Quickribbon Espiral: Agosto 2009

sexta-feira, agosto 28, 2009

Soltas

- Adorei o novo filme do Tarantino. Envolvi-me no filme como há muito tempo não me acontecia num cinema. Personagens bem desenvolvidas, dialógos perfeitos, timings interessantes e situações caricatas prenderam-me completamente. Para além claro da morte e do sangue do costume. E do Brad Pitt com um sotaque cómico. E das situações tão sem sentido. E não me posso esquecer do leite.

- Não tenho jeito para resolver mistérios. Especialmente envolvendo flores amarelas, paus de canela e bilhetes referindo toques no carro.

- Mas quem é que no seu perfeito juízo (e sendo gaja) se vai meter num sotão daqueles com caixas e caixas cheias de pó, já vestida para ir trabalhar?? Só eu! (E porque raio é que os meus livros de infância estão nas caixas do fundo? Aquelas debaixo de quilos de pó?)

- Parte boa da saga do sotão. Descobri que tenho dois gira-discos lá. Um que era meu (eu tive um gira discos? -_-) e um dos meus pais, mais antigo. Algo me diz que vêm cá para baixo com uma certa celeridade e que vão ter que trabalhar.

Espiral

Assim são os sonhos

Se contasse o sonho que sonhei esta noite....
Uma caça ao tesouro. Mete companheiros de jornada, e outros que nem sei se conheço. Coloca-me numa jangada a percorrer um riacho, a atravessar um jardim, a ver crianças com balões. Vejo flores, muitas. Há quiosques e livros. E envelopes fechados. Para mim e para quem me acompanha. Lá dentro apenas palavras. Tão sem hipotéses. Tão sem sentido. Tão sem razão.

Para onde foge o que fortemente desejamos, para lá do sentir, do sentido, do que queremos? Acho que para os sonhos...

Espiral

quarta-feira, agosto 26, 2009

Queda

Talvez esta mania de quando estar a cair, começar a pensar no modo como se vai subir, e de como de certeza que se vai subir seja completamente errada. Talvez quando se cai, só se deva pensar na queda, no tempo que demorara a cair, até que ponto cairemos, gritar, gritar muito, perder-nos enquanto caimos, sentir a queda, a dor, tudo aquilo que nos faz cair a 100%. Afinal, como podemos querer subir se ainda não sabemos o quanto caimos? Nem a força do impacto. Nem se conseguimos ver o céu. Nem se vamos sobreviver. Mas sobrevivemos. Com feridas. Muitas. Que podem nunca cicatrizar. Mas respiramos. Que tal nesse momento, em que a poeira ainda nem assentou, começou primeiro por pensar, "sobreviveste" e só depois tentar olhar para o longo caminho que teremos que subir. E só depois, talvez, tentar escalar. Tentar. Porque se vai cair. Uma e outra vez. Mas vamos voltar a erguer-nos. Mesmo que doa. Porque é mesmo assim, não é? E depois recomeçamos a escalada. E talvez quando subirmos alguma coisa, já possamos pensar no modo como iremos subir o resto. E talvez esse seja o momento em que pensamos "é por aqui." Mas só aí. E não antes. Porque as quedas doiem muito. E tentar parar uma queda a meio pode deixar ainda mais cicatrizes, ainda mais dores. Acho que essa ideia de parar quedas a meio está sobrevalorizada.

(Dissecação da opinião que se tem de determinada música. Não é para ter sentido. É acerca do que fazemos. Como lutamos. Do que sobrevivemos.)

Espiral

terça-feira, agosto 25, 2009

Olha o gajo giro que me passou ao lado durante tanto tempo....

Confesso-me hoje aqui, uma mulher extremamente vulgar em relação aos meus gostos estéticos.

Hoje foi o dia em que me perdi ("finalmente" diriam muitas, "só agora diria a generalidade, "sónia tás a perder-te" diriam as amigas honestas, lol) pelo ícone (?) do cinema mais transversal dos anos 80/90/afins entre as mulheres dos 8 aos 80 anos.



Eu que já vi todos os filmes dele, e sempre o achei um grande actor, sempre o achei demasiado boneco para o meu gosto. Sim muito giro, sim, muito multifacetado. Mas... parecia que faltava um qualquer je ne sais quoi para eu achá-lo.... aquela coisa.



E pronto, assim meio desprevenida vejo o Estranho Caso de Benjamin Button (brutal o filme, intenso). E fico agarrada. Aquilo é homem para ter ao pé de nós a dar e a receber mimos sim senhor. E para casar e filhos e para agarrar a mão na velhice. E percebo isto agora. Será que ainda vou a tempo de colar posters nas paredes? (nop).



Algo me diz que esta quinta quando for ver o "Inglorious Bastards" vou fazê-lo com outros olhos (passem-me a bacia para a baba por favor).









Espiral

segunda-feira, agosto 24, 2009

Daquilo que sonhamos acontecer-nos...

Soube agora que uma blogger com quem simpatizo imenso, virtualmente falando, provavelmente casou.
O blog dela não está aqui ao lado simplesmente porque desde que é feliz escreve mesmo muito pouco (que bom para ela, mas tenho pena de não a ler), por isso não vou lá regularmente.
Mas do que li parece-me uma pessoa autêntica, bonita e sincera.

