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Somos sempre jovens e românticos cá dentro

Às vezes, sinto que há momentos que se criam, não sei como, nem porquê.  Mas é como num sopro inesperado de vento que abriu a portinhola do sotão que ninguem sabia que existia. Ou como se de repente se desnivelasse o chão do mundo, e outras realidades se deparassem.

Sim, são nesses momentos, que não consigo explicar, que sinto como se um fio, frágil, ténue, feito de luz e de pó nos ligasse.

Impalpável sim,  mas, oh, há algo mais belo e verdadeiro que estes rasgos de luz?

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Às vezes

Sinto que isto dos blogs é exactamente como no liceu. Há a vertente pop, as que falam de marca,s são in, na moda, têm o gajo x e obviamente tem a betalhada (ou leia-se antes carneirada) toda atrás a dizer que eles são fenomenais. Depois há o grupo dos que se acham "diferentes" e acima dos "pop". Porque tem piadas mais inteligentes, ou falam de assuntos mais intelectuais, ou criticam de modo mais mordaz, ou fazem coisas mais artísticas. Mas são um grupo à mesma com a sua popularidade própria (e claro carneirada associada). Depois há os que são realmente diferentes e melhores. E nem falam muito disso, nem precisam de comentar os dos outros. Podem ser sociais e até se dão com todos, mas estão ali à margem sendo eles próprios. Deve ser o grupo que mais admiro. A maioria dos meus blogs favoritos são deste grupo. Depois tenho três ou dois do segundo grupo, mas sabendo com o que conto, e acho que só para aí um do primeiro.... assim como no liceu, aqui há pessoas que valem ...