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A mostrar mensagens de Junho, 2011

Teoria da conspiração

Estou profundamente convencida de que os gps que vêm integrados nos carros estão feitos para nos fazerem percorrer a maior distancia do ponto x ao ponto y do modo mais complicado possível.
Uma conspiração malévola entre gasolineiras, marcas de carros e os tom tom da vida para nos fazerem gastar mais gasolina, usar mais o carro e fazer-nos perder todo e qualquer sentido de orientação assim como confiança nas pessoas que até sabem caminhos curtos.

(Baseado em experiência empírica)

Breves

- Na quinta estive a pintar estrados com adolescentes de 15 anos. Eles riem-se das minhas piadas e sinto-me bem ao pé deles. Suponho que isto diga muito sobre a minha idade mental.
- É engraçado como parece que há coisas feitas apenas para casais. Eu queria ter ido à roda gigante de Belém. Mas parece ligeiramente deprimente se combinado com um amigo, e as amigas solteiras ou com paciência para aguentar o calor estão a escassear. (Sim, vou a todos os casamentos solteiríssima, e mesmo assim não me apanham a tentar apanhar o ramo de noiva).
- "As pessoas só pensam em si. Todas, eu incluído. E mentem muito." - Talvez. mas prefiro ficar com a parte boa disto. No fundo toda a gente tem é medo de se magoar. Só isso.
- Eu pago honestidade com honestidade. Simples. Transparente. Sem dor.
- Sou sempre a pessoa mais picada pelas melgas. Sempre. Temperatura corporal mais alta, cheiro mais intenso, who cares. Por favor eu só quero uma solução.



Eu juro que percebo.

Todos temos noção, seja porque vivemos ou queremos viver, que há um amor (amores?) único especial, raro, que nos fazem sentir plenos, completos, em que o agradar aquela pessoa está acima de tudo e de todos. Acho que, no fundo, tanto pessimistas, optimistas, realistas querem, sonham, almejam por algo assim. Aquele Amor.
É por isso que tanta gente se contenta com menos. Com o ter tido e já não ter. Com o "gosto apesar de tudo". Com a estagnação, mas com um corpo quente ao pé. Sem a paixão mas com os passeios ao fim do dia. Sem amor mas com a chávena de café rotineira da manhã. Sem ter o máximo, mas tendo o mínimo.
Porque se não podemos ter o paraíso, queremos ao menos um pouco de céu.
Por isso sim, juro que percebo. Percebo tão bem que até doí.
Tenho até, juro, imensa inveja de não optar por isso. Tanta que nem sei explicar. Simplesmente not my cup of tea (com imensa pena minha às vezes).

Mood V

"De todo, não é por causa da leitura! A leitura é um abrigo contra o cansaço. Tomara que pudesses saber isso! É outra coisa que constantemente me mantém o espírito ocupado e que me persegue até quando leio. Algo de incurável contra o qual nem tu nem os demais poderão fazer algo. A doença de um coração que adora perdidamente e desconhece o que anda à procura com tanta dor."
(O palácio do desejo; Naguib Mahfouz)

Nota mental:

Devia ser obrigatório passar a limpo um rascunho com sentimento quanto tudo ainda prevalece intacto.
Depois tudo me parece tão desencantado. E é tão triste sentir "vergonha" da intensidade do que imaginou, sentiu, do que se viveu de alguma maneira.
Por isso passa a limpo logo. Limpa o ridículo, transmuta os sonhos, sê uma criança feliz nesses momentos, e transforma-os em instantes eternos. Mesmo que apenas numa folha de papel ou algures na Internet fiquem verdadeiros.



Os mínimos olímpicos

Uma grande amiga (e possivelmente a mais antiga), a A., recentemente apaixonada perdidamente, disse-me agora mesmo que o seu love lhe levou chá e torradas às três da manhã porque ela estava com dores de estômago.
Parcas, menos que isto não vale, lol.


Serviço Público

Esta lista foi escrita por mim em resposta a um desafio de um blog que já não existe (O Cuidado ao abrir).
Como acho que está profundamente certa, deixo aqui para quem quiser ler =)
(Foi escrita há quase dois anos e continua inalterável)



10 coisas que os homens devem saber sobre mulheres: 1- Nós gostamos de cavalheiros. Mesmo aquelas que dizem que não gostam. Adoramos. O que podemos nao gostar é dos que fazem questão de mostrar "olha olha estou a ser cavalheiro". Acreditem, nós notamos. Notamos mesmo. Nos detalhes do cavalheirismo. E sim, isto pressupoem pagarem o café na primeira saída =)
2- Nós somos inseguras. Muito. Se vocês, ao ouvirem um não podem ficar tristes, e inseguros, isso não vós impede de tentar uma e outra vez. Nós não. Se por acaso ouvirmos um não pensamos que "sou gorda, feia, desinteressante, burra, pouco feminina e nunca vou ter ninguém, e sim muito gorda". Não é que gostemos de ser assim. É meio intrínseco.
3- A maioria

A saber;

- Gosto e sou pelas incondicionalidades; para mim não há nada mais intenso e brutal que isto; incondicional.
- Acho que acredito que um amor, o Amor, O AMOR, é assim como ter um companheiro de viagem. Digo acho, porque companheiro de viagem soa-me a incompleto. Mas é por aí, é por aí..
- Não percebo nada de amor. Nem de sentimentos. Nunca percebo essa da pontaria certa, incerta, da sorte e do azar. Dava anos de vida (juro) para perceber o formulário.

