quinta-feira, janeiro 04, 2018

A conversa do coitadinho*

O que me irrita nem é a falta de empatia, a falta de mundo (no sentido de juizo crítico acerca dos outros), nem sequer é a vitimização irritante, nem o andarem a dizer que ganham muito mal , ou como trabalham muitas horas, ou como tiveram anos e anos de estudo, ou como pagaram muitas próprinas, ou porque têm muitas despesas, ou como é complexo o trabalho deles.

O que me irrita mesmo, mesmo, é não terem a coluna dorsal de perceberem que pelo menos 70% dos outros cursos, teve as mesmas propinas, a mesma carga de trabalho, as pessoas tiveram as mesmas dificuldades, e as pessoas com esse cursos (com mesmo ou maior grau de dificuldade) tem salários irrisórios, trabalham as mesmas horas ou mais e não as recebem, não tem espaço nem oportunidade para ter mil empregos ao mesmo tempo, nem a mesma oportunidade de progressão de carreira, e nem vou falar do prestígio inerente...

Irritam-me acharem que determinada profissão é tão mais especial que as outras. Só que não.


*sim, falo especialmente das vitimizações das  classes de médicos, enfermeiros e farmacêuticos... já não tenho pachorra para os testemunhos no facebook. Curioso só ver estás vitimizações de classes privilegiadas e com taxas de desemprego muito próximas dos 0%? 



quarta-feira, janeiro 03, 2018

Melhor dica 2018

A melhor maneira de não comer as sobras do Natal e Ano Novo e começar o ano a comer de forma minimamente saudável? Estar com gripe, febre, má disposição e dores no corpo, etc etc desde dia 1 à noite. De nada

terça-feira, janeiro 02, 2018

2018 II

A única coisa que prometo a mim mesma, e não é por ser um novo ano, é todos os dias, é esforçar-me todos os dias por ser melhor pessoa e por dar mais de mim mesma.

Simples assim.

2018

Sou a única pessoa do Universo que não faz lista de promessas nem de desejos não é?

quinta-feira, dezembro 14, 2017

Like a boss

Portanto, daqui a 10 anos gostaria  estar num tal nível que faria e trataria como meus secretários particulares, o presidente português de uma empresa internacional muito conhecida e o director de inovação dessa mesma empresa.

E é isto pessoal. Não é para quem quer, é para quem pode.


quinta-feira, dezembro 07, 2017

Do que eu cresco, fragilizo, fortifico

Cada vez mais sou menos de frases peremptórias. Cada vez sou menos de classificar tudo em polaridades. Porque me parece superficial, e mais importante sinto-o desadequado tendo em conta o que sinto.

A minha maneira de classificar algo está a tornar-se mais complexa, com mais gradientes. Nunca fui, é certo, de grandes arrebatamentos. E confesso, sempre desconfiei, desse maneira de mostrar (não de sentir), que se ama tudo, ou só aquilo, daquela maneira, desmesurada, total, absoluta. Do mesmo modo, que a relutância total, o desagrado e o ódio extremo também sempre me fizeram sentir o mesmo. Parece-me tão frívolo tão o não querer ir ao fundo das coisas, tão o não querer estar no mundo, nos sapatos dos outros.
 
E não, isto não tem nada de politicamente correcto. Continuo a ter opinião sólidas. Independentemente se são o contrário da maioria. Continuo a achar que sim, muitas vezes o "isto depende" é tão só e apenas medo ou cobardia de tomar decisões.

O intensamente não tem nada a ver com o gritar mais alto. A confusão entre profundidade e estímulante nunca me pareceu tão obscena.


É um radar ao contrário. Também funciona

Sou muito boa a perceber quem são boas pessoas. Aquelas que são mesmo boas pessoas.

Más pessoas já tenho dificuldade. Não sou ingénua, mas se as pessoas ainda por cima são cínicas, não adivinho que por detrás da máscara, que não sei que é máscara, está uma pessoa que não interessa.

No entanto há uma coisa, que no meio de desilusões, de me magoar, de me surprender já percebi.

Por norma (99% das vezes)  as pessoas boas (aquelas mesmo fofinhas, de bom coração, que nunca te vão magoar, a não ser claro, sem querer, acontece) gostam genuinamente de mim. E isso é muito bom =)

Por norma (99% das vezes) as pessoas más não gostam. Não sei bem porquê, devo ter qualquer coisa que as irrita, que as apoquenta, até porque eu à partida, como disse sou meio burrinha, e não sei que aquela pessoa não presta.





A conversa do coitadinho*

O que me irrita nem é a falta de empatia, a falta de mundo (no sentido de juizo crítico acerca dos outros), nem sequer é a vitimização irrit...