Quickribbon Espiral: Outubro 2011

segunda-feira, outubro 31, 2011

Primeira tentativa

Vou ser crua. Porque é cansativo ver sempre ombros onde nascem estrelas e olhos que brilham sem a porra de um final feliz. É só isso. Cansativo. Esperar pela porra de um final que não chega. Os sonhos bonitos são apenas sonhos bonitos. E a minha definição de cumplicidade é tão mais imensa que a tua. Tão mais completa. Porque tem todos os sorrisos que imaginas. E todas as minhas entregas.  E sem isso é demasiado pouco para eu suportar.


 (Isto não é uma carta de amor. Porque não sinto amor por ti. Mas podia ser.)

Na linha do mau feitio

Achar que quando há mudanças é sempre para melhor é tão falacioso como achar que é melhor não mudar com medo de ficar pior.

Portanto deixem-me sossegada. Cada um com as suas falácias ok?

(Até porque toda a gente muda quanto tem que mudar e mantém-se quieto quando tem que ficar. Por isso larguem-me a braguilha.Chamam-se adaptação!!!!!!)

Reafirmo (adoro validar as minhas opiniões)

É tão por isto que és um dos meus bloggers favoritos. Incondicional admiração.

domingo, outubro 30, 2011

As pessoas são tão cegas e tacanhas

Que não percebem a subtil (mas colossal) diferença entre o contentar-se com o que se tem e o ser feliz com o que se tem. É que é uma diferença do tamanho do oceano.


Porra, alguém que ensine o mundo a sentir para lutarem quando devem lutar e o desistir quando devem desistir. E a perceberem o que querem, irra.

sexta-feira, outubro 28, 2011

Das cartas que não escrevo.

...


Isto não é uma carta de amor. Porque não sinto amor por ti. Mas podia ser.

quinta-feira, outubro 27, 2011

Há qualquer coisa de calmante

Em saber que apesar de Deus (ou as parcas, ou o destino, ou o acaso... - pessoas não espirituais ou sem fé, ou ateus, ou agnósticos, não se abespinhem) andar a trabalhar um bocado contra mim e os meus propósitos,  não estende isso às pessoas que amo.

Obrigada.

(vou ali vomitar o estoicismo todo, já volto.)

Eu estava enganada

Os saltos de fé não tem nada a ver com saltar no vazio rezando e crendo que vai tudo correr bem.

Tão pouco tem a ver com o acreditar que o que tem que ser acontece.

Os saltos de fé têm a ver com saltar sabendo que provavelmente vai tudo correr mal.


Ainda me estou a habituar à mudança de paradigma. Ainda me estou habituar ao facto de que se calhar nunca dei um salto de fé.


Ou então não. E continuo a achar que a esperança é uma cena saudável. Adoro ser o meu próprio advogado do diabo. 

quarta-feira, outubro 26, 2011

A subtil diferença

Posso ser forte. E corajosa. Mas não sou estóica. De todo.

A gerência lamenta pela perda de carga literária nos conteúdos. 

"E se"

Uma das frases mais marcantes da peça "O jogo dos mitos cansados" (adaptado da peça "O destino morreu de repente" de Alves Redol) é dita pela vigilante Vermelha.

"E se assassinassem um poeta? Sim, se assassinassem um poeta? Talvez assim o mundo compreendesse então."

Adoro a retórica. Adoro o abanar de sentidos. Ou de sentimentos. Mais que o apelo revolucionário. 

Tem todos os meus "ses" condensados. Isto se eu desse algum valor a "ses".





Cenas

 Às vezes gostava. De querer a "felicidade  pronto-a-vestir" (metáfora, cortesia da M.). A do momento. Que se lixe tudo. Que se lixe consequências, perdas colaterais ou vidros partidos. Que se lixe o que realmente se quer. Mais vale ter pouco que nada não é?

***

Quando encosto a cabeça aos meus joelhos encolhidos é porque quebrei.
Às vezes brincamos demasiado com que o que nos faz sofrer. E basta não é?

***

Esta música. Literalmente emocional. E quando as músicas nos dão as respostas antes de nos atrever-mos a formular as perguntas?

A fatalidade

De andar a dormir 3/4 horas por noite há 3 dias é não ter sequer paciência/capacidade/tempo de reacção para mudar a estação de rádio que está a tocar música do Tony Carreira quando conduzo meio zombie.

terça-feira, outubro 25, 2011

Eu

Nunca serei um rato a fugir do navio.

Não sei se tem algo a ver ou não mas de hoje não passa: vou comprar o Ratos e Homens.

It's not a big deal...

Repete ela baixando os olhos. Sorri, sorriso aberto, alegre, mentiroso. Não é relevante. Os olhos que vagueiam sem fixar nada mostram que It's not a big deal. Quase parece verdade. Voz forte, viva, implacável. O que escondes? Porque vestes essa armadura? Não há nenhuma luta a travar. It's not a big deal. Repetes como um mantra que te convencerá. Quase quase me convenço. Dura. Fria. Mas quando ela não olha eu olho. E vejo os olhos que se fecham com força, as mãos tensas que agarram a mesa e a respiração que quase se sufoca até sair num suspiro. It's not a bid deal. Vês que olho para ti. Sorris e dizes uma piada idiota. Idiota. 

segunda-feira, outubro 24, 2011

...