Ainda por ser uma rapariga que lê

Eu precisava de comprar um blazer e uma saia, e era giro renovar algum stock de roupa. E tenho um creme a acabar. E um óleo com brilhantes era bem fixe....
Mas a Fnac pôs livros de Fernando Pessoa a 40%....

Nem penso duas vezes.

Estou feliz

"Se o coração estivesse alojado no coração, talvez fosse inteiramente verdade que o coração não se decide. E no entanto distraímo-nos terrivelmente, passamos os dias a não reparar nas portas que deixámos deliberadamente abertas."
Reencontrei um dos meus blogs favoritos.

Sabem aquilo das raparigas que lêem?

Elas sabem a diferença entre os amores dos livros, tumultuosos, tão românticos-como-tuberculosos, cheios de barreiras, confrontos, infidelidades, momentos altos, momentos baixos, dramatismos, intensidades, possíveis ou geralmente impossíveis, e os outros. Os amores reais que são talvez demasiado simples e sem novelas para as páginas dos livros. E acho que sabem quais preferem.
Contudo sabem apreciar os outros. E sabem que podem ser de uma frescura enorme enquanto se espera pelo que realmente querem. E contudo...
"Ela tem de arriscar, de alguma maneira."

Conclusão dos trabalhos

Em relação a nada nem a ninguém. Especialmente a nada.
A questão aqui é: quantos de nós sabemos se o somos? E se sabemos teremos a coragem de não ser? No fundo... isso é assim tão mau?
(Eu sou o meu próprio advogado do diabo.)

Encorajem-me....

"As pessoas tem que tirar algum prazer da vida, fds, nao se pode ser sp bem comportado, à espera de quem não prometeu..."

A M., mestre das metáforas (de quem sou humilde aprendiza), é para além disso, uma pessoa que escreve muito bem e, sobretudo, uma amiga muito especial.
Não se pode esperar o que não foi prometido não é?...


O que as mulheres querem?

Conversa agora mesmo no facebook: L. - No fim fiquei para lá a conversar com um rapaz, Mas bué inocente da minha parte Mas acho que ele ficou interessado Eu- lol, e é giro? L. - Não é feio mas não faz de todo o meu género. Eu - ya... =) L. - Ainda por cima ele é muito gaja, cheio de sentimentos e tal... Eu- Que secaa....

Sim, nós somos complicadas... =/

O coração das mulheres

"Gwenda virou-lhe as costas e afastou-se. «Não me digas que sou sensata.» pensou ela. «Diz-me que sou...o quê? Bonita? Jamais. O amor da tua vida? Essa é a Annet. Uma amiga de verdade? Para o diabo com isso. Então afinal o que é que eu quero? Porque é que me sinto tão desesperada por ajudar?» Não tinha resposta."
(Um mundo sem fim, Ken Follett)

Nota mental

Cala-te.


(O coração nunca escolhe o momento em que nos vai sair pela boca. O problema é que para além disso eu também não tenho censura entre o cérebro e a boca...)

Sim, sem dúvida

E vou ali ler Pablo Neruda e ouvir música da boa =)

O mundo é um penico =)

Às vezes só precisamos de uma catarse tranquila.
Tirar tudo o que temos dentro com a ajuda de alguns copos de vinho.
Sem muito drama, sem choro, sem lástima.
Com riso, com baralhos de cartas, com um trago de um cigarro que não se fuma.
Com tranquilidade...

UP

Às vezes aquilo que sentimos não é para sentir. Não é para acontecer. Não é autorizado. E não podes simplesmente mandar para o alto e rir. O preço é alto, a estrada é perigosa e os teus pés sangram. Por isso ouve canções que podiam ter a ver contigo, abraça todas as recordações e parte. Coxa e vacilante, mas parte.

Desejo do dia.

Sim, queria ser um interruptor: on / off.

Dica importante

Se pesquisarem a palavra "consolo" no google imagens a pensar que vão encontrar coisas amorosas como "pessoas encostadas ao ombro umas das outras" e "pessoas simpáticas a apoiarem-se umas às outras" pensem novamente.


Até fere a vista...

Mood

Assim no geral, no abstracto....

E isto lembra-me... (agora algo completamente diferente)

Um dia fizeste-me a pergunta que mais ninguém foi capaz de fazer. E que me fez sofrer muito. Não a pergunta. Mas o que isso implicava. Do que tinha tido. Do que tinha conseguido. Do que teria de me despojar. Do que teria que desacreditar. Do que teria que deixar partir. Dos medos que tinha que sentir para talvez não olhar para trás de novo.

Se nunca agradeci, agradeço agora. Obrigada Lud.

Para o exercito anti gummy bear (Lud e A.)

O mal não é lembrar-mo-nos dos nomes que demos em jeito de brincadeira e de privacidade. O mal não é usarmos isso como private jokes. Isso é divertido e faz parte do que somos.

O mal é existir o que está por detrás deles. E se para alguns é bege e pronto e se para outros já passou e pronto, há códigos que se mantém inalteráveis, independentemente do tempo, dos que passam, dos que ficam.

Soulmates? Se sim, é uma grande piada do Universo (em relação ao post anterior Lud.)

A explicação é a tag

...

O problema o verdadeiro problema é que, o que parte, vai embora e ficamos ali incompletos. E se calhar ficamos incompletos para sempre. Mesmo que apareçam outras peças que se coloquem noutros lados, porque nunca vão servir perfeitas nos sítios que foram deixados vazios. E se por acaso, sorte, azar, essa peça volta, já não cabe naquele espaço. Pode ser que se coloque bem noutro lado, mas naquele já não.
E não sei, não sei mesmo, o que pode completar esse vazio.