Quickribbon Espiral: Maio 2006

quinta-feira, maio 25, 2006

Solidão

"Solitudine non è essere soli, è amare gli altri inutilmente." (Mario Stefani)

in A cidade dos Anjos Caídos de John Berent

tradução: "Solidão não é estarmos sós, é amarmos os outros em vão"

quarta-feira, maio 17, 2006

Frases dos amigos do peito

Os amigos são amigos pelo que dizem, pelo que fazem....no momento apetece-me recordar o "pelo que dizem":

"Eu acho é que ele tem o António lobo Antunes preso na cave" (Ana Fontes) - porque amizade é brincar com os nosso próprios gostos de modo a fazer-nos sorrir da patetice

"Mas Sónia, não olha para ninguém!"(Luis Roxo) - porque amizade é convencerem-nos de que não estamos sozinhos

"Somos uns privilegiados" (André Seco) - porque amizade é julgar ( e bem) que temos amizades únicas

"Não podemos deixar que a vida nos passe pelas mãos" (Diogo Nuno) - porque amizade é inspiração repentina depois de uma tarde de crepes

"Estou com a Sónia, estou com Deus" (Isa Costa) - porque amizade é ter medo de cães e saber que há protecção

"Sónia, vi esta imagem e lembrei-me de ti" (Magda Alvoeiro) - porque amizade é identificação e recordação

"Já não te via há uma semana...tinha saudades das tuas barracas!" (Ana Soares) - porque amizade é , apesar de recente, inconfundivel

"És o melhor dos dois mundos" (Ana Santos) - porque amizade é mentir ás vezes =P

"És castanho alaranjado" (Miguel Aguilar) - porque amizade também é ver cores nas pessoas

"Estamos a falar uma tarde toda e ainda dava para ficarmos a noite" (Brígida Riso) - amizade também é sermos umas conversadoras do pior

À medida que me for lembrando...vou adicionando frases de mais amigos. Ma agora só me lembrei destas frases (porque dos amigos lembro-me sempre)

100 anos de solidão

De que são feitos os bons livros? Aqueles que marcam? Já me disseram que um bom livro, com uma boa história se mostra logo nas primeiras páginas. Ou então que também é um bom guia ir pelos best-sellers. Ou so ler os clássicos.
Sempre li muito. De tudo. Com qualidade, sem qualidade, light, menos light, banda desenhada, até livros da colecção Arlequim. Também já li alguns dos chamados "imprescíndiveis", clássicos, autores portugueses, sul americanos. norte americanos, franceses, ingleses, japoneses. Poesia, prosa, ficção, drama, ensaios...
Não tenho pretensões de ter lido mundos e fundos, mas tento não me ficar "pelo mais lido" ou "pelo mais conhecido" de cada autor. Nem colar-me desnecessariamente a autores mais que ilustres e dizer bem apenas porque toda a gente diz.
Por exemplo: não me agrada o modo de escrever de Charles Dickens. E não o digo de ânimo leve. Li, para além dos famosos Oliver Twist e Grandes Esperanças, os Contos e a Pequena Dorrit. A principio pensei que o que me fizesse não gostar fosse o modo de escrita, corrente na época, mas essa impressão desvaneceu-se ao ler o também conhecido "Feira das Vaidades" de Willian Thckera, contemporâneo de Dickens, do qual gostei. Sim, o modo de escrever na época não é o mais interessante (pelo menos para mim) mas a Feira das Vaidades conseguiu cativar-me muito além do esperado.
Podia dar o exemplo do galardoado Ernest Hemingway...não consegui ler o "Velho e o Mar" até ao fim...fiquei-me pela terceira página...e ainda tentei ler o "Jardim do Edén" mas desisti a meio. Ele pode ser bom...mas aquelas frases declarativas tiram-me do sério...porque não fazem sentido...
Não falando claro de outro ponto: por experiência de tentar ler todos e mais alguns livros dos mais variados autores cada vez acho mais que o best-seller que os levou aos tops é sempre o piorzinho livro deles. Nunca hei-de entender como se processa tal facto...
Posso dar alguns exemplos dos escritores mais badalados (independentemente do ódio que parece estar na moda em relação a alguns deles):
Paulo Coelho: toda a gente ouviu falar do "Alquimista", "Diário de um Mago" e talvez quem sabe "Verónica decide morrer"....digo sem o mínimo embaraço que detestei este último e confundo sempre os primeiros dois....agora em relação a "Brida", "As valquirias" (adoro este, não entendo como há pessoas que odeiam) e outros ninguém fala.
Susanna Tamaro: Estou para conhecer o mortal que não tenha lido "Vai onde te leva o coração" ou que pelo menos não saiba qual é o livro. E toda a gente o adora. Sinceramente até me senti mal de não ter ficado comovida com o livro..mas depois li o "Responde-me" e o "A alma do mundo" e sim..aí já é outra história....livros que se podem dizer que têm qualquer coisa..
E falando noutros autores...leiam "O plano infinito" de Isabel Allende depois da "Casa dos Espíritos" ou então o meu livro favorito da minha escritora favorita Marion Zimmer Bradley...não, não falo das "Brumas de Avalon"....leiam "O Salto Mortal"...e esqueçam o "Chocolate" de Joana Harris e leiam "3 quartos de laranja"...e outros tantos...leiam mais que os best sellers...acreditem que vale a pena...
Bem...não foi para isto que começei este post. A questão é...será que há mesmo livros bons? Aqueles que são As obras primas? Há. Sem dúvida.."O Deus das Moscas" de Willian Golding...."Os miseráveis" de Vítor Hugo e um livro encantador da minha infância do incrível escritor italiano Edmundo de Amicis, o "Cuore". O que terão em comum? Muito pouco, à primeira vista. Diversificam-se: O primeiro arrepia-me pela sua crueldade e verdade. O segundo faz-me sonhar e encoraja-me. o último comove-me e faz-me prometer que serei melhor. O terror. O amor. A inocência. Os abismos da alma humana. A resistência da mesma. A aprendizagem.
Livros a que não fico indiferente. Depois há os outros....que marcam porque nós apelam a alma ou ao coração..como "Brida" ou o "Salto Mortal"...
O que faz um bom livro? A ideia de que, ao ler o final, mesmo que nada antes tenha feito sentido...agora já o faz. Mesmo que fiquemos insatisfeito e que queiramos mais....ou que achemos que o fim deveria ser outro. Afinal os bons livros são feitos das emoções que despertam em nós.

