgico a poléns). Como não era uma prioridade fui deixando passar até que há 3 semanas fomos à procura da nossa planta. Decidimos ir ao Orto do Campo Grande pela variedade. Sempre gostei de plantas com folhas grandes por isso as minhas preferências iriam para a costela de adão ou a patas de cavalo - peço desculpa, mas sou do campo, não sei termos técnicos e não ia googlar só para parecer bem - mas no espaço onde a queria colocar aqui em casa, iria sufocar rapidamente, pois não teria o espaço conveniente para crescer. Assim escolhi esta, com um crescimento mais vertical e que também tem uma folha bonita =) Estou muito orgulhosa, a...

Sobre desporto e sobre o gostar de suar

Sou a única mulher que usa os mesmos ténis para o ginásio (para corrida ao ar livre uso outros) há mais de 5 anos não sou? Sou a única mulher que pega nas t-shirts largas que oferecem nos trails e caminhadas e vai assim para o ginásio não sou? Sou a única mulher que não usa tudo a condizer, justinho e super mega fashion não sou? Fixe, gosto de mim diferente. p.s. Gosto de desporto pelo que me faz, por suar a pontes, por sentir o corpo mais resistente e tonificado (infelizmente, pelo menos para já, não mais magro) e não, não me motiva conjuntos (outfits né?)fashions de desporto.

Sobre o dia da mulher - Notas

1. Sou feminista. Acho que sempre fui, apesar de há uns anos não me assumir dessa maneira por achar um rótulo demasiado forte e demasiado ligado a uma ideia agressiva, autoritária e "morte-aos-homens" que não tem nada a ver comigo. Mas agora, mais velha, com mais conhecimento e com mais noção do panorama do mundo, afirmo-o sem medos. Sem bandeiras e gritos altos, mas sem medos. Porque ainda há muitas injustiças e desigualdades. Porque em cada momento em que tenho que pensar se vou por uma determinada rua, no comprimento da saia, no comentário engraçado-machista de um colega, no paternalismo, no interromperem-me, no ganhar menos em funções iguais e na sempre malfadada falta de equiparação nas tarefas domésticas, vejo que ainda não está tudo bem. 2. Mas. não nego, e vejo todos os dias, que muitas vezes, infelizmente, e sem terem muitas vezes consciência disso, são as próprias mulheres que, de algum modo, perpetuam mitos e ideias que não nos ajudam. Porque queremos tanto ter a...

PDI* ainda não me apanhaste completamente

Queixo-me e sinto o efeito da passagem dos 20 para os 30. Especialmente para as mulheres, esta passagem, traz-nos, não há discussão possível, mudanças hormonais e físicas inegáveis que não vou agora aqui lamentar mas que existem. E também mentais e energéticas. Mas, há sempre um mas, um copo meio cheio, e  é a primeira vez na vida que estou a aguentar ver a noite dos Óscares até ao fim. *eu sei que toda a gente sabe que pdi é puta da idade, mas nunca se sabe, por isso fica aqui...

O Pai

Adoro teatro. Para mim, sempre uma arte superior a todas as outras visualmente falando (cinema), estando a par com a literatura e a música. Foi algo de que aprendi a gostar. Ao fazê-lo. Fiz teatro amador no grupo de teatro da minha faculdade e mais tarde num grupo de teatro amador de um cidade perto de onde morei. Fui para o teatro quase por capricho, para perceber o que era, por causa dos jogos, dos exercícios, para me soltar e descobrir. E aprendi que amava esta arte. Por isso, não tanto como gostaria, vou ao teatro. Esta noite fui ver ao Teatro Aberto a peça "O Pai", com pelo menos dois actores conhecidos do grande público, João Perry e Ana Guiomar. Trata de um idoso com princípios de demência e das consequências que isso traz nos relacionamentos com a filha e com genro. Grande peça, com pormenores cénicos brilhantes, com um grande respeito pela reprodução exacta do que trata essas doenças mentais (como psicóloga, achei muito humano o modo como o fizeram), e João Perry...

Dia 1 - 2017

2016 não foi um ano fantástico. Não acaba fantástico. Emocionalmente foi um ano complicado. Em termos de trabalho também (voltei a estar desempregada, depois do financiamento do projeto onde estava ter acabado). Sinto que tenho cada vez mais planos adiados ou cancelados. E que isso é difícil de gerir. E que me faz isolar e afastar de todos os que me amam. Porque, felizmente, a vida das pessoas que amo, está em geral a seguir o seu rumo, e eu estou "parada". E sinto que perco muito das coisas boas da minha personalidade. E não quero isso. E disso tenho que me responsabilizar, porque depende exclusivamente de mim, ao contrário de trabalho, dinheiro e estabilidade financeira. Quero que o contexto não faça de mim esta pessoa defensiva, mesquinha e "odiosa" que me torno as vezes.Quero ter paciência e ser mais generosa. Quero ser a pessoa que gosto em mim. O dia 1 correu bem. 

Melodias

" Imagine-se duas melodias  independentes que são as vidas de duas pessoas. Imagine-se que as pessoas caminham pelas ruas, ambas a trautear a sua própria melodia, e, quando se aproximam, à medida quse se aproximam, percebem que as notas que a outra trauteia encaixam no meio das notas da sua própria música, criando uma outra melodia, mais complexa." Afonso Cruz, Nem todas as baleias voam. 

Trails

Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro. Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro. Não tenho lábios. Tenho pele vermelha queimada.

Não existe isso de maus timings III

E no entanto, tu sabes. E não queres planos, nem desfechos, nem romantismo ou poesia. Só querias saber, sentir, que o rasgão que te dilacerou e que deixou uma cicatriz viva, dormente, que pulsa com o quente, com o frio, com o imprevisto, ficou igualmente do outro lado. Porque no fundo és uma escritora. E os escritores precisam de inspiração assim. Ao som de: Primavera, The Gift