Quickribbon Espiral: Março 2013

quarta-feira, março 27, 2013

Amor de Adultos


"Tu aprender a saber quando sentes uma coisa realmente forte ou não"

(Não é?) É. 

p.s. Um abraço do tamanho do mundo a atravessar o Canal da Mancha e que chega até ti, A. *

segunda-feira, março 25, 2013

São ciclos, senhor, são ciclos..

Quem foi a alma caridosa que não me deixa ter um momento de sossego?
Se não estou a morrer a nível emocional, sozinha, a chorar as pedras da calçada, a sofrer por não correspondência, por intensidades desperdiçadas, por amores perdidos, estou a ser consumida a nível profissional?
Quem disse? Quem disse que tenho que me corroer, perder a auto-confiança, sentir-me permanentemente um erro de casting, deixar de perceber quem sou, o que faço, para que sirvo? E não me lixem que no meu caso a minha identidade passa muito por um sentido de utilidade que me ultrapassa.

E a minha cabeça, o meu coração e a minha alma não aguentam isto. E já não sei se sirvo para algo, e se o meu lugar é aqui, é a fazer algo como isto mas noutro sítio, é a lavar escadas ou a salvar crianças em Africa.

O que sobra quando já não sabes o que vales e para que serves?


segunda-feira, março 18, 2013

Não parece mas é um post optimista

E no entanto, apesar das dúvidas, apesar das certezas, apesar dos meses que já passaram e que no seu conjunto já fazem mais de um ano, há sempre pedaços daquele mundo, que já não existe que reaparecem.
Confundo-te nas caras de desconhecidos, levas-me até perto das coisas que amo, desapaixonadamente, trazes-me as coisas que amas, puramente porque as mostras a todos.

Sim, eu sei que não há ventos a favor e tão pouco há ventos contrários. É assim que se marcam os momentos, as fases, que se vão demolindo ou desconstruíndo. É como uma casa deixada sozinha. Só quando alguém entra dentro dela percebe como está a morrer por dentro.

Português na minha alma

Uma das poucas (?) grandes dúvidas que me resta em relação a ti é se existi. E por isso pergunto-me, questiono-me, se algures em t,i sobrou algo para que me recordes e eu permaneça num papel que tenhas escrito.

sábado, março 09, 2013

Para recordar

Ontem, vi o melhor momento de televisão em muito tempo com as palavras da magistral Simone de Oliveira no jornal da noite da TVI.

Uma lição de vida.

sexta-feira, março 08, 2013

Não estou ácida hoje, mas estou doente, por isso posso

Começa a cansar-me (já me cansava) o santo consumismo de tudo e mais alguma coisa. E fotos de tudo o que compram, e de tudo o que querem e de tudo o que consomem (seja comida, literatura, música, roupa, produtos, objetos etc).

Cansa-me essa necessidade de mostrar ao mundo que se tem mais coisas, que se come coisas mais deliciosas, que se compra roupa mais cool ou se tem o objeto mais vintage.

A sério, privacidade e discrição são coisas assim tão complicadas? Ninguém as quer?

É que somos sempre iguais, o maldito tuga, que agora não é mostrar que tem o Mercedes ao vizinho do lado, mas mostrar que tem mais tralha, mais gadgets, mais culturalidade, que é mais boémio, mais tudo.

Seca.

quinta-feira, março 07, 2013

Estou um bocado ácida hoje IV

4 - O bom gosto como em tudo, discute-se. E do mesmo modo que há pessoas que se vestem bem e outras que se vestem mal também há bons livros e maus livros. E juro que já estou enjoada desta febre dos livros sadomaso mal escritos, sobre obcessões, homens com muitos problemas e mulheres com muitos mais. E agora vamos levar uma catrefada disto enquanto a porcaria dos livros das sombras cinzentas continuarem a ser berst-sellers. Já comentei que sinto vergolha alheia dos top 10 de livros deste país. Já?

Estou um bocado ácida hoje III

3 - A próxima pessoa querida, linda, ingénua, que me vier dizer que o amor é o mais importante e que vence todas as barreiras leva com um pau. Ele só vence o que consegue vencer. Que é pouco. E isso torna-o tão fraco. Tão moldável. Tão traiçoeiro. Porque depende de timings, de momentos, de esforço. E muita pouca gente está disposta ao esforço. E muito pouca gente está disposta a deixar de ser infeliz. Porque se acomodam. E porque muitas vezes é díficil de perceber a própria infelicidade. Por isso não me lixem as pessoas que acreditam no amor acima de tudo. Ele é raro. E por isso tão valioso.

Estou um bocado ácida hoje II

2 - O mérito das competências morreu. Já achava mas agora acho mais. O que interessa é gritar mais alto, ou ser mais matreiro, ou conseguir parecer mais certo que o próximo. E parecer mais do que ser. E, claro, passar por cima, pisar, criar intrigas. E eu ainda estou a perceber como raio me vou safar aqui assim.

Estou um bocado ácida hoje

1 - Os funcionários da cp que vão todos para a p*** que os pariu. Só querem manutenção de regalias (muitas que sempre achei rídiculas) e aumentos enqaunto o resto do país está como está. AUMENTOS. e EXIGEM-NO. Como se fossem autistas a tudo a volta. Tendo em conta que já têm ordenados muito interessantes para a formação que têm. E dizem que os reformadoas precisam do passe pago para ir às consultas e para ir às manifestações? Oi??? Façam como os outros todos que os pagam e não tem as reformas que vocês têm. Agora prejudicarem todo um país de trabalhadores que não ganham o que vocês ganham, que não tem um passo pago é imoral além de profundamente egoísta. Por estes dois/ três dias de greve uma pessoa ou fica impedida de ir trabalhar ou gasta em carro (se o tem) um balurdio que não se pode dar ao luxo (gasolina, portagem e estacionamento). por isos não tenho pena. nenhuma. Zero. A vossa liberdade acaba quando começa a liberdade dos outros.

          Mas para não dizerem que sou contra a liberdade de expressão e de revolta, ora até vós dou ideias:
         - Durante um mês assumam que não cobram bilhestes às pessoas e comuniquem-no. Assim as pessoas ficam do vosso lado, prejudicam e molestam a sério quem querem prejudicar, que assim já ñao ficam com o dinheiro já daquele lado (porque a grande percentagem das pessoas compra passes atencipadadamente como bem sabem).
          - Em extremis façam a porcaria da vossa greve, não deixem passageiros entrar mas andem com os comboios de um lado para o outro. A consumir. A fazer mossa.

Mas estas coisas são chatas né???? Tinham que ir trabalha né?? Tinham que levantar o cu da cadeira né????



segunda-feira, março 04, 2013

Ainda não

Passa um vento quente, uma subtil aragem que me faz recordar que de todos os momentos especiais que vivo e que vivi, só contigo havia sempre música a tocar, mesmo quando não estava.

E por isso, por mais que o tempo passe, por mais que nunca me tenhas esquecido por não haver nada para esquecer ( nunca estive ai verdadeiramente, eu sei, dolorosamente, sei), por mais que eu saiba que não me pertences, que não me pertenceste, que o meu voo é outro, que sou / estou e vou ser feliz, há mágoas doces que ficam e sei que ainda hoje não terei coragem para olhar os teus olhos onde só vejo um vazio seco onde se reflete sem piedade o grande significado que ainda há nos meus.


É isto e nada mais

"Que a dificuldade neste jogo está em acertar na exacta sequência em tempo certo de todas as portas abertas. "