Quickribbon Espiral: Setembro 2014

domingo, setembro 28, 2014

Disto de ser uma alma velha II

Perco o fôlego com canções de amor. Sem clips. Sem imagens, Sem corpos sensuais. Sem a imagética. Sem facilitismos.

Disto de ser uma alma velha

Pensar, sentir, reviver, rir-me sozinha, corar, voltar a a recordar-me, saborear esses momentos, deixa-los eternizar-se no tempo, parao  tornar precioso, familiar, único e meu,  para deixar de ser  apenas aquele instante, flashado, rápido, intenso,  que não se degusta, que não se aprofunda, que passa rápido  dando lugar a outro, rapidamente. 

Paro. 

Volto a recordar. 

Sou uma alma velha, nada a fazer

Acredito em destinos. Acredito em encontros improváveis. Acredito em momentos eternos. Acredito no sempre. E no nunca. Acredito nos tropeções da vida. Acredito nas ironias e acredito nos sinais. Acredito que não pertencemos só a nós mesmo. Acredito que os sentimentos duram. Acredito que alguns nunca se apagam. Acredito que se pode viver com isso. Acredito em químicas. Em instantes que perduram. Em sorrisos nos olhos. Em entendimentos. Em confrontos fatais. Acredito em lágrimas e em sofrimentos. Dos reais. Em almas gémeas. Em sintonias intemporais. Acredito em fracassos. Em desamores. Em amores. Não dos perfeitos. Dos incondicionais. Acredito em amores eternos. Acredito em amores vividos. Acredito na reflexão. Acredito no tempo que perdura. Acredito no carinho onírico. Acredito no Amor.


(Ao som de qualquer música de Leonard Cohen. Escolham a que quiserem)

segunda-feira, setembro 15, 2014

Tradução para português

Às vezes, só às vezes, naqueles momentos em que estamos perdidos no meio da multidão, há algo, há sempre algo, pode ser uma música, aquela específica, que nos recorda o que já fomos, o que já sonhámos. Quem fomos, de como temos saudades, da inocência e da crença. Do romantismo. Oh,  que tenho mais saudade era daquele romantismo onde me enrolava por longas horas e por onde andava sem medo do ridículo. Quero continuar a permitir-me sonhar e a fantasiar. Sem esquecer a realidade, mas sabendo que só posso ser feliz verdadeiramente dando espaço também para esses momentos, resguardados, intímos. Nunca ninguém sabe, nem que tente, porque não se pode atrever a perceber, a sentir, tudo o que guarda o coração de uma mulher.

sexta-feira, setembro 12, 2014

Mood

Há dias, assim, não sei se apenas devido às minhas leituras (Jane Austen rulla), mas em que me sinto mais melancólica, romântica e com um vazio qualquer, intenso, doce.

As temperaturas, a falta de caminhos profissionais, e as saudades dos amigos próximos não ajudam.

terça-feira, setembro 09, 2014

Do amor e do desamor

Sentir uma ternura imensa e saber que se poderia dizer sem armaduras e sem sombras e com uma segurança inquebrável "Eu gostava mesmo de ti."

Do amor e do desamor

Ouvir uma voz inesperada e ainda sentir a tua própria voz quebrar um pouco

Não se nota as saudades que eu tinha em andar a passarinhar por Lisboa?

Jantar no Come Prima. Um dos melhores italianos, (e felizmente pouco conhecido) da nossa capital.

Pelos vistos sou consumista e fútil

Comprar um livro do Alexandre Dumas no alfarrabista compensa moralmente e intelectualmente ter ido logo a seguir à Vintage Baazar comprar um vestido com 70% de desconto giríssimo?

Sou infiel ao meu cabelo

Passado dois anos e meio sem cortar,nem as pontas tirei, fiz franja e retirei cerca de 10 a 12 cms de cabelo. Com a querida Renata no Facto que é fantástica e compreende perfeitamente o meu desamor ao meu cabelo.

Continuo aqui I

O filme E Agora Lembra-me é brutal. Recomendo