inspiração escrita - 100 anos de solidão (que estava a ler e a pensar "então vá lá qual é a piada?" ...e depois chegou o final...e ...muito bom)

p.s. Já agora...."O código da Vinci" não é assim tão bom....Tá bem escrito e o autor foi "esperto"...mas se sê interessam pelo tema leiam algo mesmo bom e original. Como o "Jesus na fogueira" de Catherine Clement (autora do conhecido romance "A senhora" e outros tantos)...acreditem...daqui a uns tempos ninguém se lembra do Dan Brown...mas calma...hei-de ler os outros livros dele...só para confirmar..e se estiver errada assumo... ehehe ^^ (e também sou dos que acha que aquilo é um plágio descarado do "O sangue de cristo e o santo graal"...pena que o tribunal não tenha achado o mesmo....)

terça-feira, maio 16, 2006

Secretamente

A culpa é do meu primo. Do meu primo direito, único e inconfundível. Que adoro. E que me conhece como eu o conheco. Demasiado bem. E que me disse "Conheces aquela canção de Rita Guerra?" ...Conheço...."Secretamente"...não sei se está canção tem qualidade...mas ironia ou não...está lá...E volto a ouvi-la. E sorrio. Porque os sentimentos não se julgam ou entendem. E posso dormir de novo porque sim.Yap, a culpa é do meu primo...e da Mango que passou esta música mil vezes enquanto eu estava lá...lol

sábado, maio 13, 2006

13 de Maio

Tenho 21 anos. Hoje. O resto do tempo sou uma eterna criança a a proporcionar aos outros a ilusão de que cresceu. O resto do tempo sou uma mulher com todos os sonhos rídiculos inerentes a fingir que não preciso deles. O resto do tempo sou pessoa com objectivos definidos que anda perdida no meio de um mar de intenções.
Mas, no resto do tempo também sou eu. A que sabe que só estou cá e só sou este ser humano devido a um conjunto valioso de pessoas. Aos meus pais que adoro, apesar de todo o stress, e a todos os antepassados que por aí andaram (de certezinha que há alguém muita à frente no meio desta genética toda). Mas este meu eu também quer agradecer aos meus amigos. Aqueles que são o meu porto de abrigo. Aqueles que longe ou perto estão "aqui". Porque os laços do coração não precisam de estar presos para saberem onde pertencem. E eu, independentemente de quem afinal seja, saberei sempre onde vocês estão para mim. Parabêns, Amigos, por existirem´.

p.s. Não faço uma lista das pessoas que o são. Primeiro, não confio na minha memória, que infelizmente às vezes não está ligada ao que sinto, depois as pessoas que o são...sabem...sentem-no***

quarta-feira, maio 10, 2006

Morte

A morte conduz uma bicicleta enquanto tu andas de carro. Vai, figura de adolescente frazino, sweat azul escura com capuz e mochila laranja às costas, a pedalar. Ao aproximar a um cruzamento espera que estenda mão a indicar o caminho que vai seguir. E segue o caminho contrário. Nunca passes à frente da morte...porque ela pode estar para seguir a mesma direcção que tu.

Espiral

quinta-feira, maio 04, 2006

Aprendizagem

(Insisto que ninguém me vai matar enquanto questiono o porquê do medo, cantando, desafinada, que estou a aprender a ser feliz enquanto danço a um ritmo completamente diferente...)


"O fazer teatro não depende só da nossa vontade mas também da dos outros"...mais ou menos isto, Rosa, encenadora do grupo de teatro Ultimacto.

(mais tarde...)

Bem...devido a problemas a que sou alheia (pc que breca, e memórias ñ guardadas), cá vai...algo desfasado:

"Decide-te. Ou fazes ou não fazes" (quem disse sabe que disse ^^)

Às vezes a vontade tem ser moldada...conquistada. Sem lamúrias.