Quickribbon Espiral: Janeiro 2015

quinta-feira, janeiro 22, 2015

Basta um momento na vida

Posso estar desiludida, amarga, triste, ansiosa, desesperada, perdida, mas felizmente ainda conservo, não sei como nem durante quanto tempo a capacidade de me alegrar quando estou com quem amo e também não sei como e porque dura, a capacidade de dar só porque sim.

Enquanto isso e isto ainda estiver aí, ainda vale a pena.

segunda-feira, janeiro 12, 2015

A vida está a tornar-me cínica mas não tanto

Estamos no ano de 2015 e eu continuo uma vendida ao amor. Pensava eu nos idos 18's que aos quase 30 eu teria uma visão dos relacionamentos baseadas na estabilidade e que o amor seria uma coisa para putos, mas agora aqui quase ao virar dos 20's e a chegar aos 30's dá-me arrepios quando ouço pessoas a falar que "estão em relacionamentos satisfatórios" ou que "querem uma relação para companhia e que não seja complicada". Onde é que está o amor na equação?


Nota: Nunca fui de relações movidas por faca e alguidar e discussões e diabo a 7. Mas bolas, quando a paixão/amor passou, não estava feliz ou já não via sentido, finito.

Nota 2: Além disso os casais felizes que vejo, tenham os anos que tiverem não falam em estabilidade, falam em "gosto dele/dela".

Nota 3: Sou tão vendida ao amor que no fundo sei que essas pessoas também não querem só isso; simplesmente não é fácil assim. E fazemos o que podemos não é?

sexta-feira, janeiro 09, 2015

Sobre o dia 7 de Janeiro de 2015

1º Guerra: Acredito que violência gera violência. E por isso aterroriza-me muito a ideia que se alastra e instala da inevitabilidade da batalha e da guerra. Como se houvesse algo, situações, contextos que a justificassem. Que a tornassem digna. Que a tornam-se mais que necessária, obrigatória. Liberalizada. Quase Consagrada.

(A Europa e o Mundo têm memória curta. E Duas Guerras Mundiais num único século parece-me trauma suficiente para milénios).

2º Tolerância: Acredito na liberdade de expressão. Curiosamente também acredito no respeito. E na cedência. E no orgulho cultural e multicultural. E o esforço de tentar perceber as camadas das tradições. E separar o que é inócuo do que contra os direitos humanos. Isto tudo por debaixo das camadas. Não no superficial. Acredito que a nossa liberdade, toda ela, acaba quando começa os direitos dos outros. E que a liberdade de expressão acarreta grandes responsabilidade. Sensibilidade (palavra sentimental e antiquada, eu sei) é uma delas.

(Não me esqueço da proibição do Véu em França. E dos entraves da Suíça aos emigrantes. Nem dos "guetos" criados em toda a Europa. 2010, 2013...os europeus, o mundo tem memória curta.)

Não tenho opiniões formadas, convictas, extremas sobre o que aconteceu. Morreram 12 pessoas num país europeu. (Quantas morrem anonimamente num mundo em condições de violência perpetuada por outros. Será assim tão diferente?). Sim, é uma mensagem inequívoca do que determinado grupo de pessoas pretende e quer. Sim a situação assusta-me. Sim o potencial de descontrole aterroriza-me. Mas, tenho mais medo das consequências. Das opiniões infundadas, raivosas, intolerantes e xenófobas. Da raiva descontrolada. E do que isso provoca.

E do que isso altera no coração das pessoas.


Nota: Acredito que em relação ao humor não há vacas sagradas. Nenhumas mesmo. O meu texto não é sobre o Charlie e os seus conteúdos ( que conhecia e via regularmente). Na verdade, ainda não sei bem sobre o que é este texto. Só são reflexões.

quarta-feira, janeiro 07, 2015

Muito atrasada eu sei,

Não percebo a panca com o Frozen, nem com a música da miúda do gelo (ok, até percebo, mas não amo).

Os Entrelaçados está muito mais giro, mais fofinho, com uma heroína mais marcante  e confesso um heroí que é completamente a minha cena (pois, gosto de ladrões ah ah ah).

Além disso têm uma das mais bonitas músicas românticas da Disney em anos e não percebo como passou tão em branco (com o Henrique Feist que-tem-uma-voz-que-enfim-nem-precisava-de-ser-giro e com a Anabela que é uma fofa e canta bem que se farta).




segunda-feira, janeiro 05, 2015

5 de Janeiro 2015,

2014 foi dos piores anos que já tive.
- Pelo que aprendi a conhecer de mim. Nem tudo é bom. Nem tudo é mau.
- Pelo lado profissional que está parado. Experimentei novos projectos. Alguns correram bem (freelancers), noutros fui enganada (outros freelancers). Outros foram apenas para não estar parada (part-times) e outros para tentar outras vias de trabalho que correram francamente mal (full time job) pois não gostava, não tinha perfil e pagavam francamente mal.
- Pela minha auto estima nas lonas e pelos sonho desfeitos. Sem dramas, mas é mesmo assim.

No entanto, tenho sempre a sorte, a grande sorte que nunca sei onde a fui buscar, juro, de ter sempre o que é mais importante. Carinho.
- Um namorado que atura as minhas ansiedades e crises e nervos. E sabe que por detrás desta pessoa assustada, insegura e muitas vezes triste e deprimente, há uma que adora ser pica miolos, que tem sentido de humor e passa 90% do tempo a rir.
- Uma familia, que independentemente dos defeitos que tenha está sempre aqui.
- Amigos. Que longe, perto, mesmo quando eu me escondo na minha carapaça estão cá.

E 2014 acaba com coisas boas. Não tanto a nível profissional, era óptimo uma luzinha ao fundo do túnel, mas está complicado mas começa 2015 com uma reaproximação tranquila que não esperava. E eu sempre fui pessoa de agradecer tudo o que me dê paz interior.