Podia ter este aqui no meu local de trabalho ao pé do "Keep calm and carry on"....

...

Quando o desencanto se torna real há uma parte positiva.

Sabes aquilo com que não podes contar.

Se pensares bem, é uma base melhor do que muitas para seguir em frente.

domingo, outubro 23, 2011

Uma das conclusões de ontem?

Aquilo que eu sempre soube, e não me lixem:

As pessoas nunca são tão bonitas e tão felizes como quando estão apaixonadas (e são correspondidas obviamente).

(Estou tão contente por ti, S. *)

"Se o tempo nos der aquilo a que temos direito"

1- Dos dias perfeitos... só sei que falta tão pouco para serem completos. E esse pouco é tão difícil/impossível/improvável/estatisticamente raro.
2- Das histórias de amor... só sei que só existem se têm um "fim".  E para isso têm que ter um principio.




(a ouvir "Quase perfeito" dos Donna Maria)

quinta-feira, outubro 20, 2011

Já escrevi isto, mas reafirmo

Não interessa a intensidade com que te dás, o salto de fé que superas, as mãos que agarram cabelos como se já fossem familiares, o corpo que colas como se fosse simbiose. Não interessa. É irrelevante os castelos que constróis no ar, os pré-sentimentos que carregas, a esperança que te permites a depositar num simples beijo.

(Não sei bem o que interessa então.)

Prepara-te apenas para perderes mais um pouco do que pensavas que já não tinhas. 


Mood



"Odeio ver  as pessoas a passarem por ti assim."

De facto. Eu também odeio.

No fundo

Eu não sou nem um bocadinho justa. Apenas gosto do belo. O belo na arte. O belo nos sentimentos. O belo nas relações. O belo nas pessoas. E isso torna-me um bocadinho masoquista. Porque acho bonito o que só me fazia bem achar "cruel" / "parolo" / "injusto" . Assim uma espécie de desculpa esfarrapada para coisas que não controlamos. Mas não. Pareço justa.. Porque sou incapaz de não ver o belo.

Adoro escrever às minhas parcas

A ovulação é uma cena marada.
Com a moda do TPM envolto em gramas de chocolates e neuras esquecemo-nos desta altura.

Em que a libido vai até onde nunca foi, em que os homens que nunca olhámos duas vezes nos parecem ligeiramente atraentes e aqueles que achamos graça passam a ser "possíveis" e aqueles que queríamos ter sempre perto tornam-se os homens da nossa vida.

Obrigada parcas. Por me lembrarem dos modos mais estúpidos que esta altura existe. Obrigada pelas "naturalidades", pelos "olá olá", pelos toques no ombro. Obrigada pelo dia de hoje que acaba em modo "cereja em cima do bolo". Aquela que vocês adoram. Aquele que me grita ao ouvido "segunda opção ou nem isso."

segunda-feira, outubro 17, 2011

Simplificando (o que vai na minha cabeça)

A diferença, a subtil mas vital diferença entre uma taça que vai enchendo, mais e mais, sem transbordar, e a taça que vai sempre enchendo sem nunca estar verdadeiramente cheia.


Mas para quem está a olhar é exactamente igual não é?

sexta-feira, outubro 14, 2011

Juro que nem pareço eu..

Mas estou a aprender a ver o copo meio cheio.

À conta do orçamento do estado para 2012 (suspiro, respira) já descobri dois  bons blogs que não conhecia para o reader. =D

quinta-feira, outubro 13, 2011

Eu não acredito em bruxas, mas...

Mesmo sendo uma pessoa espiritual  não acredito no conceito do céu e de inferno.


Mas, nunca se sabe e uma mão lava a outra, por isso ando a praticar boas acções suficientes para conseguir uns bons metros quadrados no céu (ex: sempre achei que o voluntariado dava pontos bónus) e ao mesmo tempo, que isto nunca se sabe o dia de amanhã, vou arranjando um T5 no inferno com vista para as chamas (ex: gozar com a falta da coerência das pessoas é algo que me dá um prazer enorme, que fazer).

quarta-feira, outubro 12, 2011

Genial

"Comprei um telemóvel andróide, embora não faça ideia o que é um andróide. Pessoas que vivem no mundo contemporâneo garantiram-me que para o que eu queria, chamadas, mensagens e Internet, um andróide chegava. Adquiri o andróide, desembrulhei o andróide, programei o andróide, e o andróide mostrou-me, sem eu pedir nada, um mapa de Lisboa que indicava o local onde estava. E perguntou-me se eu queria enviar a informação sobre o local onde estava a pessoas da minha lista de contactos electrónicos. Desde a faculdade que não me deparava com uma pergunta tão estapafúrdia. Não faço ideia porque é que alguém há-de querer comunicar às pessoas que conhece onde está a cada momento, e gostava de conhecer alguém que tivesse activado esta funcionalidade, apenas para lhe oferecer um exemplar, pelos vistos incompleto, do DSM-IV. Entretanto, passei a chamar ao andróide «o Orwell»: «tenho o Orwell a carregar», «esqueci-me do Orwell em casa», «tens o meu Orwell», «vou andar uns dias sem Orwell»."


