Quickribbon Espiral: Janeiro 2011

segunda-feira, janeiro 31, 2011

Explicação do conceito Jerry Maguire

Não é necessariamente a personalidade. Nem a atitude. Nem o ar tresloucado e as piadas parvas. Nem o ar de criança. Não. Isso é só o que eu quero, porque é o meu estilo, estilo "trolhinha" (apesar de ter vistas largas e as minha setas também caiem noutros campos e acertarem outros alvos...).

O que nós queremos é um homem que nos queira perdidamente. Que tenha nos olhos aquele ar de quem nos vai resgatar, mesmo que não seja preciso resgatar-nos de nada. Um homem que nos faça sentir que estamos protegidas mesmo que nós pensemos que não precisamos de protecção para nada. Queremos um homem que escreve nas estrelas, no papel, que grite ao mundo (ou nos diga baixinho) que nos ama. Depende do tipo de mulher. E esse homem sabe. Se queremos estrelas papéis amarrotados ou só um olhar. Ou tudo isso. Ou nada disso. Mas que não tenha receio de fazer aquilo que achamos demasiado lamechas ou bimbo. Queremos alguém que nos ame intensamente, sem graus, sem dúvidas, sem "ses". Um homem que sinta que nós somos a mulher da vida deles. Um homem que nos olhe sempre com aquele olhar de "Uauuuu", e que nos faça sentir que "valemos a pena". Sempre. Apesar da vida, das contrariedades, dos obstáculos, das dificuldades, "do sempre que não é sempre" da falta de paixão, do amor que não chega. Porque não chega. E paixão nem sempre dura. Por isso, mais que o amor e mais que a paixão queremos um homem que esteja ali para nós e por nós e que saiba que nós também estaremos ali por ele. Porque juntos somos completos.



Isto tudo porque eu sou romântica. E não quero acreditar no "agora tudo bem, sei lá amanhã". Gosto de certezas. Gosto de pensar que ainda existem esse tipo de certezas. Gosto e sei que existe porque vejo isso em pessoas. Recuso-me a vê-lo como só espelhado nos livres e nos filmes. E se eu sei que sou capaz de um amor assim, porque não os outros?

Queremos pois, um Jerry Maguire.




A ideia é....



A mensagem. Não necessariamente à letra ou talvez sim (roubado aqui - desculpa Maria, mas tens demasiadas coisas acertadas no teu poiso).

Para alguém. Num dia qualquer no futuro. É isso.

sábado, janeiro 29, 2011

Não me lixem

Todas as mulheres querem o Jerry Maguire delas. Todas.



p.s. Pelos vistos não sou resistente. Pasteís de Belém e jantar tranquilo. Lux até as 8 da manhã não vai dar.

sexta-feira, janeiro 28, 2011

"Ah, mas ao menos tens saudinhaaa"

Pois, pois...

A minha garganta devia ser um case study, passa no espaço de horas de uma dorzinha de nada para dores intensas; os médicos ficam sempre de olhos esbugalhados a dizer "bem, como tu tens a garganta", como se ela fosse as portas do Inferno, pois passa muito directamente do inflamado vermelho --> pus branco --> pus preto (sim, nada sexy).

Há dois anos o médico foi a correr chamar os médicos todos para ver. Já sei como se sentem aquelas pessoas com doenças raras.

Portanto, a sorte é que tomo penicilinas como quem bebe copos de água, aquilo nem me doí, e o importante é que há dois anos fui assim para um concerto e amanhã é Lux! Já marchou 1 , já só faltam 3.

A vida é para a frente e nem a puta da minha garganta me pará.



ODEIO


Parcas.. matem-se mais os UPs desta vida. Que pensam, mostram e dizem isto. Os UPs deviam ser proibidos de pensar/mostrar/ dizer isto

quinta-feira, janeiro 27, 2011

A espalhar magia desde 1985


Eu sou aquela pessoa que, numa aula de Body Combat, quando o instrutor mais zen que existe, coloca toda a gente numa postura de equilíbrio em estrela, ao som de uma música "vamos agora acabar com as guerras e ganhar todos os desafios", e diz "É NESTE MOMENTO QUE PESSOAS NORMAIS FAZEM COISAS INIMAGINÁVEIS", cai para o lado enquanto toda a gente se mantém serena.

quarta-feira, janeiro 26, 2011

...

