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A mostrar mensagens de Março, 2013

Amor de Adultos

"Tu aprender a saber quando sentes uma coisa realmente forte ou não"
(Não é?) É. 
p.s. Um abraço do tamanho do mundo a atravessar o Canal da Mancha e que chega até ti, A. *

São ciclos, senhor, são ciclos..

Quem foi a alma caridosa que não me deixa ter um momento de sossego?
Se não estou a morrer a nível emocional, sozinha, a chorar as pedras da calçada, a sofrer por não correspondência, por intensidades desperdiçadas, por amores perdidos, estou a ser consumida a nível profissional?
Quem disse? Quem disse que tenho que me corroer, perder a auto-confiança, sentir-me permanentemente um erro de casting, deixar de perceber quem sou, o que faço, para que sirvo? E não me lixem que no meu caso a minha identidade passa muito por um sentido de utilidade que me ultrapassa.

E a minha cabeça, o meu coração e a minha alma não aguentam isto. E já não sei se sirvo para algo, e se o meu lugar é aqui, é a fazer algo como isto mas noutro sítio, é a lavar escadas ou a salvar crianças em Africa.

O que sobra quando já não sabes o que vales e para que serves?


Não parece mas é um post optimista

E no entanto, apesar das dúvidas, apesar das certezas, apesar dos meses que já passaram e que no seu conjunto já fazem mais de um ano, há sempre pedaços daquele mundo, que já não existe que reaparecem.
Confundo-te nas caras de desconhecidos, levas-me até perto das coisas que amo, desapaixonadamente, trazes-me as coisas que amas, puramente porque as mostras a todos.

Sim, eu sei que não há ventos a favor e tão pouco há ventos contrários. É assim que se marcam os momentos, as fases, que se vão demolindo ou desconstruíndo. É como uma casa deixada sozinha. Só quando alguém entra dentro dela percebe como está a morrer por dentro.

Português na minha alma

Uma das poucas (?) grandes dúvidas que me resta em relação a ti é se existi. E por isso pergunto-me, questiono-me, se algures em t,i sobrou algo para que me recordes e eu permaneça num papel que tenhas escrito.

Não estou ácida hoje, mas estou doente, por isso posso

Começa a cansar-me (já me cansava) o santo consumismo de tudo e mais alguma coisa. E fotos de tudo o que compram, e de tudo o que querem e de tudo o que consomem (seja comida, literatura, música, roupa, produtos, objetos etc).

Cansa-me essa necessidade de mostrar ao mundo que se tem mais coisas, que se come coisas mais deliciosas, que se compra roupa mais cool ou se tem o objeto mais vintage.

A sério, privacidade e discrição são coisas assim tão complicadas? Ninguém as quer?

É que somos sempre iguais, o maldito tuga, que agora não é mostrar que tem o Mercedes ao vizinho do lado, mas mostrar que tem mais tralha, mais gadgets, mais culturalidade, que é mais boémio, mais tudo.

Seca.

Estou um bocado ácida hoje IV

4 - O bom gosto como em tudo, discute-se. E do mesmo modo que há pessoas que se vestem bem e outras que se vestem mal também há bons livros e maus livros. E juro que já estou enjoada desta febre dos livros sadomaso mal escritos, sobre obcessões, homens com muitos problemas e mulheres com muitos mais. E agora vamos levar uma catrefada disto enquanto a porcaria dos livros das sombras cinzentas continuarem a ser berst-sellers. Já comentei que sinto vergolha alheia dos top 10 de livros deste país. Já?

Estou um bocado ácida hoje III

3 - A próxima pessoa querida, linda, ingénua, que me vier dizer que o amor é o mais importante e que vence todas as barreiras leva com um pau. Ele só vence o que consegue vencer. Que é pouco. E isso torna-o tão fraco. Tão moldável. Tão traiçoeiro. Porque depende de timings, de momentos, de esforço. E muita pouca gente está disposta ao esforço. E muito pouca gente está disposta a deixar de ser infeliz. Porque se acomodam. E porque muitas vezes é díficil de perceber a própria infelicidade. Por isso não me lixem as pessoas que acreditam no amor acima de tudo. Ele é raro. E por isso tão valioso.

Estou um bocado ácida hoje II

2 - O mérito das competências morreu. Já achava mas agora acho mais. O que interessa é gritar mais alto, ou ser mais matreiro, ou conseguir parecer mais certo que o próximo. E parecer mais do que ser. E, claro, passar por cima, pisar, criar intrigas. E eu ainda estou a perceber como raio me vou safar aqui assim.

Estou um bocado ácida hoje

1 - Os funcionários da cp que vão todos para a p*** que os pariu. Só querem manutenção de regalias (muitas que sempre achei rídiculas) e aumentos enqaunto o resto do país está como está. AUMENTOS. e EXIGEM-NO. Como se fossem autistas a tudo a volta. Tendo em conta que já têm ordenados muito interessantes para a formação que têm. E dizem que os reformadoas precisam do passe pago para ir às consultas e para ir às manifestações? Oi??? Façam como os outros todos que os pagam e não tem as reformas que vocês têm. Agora prejudicarem todo um país de trabalhadores que não ganham o que vocês ganham, que não tem um passo pago é imoral além de profundamente egoísta. Por estes dois/ três dias de greve uma pessoa ou fica impedida de ir trabalhar ou gasta em carro (se o tem) um balurdio que não se pode dar ao luxo (gasolina, portagem e estacionamento). por isos não tenho pena. nenhuma. Zero. A vossa liberdade acaba quando começa a liberdade dos outros.

          Mas para não dizerem que sou contra a…

Ainda não

Passa um vento quente, uma subtil aragem que me faz recordar que de todos os momentos especiais que vivo e que vivi, só contigo havia sempre música a tocar, mesmo quando não estava.

E por isso, por mais que o tempo passe, por mais que nunca me tenhas esquecido por não haver nada para esquecer ( nunca estive ai verdadeiramente, eu sei, dolorosamente, sei), por mais que eu saiba que não me pertences, que não me pertenceste, que o meu voo é outro, que sou / estou e vou ser feliz, há mágoas doces que ficam e sei que ainda hoje não terei coragem para olhar os teus olhos onde só vejo um vazio seco onde se reflete sem piedade o grande significado que ainda há nos meus.