Quickribbon Espiral

terça-feira, fevereiro 21, 2017

Partir um dentro parte V

Já passaram quase 3 horas desde a anestesia. QUANDO É QUE PARO DE ME BABAR?

Partir um dente parte IV

Consulta feita. Dente arranjando ou desenrascado que não há milagres para a quantidade de dente que se partiu. Lábios parecidos aos da Angelina Jolie

Partir um dente parte III

Os amigos são mesmo o melhor do mundo. Consulta marcada para dentista amiga do amigo.

Partir um dente parte II

Qual a probabilidade de isto acontecer no exacto dia em que o teu melhor amigo que é dentista estar em casa doente?

Partir um dente parte I

Tipo, não é "oh não parti um cantinho de um dente!" não não não, parti mesmo uma face completa de um dente. E não doeu. Como é que isto acontece sem me aperceber?

domingo, janeiro 29, 2017

O Pai

Adoro teatro. Para mim, sempre uma arte superior a todas as outras visualmente falando (cinema), estando a par com a literatura e a música.
Foi algo de que aprendi a gostar. Ao fazê-lo. Fiz teatro amador no grupo de teatro da minha faculdade e mais tarde num grupo de teatro amador de um cidade perto de onde morei. Fui para o teatro quase por capricho, para perceber o que era, por causa dos jogos, dos exercícios, para me soltar e descobrir. E aprendi que amava esta arte.

Por isso, não tanto como gostaria, vou ao teatro.
Esta noite fui ver ao Teatro Aberto a peça "O Pai", com pelo menos dois actores conhecidos do grande público, João Perry e Ana Guiomar. Trata de um idoso com princípios de demência e das consequências que isso traz nos relacionamentos com a filha e com genro. Grande peça, com pormenores cénicos brilhantes, com um grande respeito pela reprodução exacta do que trata essas doenças mentais (como psicóloga, achei muito humano o modo como o fizeram), e João Perry a fazer um grande grande papel.

Vão ao teatro. Vão a esta peça. Vão gostar.

p.s. E atrás de mim sentou-se o  Miguel Guilherme, OMG, OMG!

segunda-feira, janeiro 02, 2017

Dia 1 - 2017

2016 não foi um ano fantástico. Não acaba fantástico.
Emocionalmente foi um ano complicado. Em termos de trabalho também (voltei a estar desempregada, depois do financiamento do projeto onde estava ter acabado).

Sinto que tenho cada vez mais planos adiados ou cancelados. E que isso é difícil de gerir. E que me faz isolar e afastar de todos os que me amam. Porque, felizmente, a vida das pessoas que amo, está em geral a seguir o seu rumo, e eu estou "parada".

E sinto que perco muito das coisas boas da minha personalidade. E não quero isso. E disso tenho que me responsabilizar, porque depende exclusivamente de mim, ao contrário de trabalho, dinheiro e estabilidade financeira.

Quero que o contexto não faça de mim esta pessoa defensiva, mesquinha e "odiosa" que me torno as vezes.Quero ter paciência e ser mais generosa.

Quero ser a pessoa que gosto em mim.

O dia 1 correu bem. 





sexta-feira, dezembro 23, 2016

Melodias

"Imagine-se duas melodias  independentes que são as vidas de duas pessoas. Imagine-se que as pessoas caminham pelas ruas, ambas a trautear a sua própria melodia, e, quando se aproximam, à medida quse se aproximam, percebem que as notas que a outra trauteia encaixam no meio das notas da sua própria música, criando uma outra melodia, mais complexa."

Afonso Cruz, Nem todas as baleias voam. 

segunda-feira, dezembro 19, 2016

Trails

Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro. Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.

Não tenho lábios. Tenho pele vermelha queimada.

Não existe isso de maus timings IV

Simplesmente não há nada e nunca houve nada. Se tu foste dilacerada.

"As musas são sempre lebres." 

segunda-feira, dezembro 05, 2016

Não existe isso de maus timings III

E no entanto, tu sabes. E não queres planos, nem desfechos, nem romantismo ou poesia.
Só querias saber, sentir, que o rasgão que te dilacerou e que deixou uma cicatriz viva, dormente, que pulsa com o quente, com o frio, com o imprevisto, ficou igualmente do outro lado.

Porque no fundo és uma escritora. E os escritores precisam de inspiração assim.

Ao som de: Primavera, The Gift

Não existe isso de maus timings II

Gostava mesmo de não me deixar arrastar para memórias e sentidos. Gostava de ser tão profundamente prática e terrena como se, o que vivi, está vivido, e o que não vivi, temos pena, vivesse. Preferia não ter este lado emotivo e sonhador. Este lado de escritor. Este lado que desenrola outras páginas, outras histórias, outras vidas. Este lado doce que aparece, mesmo quando eu acho que ficou estilhaçado algures lá atrás. Mesmo que enfrente uma colisão ele continua aqui. Talvez porque é ele que me permite viver e acreditar em amores desalinhados e em amores cruzados. Em amores diferentes. Talvez esse lado meu é o que eu tenha que suportar para ser feliz a sentir como sinto. Mas é tão difícil às vezes estar tão consciente dos "ses" e dos "no entanto".
Mesmo quando vês que nenhum olhar, nenhuma recordação recente, nenhum sinal é para ti.




Ao som de: Lonely Day, System of a Down

Não existe isso de maus timings

Nada como uma colisão frontal com aquilo que esperamos não ver, para a vermos efectivamente.


sexta-feira, dezembro 02, 2016

Natal

Sou a única pessoa a achar que estas campanhas da Worten e do Licor Beirão entre outros (independentemente de serem originais ou "solidários") dão cada vez mais voz a um lado consumista e egoísta em que "têm que me dar o que eu quero" e não é tão relevante o gesto de simplesmente dar?