Percebi agora que as pessoas com a maior soberba e com a maior mania também reconhecem as maiores boas pessoas. Aquelas que são incontestavelmente as mais generosas. As pessoas com mania não deixam, no entanto, de ser soberbas, por vezes más, sempre a acharem-se melhores que os outros.

Portanto a bondade toca a todos mesmo que não altere ninguém.

Não faço ideia se gosto mais, ou menos, do mundo assim.

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Carinho

Pior que a paixão que morre, morreu, morrerá, é o carinho. Esse existe sempre, até quando pensamos que não. E transborda nos momentos mais impróprios. É o carinho que me diz, que me prova, independentemente de todas as certezas e do mundo real ou não, que nunca me esquecerei dele, que um dia aquele me pertencerá e que tu ainda és meu. E esse carinho transforma-se numa convicção longa que me prende ao dia e faz-me pensar que tudo afinal tem um sentido.

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Deve ser isto

"Como se fosse uma questão de semelhanças ou de diferenças de carácter, de amor ou de ausência de amor! (...) Só subsiste a força primitiva, inadaptada, de uma certa necessidade de amar, nua, sem artifícios, para a qual nada mudou porque sempre no passado tiritou de frio e tremeu e procurou encontrar eco nunca existência angustiada como a sua, sem artifícios, solitária também."

Doutor Jivago, Boris Pasternak

Para os que não perceberam a do copo meio cheio...

"Eu não preciso de cor para viver mas não aprecio o cinzento nos contos entre duas pessoas. "

tradução deste blogger (original de Kenston Moleback)

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Taurina "Só quero tudo"


L. - Nós as mulheres sonhamos demasiado alto...
Eu - É verdade. Queremos o pacote completo mais uns brindes.

Segredo

Eu nunca digo adeus (pelo menos "aqui").

domingo, janeiro 16, 2011


Naqueles dias em que só sinto um desespero crescente, nem sei bem porque. Tudo me parece inútil. Dias em que perco o foco de mim. Para onde vou? Isso nunca sei. Só sei que vou andar.

E agora só me segura Jeff Buckley e o seu Live in Chicago....



sábado, janeiro 15, 2011

Autenticidade

Às vezes perco-me um bocadinho na minha definição de autenticidade. E do que realmente importa.
Num mundo em que todos queremos ter o último iphone, o gps Tom Tom, o verniz Chanel ou a mala Birkin, e em que, independentemente do que ganhamos, valemos ou temos, achamos todos que merecemos essas coisas e que eventualmente as teremos (nem que seja preciso andar 3 meses a comer marcas brancas de supermercado) eu perco-me. Afinal o que importa realmente.

Não ligo de todo a marcas e muito menos a gadjets. Gostava de moleskines porque eram simples e pretos, mas deixei de usar há pelo menos 5/6 anos quando percebi que eram "moda" e que toda a gente se vangloriava de ter um moleskine (juro que não percebo...), como se fossem escrever e desenhar mais e melhor por o terem. Mas sim, tenho imensos livros, imensa roupa (se calhar em comparação com as fashions de serviço não lol), gosto de blocos de notas e de baralhos de cartas e compro-as porque sim, mas não fico infeliz se não os tiver.

Há coisas que gosto claro. Mas normalmente não por serem de determinada marca. Estilo, personalidade e identidade própria tenho eu, obrigada, não preciso de ajudas. Simplesmente gosto daquilo com que me identifico. Não preciso de um iphone de 1000 euros, uma mala de 3000 ou um carro de 70000 (apesar de adorar Porsche, pelo design).

