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Mensagens

Provavelmente compensações

Fui aos saldos. Num momento puro de "eu mereço". Descontos bons em roupa e sapatos de qualidade. sandálias da frente: Clays (marca portuguesa) preço 113€, comprei por 56,50€ Nine west Precisava de uns pretos intemporais. Paguei 47 e eram 99€ top lindo, lindo, a imagem não faz jus... Bimba&lola,era 75€, paguei 45€ ; comprei ontem que não encontrei imagem gira também que era 68€ e paguei 18! brincos fofos Bimba€Lola eram 15 paguei 9. E umas calças da mango que parecem calças de pijama mas paguei 15 euros (metade do preço e achei-lhes graça). E por último,  um livro do Voltaire por 9 euros que era 21. Pronto fiquei feliz.  

Tenho sorte pah

Porque em todos os momentos tive alguém que me agarrasse. E disso nunca me esqueço. Porque neste momento, em que sei, em que me dizem,  que me estou a destruir  mim própria, tenho sempre alguém que me segura e me guarda num abraço onde posso chorar.

Juro

Que adorava escrever posts menos deprimentes e tristes (e muita sorte serem só palavras porque como ando se tivesse uma arma acho que morria gente), mas é como me sinto agora. p.s. A parte da revolta é verdadeira, a outra parte, de matar gente, é brincadeira. Estou assim a modos que f***** mas o sentido de humor continua inabalável. Salve-se qualquer coisita.

Da perspectiva. Que um dia vou aprender.

Acho que tento, mas não sou uma boa pessoa. Provavelmente não tento assim tanto, e os meus gestos são superficiais. Até podem ter algum alcance mas com pouca profundidade o que o faz ser simplesmente pueris e fúteis. Não sou boa pessoa. Irrito-me e deprimo porque não tenho o emprego que queria. Porque não tenho o ordenado que julgo merecer. Fico com raiva de, apesar de já ter trabalho  outra vez, ganhar a miséria que ganho. É o que sinto. Sinto-me furiosa porque não posso ter uma casa, porque não posso viajar como queria e como acho que merecia. Porque não posso comprar o que quero, roupa, livros, ter tudo aquilo que acho que tenho direito. Porque tenho a idade que tenho e ainda vivo em casa dos pais e acho isso injusto. E como se o mundo me devesse alguma coisa. E porque acho que mereço. Mais que outros, claro. E acho que há culpados (o meio, o contexto, a genética, a aletoriedade karmática, etc) e perco energias só a carpir. Não sou boa pessoa. Porque olho demasiado o que não...

Aprender a ser grata II

É difícil para mim ser grata quando tinha expectativas diferentes e outros sonhos. Quando sabemos que sabemos mais, que seriamos mais felizes a concretizar outras funções. Mas, realmente, acho que é esta a aprendizagem maior que tenho que fazer. A ser grata. E a perceber (mesmo) que não é só aquilo que eu faço em termos profissionais que me define. A partir de quarta volto a trabalhar (sem ser part times ou freelancer, que não ando parada e tenho-o feito enquanto tenho estado desempregada). Não é na minha área. O ordenado é o que é (e se fizer contas ao que gasto em transportes, deprimo). Mas, volto a entrar numa rotina. E parecendo uma daquelas cenas fajutas de auto ajuda, não vou deixar de tentar, e de procurar. Agora estou só a tentar aprender a ser grata (e a parar de chorar a um canto, que a auto vitimização mesmo justificada é estúpida como o raio e opá, eu sou muito mais que isto.)

Breves

- Rock in Rio. Só vou mesmo pelos concertos. De resto apesar de adorar tralhar acho aquilo uma barafunda. QOTSA foram brutais. - Participei no Correr por mais da Rexona. Acho que foi de longe a iniciativa de solidariedade social que mais mexeu comigo desde sempre. Talvez por ser concreta. Por ser transparente. Por ter um objectivo diferente, mas essencial e crucial. Porque não se limita à ideia de "caridade "  (apesar, de eu, ao contrário de muita gente. não ter nada contra esta palavra). Foram apenas 8kms. Corridos devagar. Mas adorei dá-los - Sintra é o sítio onde sou sempre feliz. Com uma das melhores companhias que poderia ter, a A. estive em Monserrate again e na Pena pela primeira vez. Como disse uma amiga minha há muitos anos, éramos nós tennagers "Espiral, vai a Sintra, tem tudo a ver contigo." - Já posso morrer feliz. Não escrevi um livro(ter vários começados e contos escritos não conta) nem tive um filho (ou vários)  mas já ajudei uma grande amiga no...

Como disse a A. "The loop my friend"

É verdade, 30-1

Fiz este mês, mais precisamente na terça passada 29 anos. Apesar de não me apetecer festejar, por vários motivos, vivi o dia. Tenho saúde. Tenho amigos. Tenho amor. Tenho família.

Parkas, oláaaaaa!!!!!

Hoje, eu, esta música, um cigarro, um carro, a noite e um rio à minha frente. Era tudo o que precisava esta noite. Mas para estragar a imagem poetico-deprimente-romântica - não fumo tabaco - outro tipo de substâncias também não faz parte do meu arsenal de mala de gaja -  tenho um sentido do ridículo muito apurado que me impede de certos melodramatismos, - a réstia de inteligência que habita em mim sofre de vergonha alheia e impede-me de o fazer - para ir à zona ribeirinha que me referi ainda teria que andar uns kms - e provavelmente perdia-me a meio do caminho - e é uma da manhã - que não é tarde, mas ainda tenho que ir fazer um bolo hoje - e amanha acordar cedo

a minha alma é feita disto

Nas canções

Bem decifradas percebe-se perfeitamente a maneira tão diferente como as mulheres e os homens que as escreveram, sentem o amor. Acho fantástico quando esses dois lados separados por um precipício tão grande se  encontram de alguma maneira.

Outros escreveram melhor que eu o que penso

Pedro Mexia, num blog seu, do qual ando agora a ler o livro. "Amar/Amor Em resposta a um amigo lembro que Amar é um verbo transitivo. Com certeza. Mas Amor é um substantivo. E os substantivos não transitam." "A porta fechada Quando fechamos a porta do carro, sabemos sempre quando fica mal fechada. O som da porta mal fechada é diferente do som da porta bem fechada. Ouvimos e fechamos de novo (desta vez bem) a porta. E ouvimos o som evidente da porta bem fechada. Com as pessoas raramente é assim. Raramente percebemos que a porta está mal fechada. O som da porta mal fechada não é evidente. Só muito mais tarde percebemos esse ruído impertinente. A porta ficou mal fechada. Mas agora queremos fechar bem a porta ou abrir de novo a porta?" (Prova de vida (2004/2006,Pedro Mexia)

breves

- O meu Benfica é meu e de todo um Portugal imenso. Orgulho imenso do que nos une. - Tenho saudades de muitas das minhas pessoas. Andar metida dentro da minha concha a arfar de ansiedade não ajuda. - Já posso dizer que vendi um dos melhores gelados artesanais que se fazem em Portugal. E que o fiz bem. - Da mesma forma que percebi que adoro a malta que trabalha em restauração. Malta impecável, desde quem lava os pratos até aos chefs. - Elogios pelo meu empenho profissional em qualquer coisa que faça. Porque eu sou mesmo assim. Pena que sinta as energias a descarregar. Pena que nos mil currículos que mando isso se perca.