Também vou comprar um telemovel (ou será smarphone?) com tecnologia android brevemente.


Como não tenho pretensões em ser original e achei isto genial, vou chama-lo "84".

terça-feira, outubro 11, 2011

Fugas

Toda a gente foge por amor. Ou então por desamor. Não há nenhum outro motivo.

"And knew that somehow I could find my way back"


Era tão bom se as coisas fossem como nas músicas. Um fim. Um principio. Uma resposta. Começo a ficar cansada de tanta pergunta retórica.

quinta-feira, outubro 06, 2011

Pessoa,

Não há nada que atrapalhe o Amor. Nada. Esquece as desculpas sobre os contratempos, as barreiras, os traumas, os objectivos por concretizar, os planos concretizados, os planos planeados, a historia de vida, os sonhos por cumprir, os compromissos a longo prazo, os projectos. Não é desculpa para, pessoa, se amas alguém não lutares por ela. Porque o amor não espera, não têm intervalos, e se calhar, se calhar nem tem segundas oportunidades. Claro que há outras pessoas pessoa, mas e aquela? Aquela está ali naquele momento, e os momentos normalmente são lixados e lixam-se para timings, compromissos, cedências e fraquezas. É Ela. Acreditam que existem várias pessoas? Pessoas que são as vossas? Eu não acredito em número infinitos. Talvez por isso acredite em amar até que o último suspiro me deixe, até que não haja outro sentido, outra maneira, acabar só por ser preciso. Lutem pessoas. O Amor é isso. E não há nada que o atrapalhe se quisermos mesmo.

Apenas há algo que pode impedir o amor. A outra pessoa não te amar. E aí, embainha a espada e baixa a cabeça. Aqui não há luta que se salve, derrota que saiba bem, ou vitórias agradáveis. Aqui, pessoa, preocupa-te em sair a sofrer, mas não demasiado destroçado, com coração partido, mas com todos os pedaços junto a ti, com a alma perdida mas maior. Dizem que amor só é amor se for recíproco. Mas quem inventou isto nunca soube o que são os princípios ou os fins. E esqueceu-se que tanto os princípios como os fins são pontas soltas, muitas vezes mal cruzadas, com que tem que se aprender a costurar.

quarta-feira, outubro 05, 2011

Relativizar

Esqueçam o post anterior.

Mau, mau, é uma noite de música de treta no Lux, com ambiente que mete dó.

terça-feira, outubro 04, 2011

Mood VII

Estou demasiado chateada com a porcaria dos timings de merda para achar que "a vida é feita de encontros, desencontros, surpresas" e ver alguma poesia nisso.

E de qualquer modo sou pragmática. Só acha isso quem tá bem, orientado, apaixonado, concretizado... ou na vertente também verdadeira da coisa, quem está estagnado, acobardado e precisa de dar algum colorido à sua vida.

Bem, eu não estou nem uma coisa nem outra. e  por favor, dêem-me dois estalos se algum dia fizer esta conversa DE CHACHA para cima de alguém com ar de que a vida é "encontros e desencontros e equilíbrios perfeitos" - Melhor, dêem-me um tiro se disser isto com ar sério e sabedor a atirar para o budista.

segunda-feira, outubro 03, 2011

Este está a ser o ano

 Em que me fizeram os elogios mais bonitos da minha vida (Obrigada C., C, P. e agora A.).


Conhecendo bem o meu percurso emocional, acho que só  posso chamar a isto ter "Demasiadas habilitações para o cargo", qualquer que ele seja.

Sempre que vou de férias

Acabam por acontecer mil coisas ao mundo à minha volta assim de repente, e parece que tudo muda no segundo. Do que soube até agora:

- Uma amiga que se separou do namorado (homens e as suas cobardias, não comento:
- Uma amiga que arranjou namorado e está bué in love e tudo e tudo;
- Dois amigos que vão ser os melhores dos melhores nas suas profissões, um em Barcelona, outro em Londres;
- Uma amiga minha engravidou (parabéns, happy, happy)

Também tive uma má notícia relacionada com o diagnóstico de uma doença de um parente próximo. Shit happens.


Por isso, mundo, o que raio falta que aconteceu a semana passada e eu não sei? Alguém se casou? Alguém morreu? Alguém decidiu fugir para ser budista? Ou arrumador de carros? Já estou por tudo, acreditem.

Sim

As saudades também começam antes de começar.

(voltei; ideias sobre viagem a Roma e a Malta aí a aparecer)