Se calhar tenho sorte. Por não delirar com essas coisas e preferir passar uma noite a dançar até de madrugada com amigos ou passar uma tarde num café a ler um livro enquanto bebo um cappuccino. Ou andar a namorar aquele vestido que vi numa loja a 70 euros e depois compra-lo nos saldos por 35.

Todos achamos que merecemos muita coisa. Concordo. Simplesmente eu não acho que mereça coisas. Mereço pessoas e sentimentos. E sem isso é que a minha vida seria vazia.



p.s. Nada contra as marcas brancas, nada contra qualquer um dos objectos que referi. Foi a título de exemplo.

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Psicólogos amigos deste mundo

Gosto de saltos fé. Dou saltos de fé. Alguém me explique porque é que fico sempre fascinada com pessoas que têm um medo que se pelam de dar saltos no vazio?




Eu sei que está nevoeiro...

Tenho pelo menos um colega de trabalho que vem todos os dias de t-shirt e ninguém o chateia. A mim, que venho de t-shirt ou manga a três quartos ouço regularmente: "Não tens frio???".

1- Sou calorenta. E todos aqui sabem;
2- Aqui há ar condicionado ligado a temperaturas ideais (24º);
3- Não percebo porque só me chateiam a mim. As temperaturas corporais não são assim tão diferentes entre mulheres e homens;
4- O meu colega não é gordo, por isso não há a desculpa da massa adiposa;
5- Para a rua levo sempre um casaco forte;
6- Sim, não tenho frio.


terça-feira, janeiro 11, 2011

São como tiros nos joelhos...

Não matam. Doem bastante. Nunca saram totalmente.

(Os desgostos que advém dos amores verdadeiros, o que é que havia de ser)

...

A parte mais estúpida do conceito "soulmate" é aquilo fazer-me um sentido perfeito. Há coisa mais estúpida do que acreditar no sentido perfeito de um conceito que tem tanto de parvo e de irreal?

Ainda costumo dizer eu, armada em dura, que não tenho feitio para suicídios emocionais....

Às vezes também sou dada ao exagero

A origem de todos os males do mundo, das guerras, da fome, da pobreza, das doenças, das depressões, dos cancros, dos desamores, das raivas, do ódio, do racismo, tem de certezinha origem nas neuroses de uma mulher com TPM e do homem que não sabe lidar com isso.


segunda-feira, janeiro 10, 2011

Post Scriptum ou o lado bom das Parcas

p.s. Pensando bem, fizeram-me sentir como uma adolescente parva, e há um lado bom em perceber que ainda me posso sentir como uma adolescente de 15 anos com o coração a bater desenfreadamente porque viu de relance o tipo giro lá da escola; obrigada por me mostrarem que não estou velha nem com os sentidos embotados;

p.s.2 o outro lado bom, é que tanta energia acumulada, tanta frustração faz com que vá com o ginásio com outra pica; e isso é bom para o meu corpinho (tá lindo está...) e ainda me limpa a mente e deixa-me demasiado cansada para sentir inutilmente.

p.s.3 PORTANTO, DÊEM O VOSSO MELHOR ESTE ANO PARCAS, AH AH AH

p.s.4 Psstt, não levem o ponto anterior demasiado a sério ok? Eu sei que me fizeram sentir como uma adolescente parva e que isso faz com que sinta uma imortalidade inerente, mas vá, eu já sei que não aguento certas coisas, por isso levem com humor sim? Beijocas fofas Parcas do demo.

domingo, janeiro 09, 2011

Queridas Parcas...

Vocês adoram receber notícias minhas.
Portanto aqui vai:

Obrigado por fazerem ao longo do meu caminho imensas covas, altos e baixos e estradas sem saída.
Obrigada por ao quererem ser originais fugirem de:

- caminhos sem muitas descidas nem subidas, largo, sem buracos, daqueles que é sempre a crescer rumo à felicidade; ou trocando por miúdos, me terem feito tipo aquelas pessoas que mais tarde ou mais cedo encontram o tal ou a tal e aquilo corre bem e felizes para sempre ou até quando tem que ser (sou romântica mas realista)

- caminhos largos cheios de pontos de chegada e de partidas e com imensas rectas de alta velocidades, ou, trocando por miúdos, eu ser daquelas pessoas que o que importante é viver a vida, amor é bom, mas primeiro tá as viagens e as experiências, e mochila às costas que o mundo é nosso, e sou feliz e super mega preenchido e não preciso do amor para nada oh yeah.

