sexta-feira, julho 10, 2020

Posts que nos tocam nas entranhas

"You met me at a very strange time in my life"., referido neste post  do blog do Pulha Garcia, um dos meus favoritos.

quarta-feira, junho 24, 2020

Separadas à nascença

"Bernarda, no outro lado da linha: «Os homens apaixonam-se e procuram o ‘porquê’ depois. As mulheres sabem o ‘porquê’ e apaixonam-se depois.» "



terça-feira, junho 23, 2020

Mas são todos tão queridos e estão todos a sofrer muito.

Sempre me deu vómitos o aproveitamento do sofrimento, das dores, da morte de alguém, normalmente conhecido, para mostrar a própria bondade, as próprias valências, tudo virado para o eu e para o ego.


sexta-feira, junho 19, 2020

Do que nos leva

Uma vez, numa viagem a duas, uma amiga gritava-me, em lágrimas, que o que mais se recordava do pai, era ele ter-lhe dito que podiam tirar-lhe tudo, mas que o conhecimento e as aprendizagens que fazia, não.

Vou fazer um doutoramento.
Com todos os gastos que isso implica (não não tenho bolsas, nem ajudas e ganho menos que o salário médio nacional, com todas as despesas normais de uma pessoa que não tem outros rendimentos ou pais ricos).
Como todo o tempo que ocupa (continuo a ter o meu trabalho full-time, a morar a 1 hora e meia de distância do trabalho, de transportes, e a tentar  ter vida social de vez em quando).
Com tudo o que não me vai dar (não irei ganhar mais, não subirei de posto hierárquico, não irei ser reconhecida de nenhuma maneira - nem isso me é relevante).

Vou aprender muito. E estou maravilhada com esse desafio.

Nota-se que há frases que nos ficam coladas aos ossos e impressas no cérebro, não é?

quinta-feira, junho 18, 2020

Saudade

Uma sensação quente que é um calafrio.

Inspiração musical: If you knew (Jeff Buckley)

segunda-feira, junho 15, 2020

Amor não correspondido

Confesso que às vezes não sei se é melhor tê-lo vivido ou não saber o que isso é.
Mas se pensar bem, é como aprender a andar de bicicleta e ter medo de cair.
É ter caído e voltar a tentar.
Se nunca cairmos vamos sempre ter medo de cair.
Sem saber se voltariamos a tentar.


terça-feira, maio 26, 2020

Não parece, mas é uma ode aos artistas

Só nos livros, nas canções, na poesia e na pintura o amor eterno e intenso, tantas vezes não recíproco, nos deixa maravilhados e até ligeiramente invejosos.
Na vida real desconfiamos dele.
Olhamos para as pessoas que o carregam como loucas, obcecadas. Achamos que não arrumaram caixotes. Ou gavetas. Que não ultrapassaram. Que não cresceram. Olhamos para essas pessoas com pena. Como se não soubessem alguma coisa. Como se lhes faltassem uma peça de puzzle. Achamos que são desenquadradas, doentes, até hostis ou perigosas. Que são perseguidores, que podem, basta a balança oscilar e desequilibrar-se, ter uma acção insensata, dramática, não enquadrada nas normas. Podem de repente mostrar o que sentem. Que rídiculo. Censuram. Estas pessoas não são civilizadas. Provavelmente deviam ir a um psicólogo. Dizem. O amor não pode ser isto. Pensam. Estão quebradas. Sussurram. 


"Vêm, tu, que estás despreparado. Este chama é perigosa, repetitiva, violenta. Não é domável ou vergada. Vêm.  Acima de tudo, mostra-te.  A partir do momento em que a aceites, não há retorno ou volta. Não te iludas, ela consumirte-á mais do que tu a utilizarás.  Também não te enganes. Isto não é um convite."

 

Posts que nos tocam nas entranhas

"You met me at a very strange time in my life"., referido neste post  do blog do Pulha Garcia, um dos meus favoritos.