terça-feira, agosto 29, 2017

Como o vídeo que vi hoje por exemplo

Não consigo ver situações injustas. Pessoas que na aleatoriedade da vida ficam sem nada. Não gosto de ver pessoas a pedir. É egoísmo meu, eu sei. Mas fico com um peso enorme. Sinto um peso enorme na cabeça, nas costas, no coração. Sinto-me culpada. Como se a culpa fosse minha. Porque não faço nada. Sou culpada porque não faço nada e devia fazer. Mas não sei o que fazer. Não sei mesmo. E não tem fim esta sensação. Porque há sempre pessoas em situações miseráveis. Algumas, muitas delas, tão dignas. Tenho vergonha. Não delas. De mim. De ter a certeza que não tenho nem um bocadinho daquela dignidade. Fico com a garganta apertada quando testemunho essas situações. O que é que eu posso fazer? O que é que eu posso fazer...


Daqui.


segunda-feira, agosto 28, 2017

Eu a estudar sou feliz

Contagem decrescente para voltar a estudar e para fazer uma pós graduação que me motiva, me permitirá crescer pessoalmente e profissionalmente.

Vai ser um ano muito duro, com uma carga semanal de aulas e exames pesada, mas vai valer a pena de certeza. 

Ansiosa, ansiosa.

sexta-feira, agosto 25, 2017

Ainda sobre a igualdade entre sexos II

A verdadeira igualdade entre sexos não é necessariamente pessoas (normalmente homens) mal educadas, mal formadas mandarem piadas/pirotos/ordinarices a outra pessoa (normalmente do sexo oposto, normalmente mulher).

A verdadeira igualdade, é eu, como mulher, logo fisicamente mais frágil, e formatada para ignorar esse tipo de comentários, não ter medo, não ter vergonha e enfrentar a pessoa mal educada e mal formada:

"Disse alguma coisa? Deve estar com algum problema! Não admito que se diriga a mim dessa maneira."

E ir-me embora.

Já o fiz.

Um pequeno passo, mas para mim foi um grande passo.




Ainda sobre a igualdade entre sexos.

Em simples:

Tudo se resume a que mulheres e homens tenham os mesmo direitos e deveres e que nenhum seja considerado superior ou inferior ao outro, independentemente de terem, em geral, força diferente, gostos diferentes, maneiras de raciocinar diferentes, fototipos de corpos diferentes, processos cognitivos diferentes, e traços de personalidade diferentes.

Por isso poupem-me à porno chachada de "oh-meu-deus-vai-cair-o-mundo-porque-há-produtos-que-os-maus-da-empresas-colocaram-com-públicos-alvos-especificos-uns-para-meninas-outros-para-meninos".

Que seca.


quarta-feira, agosto 23, 2017

Há que dar a importância que tem...

Crianças naquela faixa etária à partida não sabem ler (ou pouco) portanto, caso lhes seja dado a escolher pela capa provavelmente escolherão o que acharem mais apelativo. O grave para mim é se por exemplo um menino escolher o que é cor de rosa e os pais não comprarem porque "é para meninas" ou vice-versa. Isso é que é grave na minha óptica.

Sinceramente, em relação a opção da editora, é uma opção fácil, atraente e que realmente apela ao público alvo. Uma temática como outra qualquer. Qualquer pessoa que trabalha em publicidade entende isso.

Conhecendo-me como conheço, acho que iria comprar os dois a um futuro filho, ou então ele que escolhesse o que preferisse.

Afinal, eu lia revistas das tartarugas ninja  e brincava com barbies. Sem complicações.


Acho que depende efectivamente da educação e valores que passamos.

Nota: Em relação à dificuldade dos exercícios, como não vi não posso falar, mas duvido que haja uma ideia por detrás, de que "as raparigas são menos inteligentes que os rapazes".






terça-feira, agosto 22, 2017

não interessa a distância ou sequer se as conheces

Há pessoas que são efectivamente tuas almas gémeas.

Ainda vejo a guerra dos tronos porque

- Gosto tanto da Brienne. =)
- quero ver se ainda surge um clima entre ela e o Jaime
- o John e a Dany ^^ vão se enrolar eventualmente.
- ainda espero que morra pessoas importantes (tanto Stark vivo irrita um bocadinho)

E é isto. Amor e Morte. Se não acontece bahhhhh...

(A sério? Um dragão fica um Caminhante? A sério? Com aquele plano tão mau e tão anos 80 do olho? A sério???) Nõ tinham nada mais original para fazer???)



sexta-feira, agosto 18, 2017

Do ter e não ter

É engraçado a percepção que as pessoas têm do dinheiro.

Independentemente de terem muito ou pouco constroem uma relação com ele que está inegavelmente relacionada com os seus valores, de como foram educados e dos constrangimentos económicos que tiveram ou não na infância.

