Quickribbon Espiral: Dezembro 2016

sexta-feira, dezembro 23, 2016

Melodias

"Imagine-se duas melodias  independentes que são as vidas de duas pessoas. Imagine-se que as pessoas caminham pelas ruas, ambas a trautear a sua própria melodia, e, quando se aproximam, à medida quse se aproximam, percebem que as notas que a outra trauteia encaixam no meio das notas da sua própria música, criando uma outra melodia, mais complexa."

Afonso Cruz, Nem todas as baleias voam. 

segunda-feira, dezembro 19, 2016

Trails

Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro. Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.Levar batom do cieiro.

Não tenho lábios. Tenho pele vermelha queimada.

Não existe isso de maus timings IV

Simplesmente não há nada e nunca houve nada. Se tu foste dilacerada.

"As musas são sempre lebres." 

segunda-feira, dezembro 05, 2016

Não existe isso de maus timings III

E no entanto, tu sabes. E não queres planos, nem desfechos, nem romantismo ou poesia.
Só querias saber, sentir, que o rasgão que te dilacerou e que deixou uma cicatriz viva, dormente, que pulsa com o quente, com o frio, com o imprevisto, ficou igualmente do outro lado.

Porque no fundo és uma escritora. E os escritores precisam de inspiração assim.

Ao som de: Primavera, The Gift

Não existe isso de maus timings II

Gostava mesmo de não me deixar arrastar para memórias e sentidos. Gostava de ser tão profundamente prática e terrena como se, o que vivi, está vivido, e o que não vivi, temos pena, vivesse. Preferia não ter este lado emotivo e sonhador. Este lado de escritor. Este lado que desenrola outras páginas, outras histórias, outras vidas. Este lado doce que aparece, mesmo quando eu acho que ficou estilhaçado algures lá atrás. Mesmo que enfrente uma colisão ele continua aqui. Talvez porque é ele que me permite viver e acreditar em amores desalinhados e em amores cruzados. Em amores diferentes. Talvez esse lado meu é o que eu tenha que suportar para ser feliz a sentir como sinto. Mas é tão difícil às vezes estar tão consciente dos "ses" e dos "no entanto".
Mesmo quando vês que nenhum olhar, nenhuma recordação recente, nenhum sinal é para ti.




Ao som de: Lonely Day, System of a Down

Não existe isso de maus timings

Nada como uma colisão frontal com aquilo que esperamos não ver, para a vermos efectivamente.


sexta-feira, dezembro 02, 2016

Natal

Sou a única pessoa a achar que estas campanhas da Worten e do Licor Beirão entre outros (independentemente de serem originais ou "solidários") dão cada vez mais voz a um lado consumista e egoísta em que "têm que me dar o que eu quero" e não é tão relevante o gesto de simplesmente dar?