Quickribbon Espiral: Julho 2010

sexta-feira, julho 30, 2010

As cores de mim....

Não sou azul, límpida, fresca. Muito menos verde. Nem preto, nem branco, e muito menos cinzento. Sou cores quentes, vivas, mas com um toque (quiçá grande) de castanho. Terra-fogo. Por isso o Outono (tão confortável), por isso a Primavera (que me cheira sempre a amarelo).

É bom saber quem somos, mesmo que só a cores.

Espiral

"Viver com um coração cheio um mundo vazio"

Sim sou daquelas pessoas que acha que os melhores e os verdadeiramente bons, partem mais cedo... Ninguém disse que viver era fácil...

A ti, António Feio, por tudo.

Espiral

quarta-feira, julho 28, 2010

UPS e não só....




Esta música aplica-se a demasiadas pessoas/momentos/contextos/vivências da minha vida. Provavelmente aplicar-se a mais de uma já é demais.

Ou sou eu que me identifico com as músicas que têm a ver comigo, estado de espírito e pronto, ou então ando a repetir processos, a repetir sentimentos e emoções e só muda pessoas/momentos/contextos/vivências parecendo que banalizo estas variáveis.

Sinto-me um bocado chula, a prostituir esta (e outras músicas) consoante o que calha.

Talvez possa só achar que as músicas não tem propriedade nem exclusividade. E que todos as nossas variáveis especiais (e não banalizadas), se nossas, cabem nelas.

Afinal "Are you there?" é tão universal não é?

Espiral


terça-feira, julho 27, 2010

Falsas memórias

Graças à Internet, à RTP Memória, e à repetição de programas, eu posso falar dos anos 80 como se estivesse estado realmente lá (isto é, com uma idade decente), como se tivesse visto aquilo tudo, e tivesse manipulado os objectos que falam, e comido toda aquela comida que já não existe. Sou uma verdadeira especialista dos anos 80, eu. Pena ter 5 anos quando eles acabaram....

Isto porque consigo responder a todas as perguntas que fazem na rádio sobre os anos 80. Para quando umas sobre os anos 90 para eu me sentir realmente viva?


Espiral

Tristeza sobre a felicidade

Acho que as pessoas que já estiveram muito muito tristes e que já tiverem mesmo maus momentos pensam, sentem, que estão desencantados. Que perderam qualquer coisa que já não voltam a ganhar. Que já não vão rir como riam. Que já não vão sentir como sentiam. Que já nada vai ser como dantes.

E é verdade. Um vaso arranjado depois de quebrado não fica igual a um vaso que nunca foi partido.
E é quando bocadinhos desse tipo de tristeza voltam que achamos que a verdadeira alegria já não volta.

Mas talvez não seja verdade. Talvez quando isso acontecer, sintamos que estamos mais desiludidos, mas não mais desencantados, com maior amplitude para sentir a tristeza, mas com maior generosidade para todo o tipo de alegrias.

Talvez, o aprender que há tristezas enormes nos ensine a abraçar tudo aquilo porque devemos sentir-nos gratos. E a dar importância desmedida aos momentos bons.

Espiral

sexta-feira, julho 23, 2010

Frases daquelas XVII

"A saudade é uma tatuagem na alma. Só nos livramos dela perdendo um pedaço de nós." (Mia Couto)


daqui

Como as palavras andam aqui entaladas, a esquecerem-se de sair, socorro-me nas dos outros.

Espiral

p.s. Tenho que retocar a minha (aquela à flor da pele) e fazer mais...

Frases daquelas XVI

"Não acredito na inevitabilidade de nos tornarmos desconhecidos após uma relação, não sempre. Essa é uma crença para fracos de espírito."


É, não é?... A vida tem muita piada..

Espiral

segunda-feira, julho 19, 2010

Por exemplo, este pode ser um dos meus quartos de sonho


Espiral


O meu sonho é ter uma biblioteca assim ou ainda maior, mas igualmente gira:


Se ganhar três livros em passatempos por mês, como aconteceu neste, mais os livros que compro, talvez não demore muito =D

Enquanto não tenho muitos livros, nem o meu próprio espaço para os ter (sniff) vou salivando por aqui.

Espiral

domingo, julho 18, 2010

Fim de semana foi

1- Estar com metade do pó do meco dentro dos pulmões e doer quando respiro, mas fora isso o SBSR ontem foi muito bom =). Praia e concertos bons são uma fórmula ideal =)

2- Comprovar aquilo que pensamos através dos erros dos outros dá muito jeito. Vemos que temos toda a razão em não cair neles.

3- Ouvir "Pedra Filosofal" na rádio, enquanto se faz a marginal numa noite fantástica depois de ter ido ver Gotan Project a um jardim bonito.

Espiral



quinta-feira, julho 15, 2010

Eu não acredito mas que as há, há...

Esse poema que escolhi ontem de manhã voluntariamente mas sem consciência, marcou de modo ou de outro o resto do meu dia.

Sinais? Eu sei lá... É tão forte como descobrir que a nossa escrita é mental quando a pensávamos sempre emocional. Vamos lá descascar cebolas.

Príncipe, o que me dizes tu agora?

Espiral


(Poema - Príncipe de José Luís Peixoto)

quarta-feira, julho 14, 2010

Escusam de fazer caras de pânico

Obviamente se eu soubesse que enfiar 5 brufenes 600 no espaço de 24 horas é caminho andado para ir desta para melhor, não tomava 2 de seguida e às vezes 3/4 no espaço de 24 horas, ok? Sabia lá que a capacidade hepática do fígado ficava fragilizada, ok senhores farmacêuticos?

Gostava que tivessem as minhas enxaquecas para verem...

Agora já estou com migraleves na bolsa.... já podem parar com os ares escandalizados de "oh-meu-deus-ela-não-sabe-o-que-faz-e-está-a-matar-se-aos-poucos."

Espiral

domingo, julho 11, 2010

Eu quase que me engasgo a ouvir rádio

Quanto é que pagam ao pessoal da rádio comercial para dizer "e agora uma das melhores músicas do momento" em relação a uma música de Lady Gaga ou de outra cantora/cantor de música popularucha com imagens pimbas e aprostituizadas?

Suponho que muito.

Espiral

terça-feira, julho 06, 2010

Fora isso, adoro.

Eu acho que a idade em que isto acontece não interessa (apesar de a mim ter sido mais ou menos nessa também) e que um amor assim é sempre igualmente letal.

Espiral

segunda-feira, julho 05, 2010

Parcas vão-se matar.

"Um galego é um português que se rendeu. O português é um galego que nunca se rende."

Pertenço, sem reserva, aos segundos. Agora, em que raio é que isso me ajuda? Concretizações da teoria precisam-se.

Espiral

quinta-feira, julho 01, 2010

Antecipações

Sofro imenso por antecipação. Antes mesmo de saber se algo vai acontecer, se tenho um prenúncio disso, sinto logo um aperto atroz no estômago, uma vontade louca de gritar, o meu coração bate mais rápido, fico com os olhos húmidos e completamente incapaz de me concentrar. Sinto-me não quase a explodir, mas no meio da explosão.

Mas é uma explosão interna. Uma combustão lenta a temperaturas altas. E apesar de externamente ficar lívida, olhos húmidos e voz tremente, é raro alguém conseguir sequer alcançar um pouco daquilo que estou verdadeiramente a sentir.

E por isso vou ali comer um chocolate, ler 100 páginas de um livro e desabafar com alguém. Que são as únicas coisas que me acalma.

Espiral

p.s. Devia ser proibido gostar como eu gosto.