Eu sempre tive pais com possibilidades financeiras limitadas e também com uma mentalidade de poupança., Nunca me faltou o básico, e para a escola tive tudo o que era necessário e a mais,  mas não havia para luxos ou objectos supérfluos. Além disso sempre me incutiram a ideia de poupar e de não se gastar, não só o que não se tinha, mas não gastar tudo o que tinha.

Por isso, se recebia algum dinheiro nos anos ou natais, enquanto criança e adolescente, a grande maioria guardava no mealheiro/caixa.  Poupar a longo prazo mas também a médio prazo. Lembro-me de estar um ano a poupar para comprar umas botas, as minhas primeiras botas de cano alto, com um bocadinho de salto. Tinha 17 anos. Obviamente isso significa sacrifícios. Para poupar da semanada sabia que por exemplo teria que ter cuidado com o que escolhia almoçar na escola, e levar lanche de casa, e nem pensar em ir ao cinema como muitos amigos meus iam, ou gastar dinheiro em doces.

 Durante a faculdade tive um trabalho ou outro. nas férias de verão, que deram para fazer uma viagem a barcelona (a minha primeira viagem fora do país, com excepção da viagem de finalistas do secundário a palma de maiorca) com duas amigas e ainda sobrou. poupei-o claro.

Se queremos umas coisas não podemos ter outras. 

Por isso quando acabei a Universidade e comecei a trabalhar a minha gestão do dinheiro foi rígida. Nunca me deram nada de mão beijada e eu sabia que se queria vir a ter coisas importantes teria que poupar para elas. Uma casa por exemplo. Que ainda não tenho, mas estou há 10 anos a poupar para uma entrada.
  
E foram sempre essas poupanças que me ajudaram quando estive desempregada.

Para estudar também. Vou fazer agora uma pós graduação  que custa 4500 euros e tenho orgulho em dizer que não preciso de pedir dinheiro a ninguém para a pagar. Claro que é uma grande diminuição das poupanças mas é algo em que acredito e que será óptimo para o meu desenvolvimento pessoal, intelectual e para trabalhar na área que estou a trabalhar com mais capacidades.


Mas como disse há várias opções que se tomam. Não viajei tanto como gostaria. Não fui aos concertos que gostaria de ter ido. Compro roupa muito raramente. E aquelas pequenas coisas, cabelos, unhas, pés, revistinhas ou outros pequenos luxos também é raro. E sei que grão a grão se consegue algo. E que vários grãos fazem uma quantia jeitosa
Se não se pode poupar 400, poupa 200, se não podes, poupa 100, se não podes poupa 50, se não podes poupa 20. Alguma coisa. É assim que penso.
Obviamente tenho técnicas para fazer esta gestão. Penso em percentagens.  Logo no principio do mês coloco o valor que quero poupar numa conta poupança. Divido o dinheiro que tenho para as minhas coisas por dias do mês para perceber quanto tenho diariamente. etc.

Não tenho uma relação fácil com dinheiro. Tenho um medo enorme de ficar sem chão, e não ter como me sustentar, se calhar por isso, foi sempre algo que me obriguei a fazer.

Posso dizer que hoje em dia sou mais flexível. Não penso tanto no dinheiro. Pouco sim, mas sabendo que não consigo de todo poupar como poupava, e que se às vezes não der para poupar nada não há problema. Vivo um bocadinho mais, sem pensar que estou a gastar o que não devia.

Mas é uma luta e um caminho. Gostava de ser mais leve e descontraída nisso. E vou aprendendo. 


sexta-feira, agosto 11, 2017

Do que não disse ontem

- Carinhoso
- Adoro o teu riso
- o teu lado racional que me impede de ficar perdida nos meus dramas
- A tua honestidade
- A tua generosidade.
- Seres boa pessoa. A triplicar.

E a que disse ontem, que é a que mais importa.

Por ao teu lado ser eu mesma.

terça-feira, agosto 08, 2017

segunda-feira, agosto 07, 2017

Estragam tudo

Pronto, já tornaram a Guerra dos Tronoa uma série mainstream como todas as outras. Já ninguém morre, e salvam-se das maneiras mais inacreditáveis.

Obrigada por estragarem coisas boas.

p.s. Sim coisas boas também é morrerem aqueles que não merecem.


quinta-feira, agosto 03, 2017

Sem glutén / sem lactose é o novo light

E qualquer dia também começam a dizer "sem glutén/sem lactose é mais perigoso que os normais porque tem mais coisas adicionadas"

Aos 3,2,1....

Like a boss

Portanto, daqui a 10 anos gostaria  estar num tal nível que faria e trataria como meus secretários particulares, o presidente português de u...