Sim parcas obrigadíssima, por não fazerem de mim animal "fada-do-lar-casa-e-cães" e também não me fazerem "mochila-às-costas-que-o-mundo-é-meu" e já agora nem um animal "sexo-sem-sentimentos-é-do-melhor-e-faz-bem-à-saudinha".

Obrigada por terem condensado 1 tonelada de emoção com uma dose considerável de complicação e uma dose média de "sorte marreca" juntamente com um "feitio especial" (vulgo mau feitio, ou como diz o meu querido primo "tu tens opiniões, isso é grave defeito").

Obrigadinha por me terem feito assim, a exponenciar e a dissecar tudo o que sinto e a ter esta particularidade parva de nunca mas nunca mentir a mim própria.

Às vezes dava jeito.





sábado, janeiro 08, 2011

JP Simões

Fui fã desde o primeiro dia dos Belle Chase Hotel, portanto mal ouvi falar do JP Simões a solo tratei logo de "comprar" cds.

Gosto. Da voz, sexy como se quer. Da mistura de bossa nova com o nosso som tão português. Do ar de Caetano Veloso do Rossio. Do sentido de humor. E gosto especialmente de mandar umas piadas certeiras e com expressões que só psicólogos percebem bem (não entendo bem onde vai buscar as denominações correctas porque nem é a área de formação dele, mas qualquer pessoa que não mistura obsessão com compulsão e fala em compromissos vinculativos com o ar de quem sabe do que fala tem o meu voto).

E as músicas? As músicas são aqueles que gosto de ouvir =)


quinta-feira, janeiro 06, 2011

Conclusão da passagem II

Fui feliz a dançar o "Dancing Queen" e o "Gimme Gimme Gimme" sozinha e meio a parvar enquanto meia dúzia de amigos se esparramava no sofá. Só porque sim.

terça-feira, janeiro 04, 2011

Um dos meus orgulhos

Sou a primeira pessoa para quem alguém telefona quando tem boas notícias.

Sou a primeira pessoa a quem se confia uma parte muito grande do que somos.

Sou a primeira pessoa que se pensa quando se precisa de alguém para dar uma mão.

Isto só quer dizer uma coisa.

Tenho amigos generosos e fantásticos. Isso é um orgulho.

É oficial

Eu não queria, mas pertenço efectivamente aquele grupo de pessoas que fica muito muito muito feliz com a expectativa de algo em relação à prática do algo em si.

Com uma ou duas excepções, claro.

"És uma romântica"

Sabes, Ruben Patrick, quando uma mulher te pedir que a abraces não julgues que é coisa pouca, quando uma mulher te quiser abraçar é porque alcançaste um nível superior nisso de uma mulher te querer bem, não o menosprezes, não confundas um "abraça-me" com um "quero saber a que sabe a tua língua", são coisas diversas Ruben Patrick, em verdade te digo, não te disperses com carícias em lóbulos de orelha nem com dedos entrelaçados no cabelo dela, trata-se de um abraço, Ruben Patrick, é muito diferente, talvez não te aconteça segunda vez, trata-se a segurares de uma forma única, a meio caminho entre a suavidade e a firmeza, depois deixa que a cabeça dela encontre posição no teu ombro e depois, só depois, trata de encostar o teu coração ao dela, finalmente, Ruben Patrick, não digas nada, aprecia o momento, abraçar uma mulher porque ela te pediu é coisa que pode não voltar a acontecer-te.

Lindo e romântico e babo sempre quando ouço homens falar assim de mulheres e do amor....

domingo, janeiro 02, 2011

Conclusão da passagem

Definitivamente não sou uma mulher de batom vermelho.... (sou dos rosas) mas disfarço maravilhosamente e ficam-me bem =D