E nunca me vou esquecer de um post dela que fala disto "....Mas afinal não. Ele não é tudo o que sempre sonhei. Não pode ser. Porque eu não sou, nem de longe, tudo aquilo com que ele sempre sonhou. " e do tanto que isto me marcou quando li.

Por isso fico muito feliz por ela estar feliz. Porque todas nós queremos ser "arrebatadas". Tenho a certeza que ela foi.

Um beijo cheio de desejos de felicidade para esta blogger.

Espiral

Ora então, vendo as coisas em perspectiva

- Tenho mais uma semana de férias porque não há trabalho para mim esta semana (olha que chato).
- A minha mãe teve hoje alta.
- O café mocha de hoje de manhã sabia divinalmente.
- A vida tem imensas hipóteses e possibilidades.
- Continuo a adorar o sol de Lisboa.

As férias apesar de tudo (e se foi grande este tudo), ainda tiveram direito a amigos, caipirinhas e risos.

Por isso, embora lá ser feliz =)

Espiral

sexta-feira, agosto 21, 2009

Como eu também sei fazer um post acerca de roupa e/ou sapatos e/ou afins

Eu que até nem uso muito ténis gosto desta marca. Ténis engraçados que quase ninguém conhece, e muito resistentes. Tenho uns há quase 5 anos, amarelos girissimos, que ainda hoje me perguntam onde raio os encontrei. Não tem muito que saber. Salomon. E há no Colombo.


E se os encontro com um desconto de 70% (tamanhos únicos) lá tem que se fazer uma comprinha...


São simples. E dão para usar em caminhadas, em corridas, e nas situações em que

me apetece usar ténis (que não são muitas lol...).


Espiral


p.s. A Onitsuka Tiger é que podia fazer umas promoções destas (ténis que gosto desde o primeiro filme do Kill Bill,mas que na altura não havia em portugal. Oh...)

quinta-feira, agosto 20, 2009

Achado

Às vezes as pessoas que pensam que estão perdidas não estão. Só é preciso que alguém lhes diga "achei-te".

Espiral

Influência literária: o cão do livro que estou a ler

sábado, agosto 15, 2009

Regras das pulseiras, velas e estrelas

Eu sei que o que vou dizer é contra todas as regras subjacentes a estrelas cadentes, a pulseiras de nossa senhora do raio que o parta e de todas as velas de bolo de aniversário trincadas, mas a sério, pedir desejos, sonhos, enfim, algo que supostamente não está nas nossas mãos e iremos deixar nas mãos do destino, é algo que acabei de perceber me ultrapassa.


Ou então é o destino que se está a lixar para os meus desejos pessoais. É justo. Eu e ele nunca tivemos lá grande relação. De certeza que tem gente muito mais simpática para ele.

Portanto, resolução tomada: nunca pedir desejos a pulseiras, velas ou estrelas que não dependam única e exclusivamente de mim.


Antes






Depois


E que me desculpem caso me voltem a dar pulseirinhas destas. Não uso, ou então faço desejos do género "espero lavar os dentes amanhã de manhã" ou "desejo que amanhã haja um anoitecer".

Tenho dito

Espiral

terça-feira, agosto 11, 2009

Razão (uma das mil) porque não escrevo

Queria muito escrever ali. Mas falta-me inspiração. Falta-me... muita coisa.

Enquanto vou rascunhando palavras soltas que não escrevi, deixo a música que cantaria se soubesse cantar,



e a frase que escreveria se soubesse escrever.

Não é sobre a solidão. É sobre a tua ausência no lugar íngreme da minha pele.
(Valter Hugo Mãe)

Vou ali para um canto chamar pelas musas (tenho direito a uma não?)

Espiral

p.s. Inspiração nos blogues 21 gramas e menina limão (adoro adoro adoro os dois).

quinta-feira, agosto 06, 2009

Porque a vida pode ser tanta coisa

Porque é Verão. Porque o sol de Lisboa é o mais bonito do mundo. Porque estou quase quase de férias. Porque há sempre motivos para achar que a vida é maravilhosa (tenho que gritar isto a mim própria ^^). Porque vou à praia. Porque vou ver pessoas que não vejo há muito tempo. Porque tenho os melhores amigos do mundo. Porque eu sonho sonhos improváveis e corro atrás do vento. (Chamam-se esperança e saudade. E então?) Porque vou ao sushi para a semana. Porque vou ter tempo para ler clássicos. Porque vou beber caipirinhas. Porque vou conversar. Porque vou arranhar na viola a tentar encontrar o mi certo. Porque ainda não tenho grandes planos para as férias. Porque isso não interessa. Porque adoro sentir. Porque o amor é isto. E não só =)

Por isto tudo e muito mais aqui está a letra:

Quero sua risada mais gostosa
Esse seu jeito de achar
Que a vida pode ser maravilhosa
Quero sua alegria escandalosa
Vitoriosa por não ter
Vergonha de aprender como se goza
Quero toda a sua pouca castidade
Quero toda a sua louca liberdade
Quero toda essa vontade
De passar dos seus limites
E ir além, e ir além
Quero sua risada mais gostosa
Esse seu jeito de achar
Que a vida pode ser maravilhosa
Que a vida pode ser maravilhosa
(instrumental)
Quero toda a sua pouca castidade
Quero toda a sua louca liberdade
Quero toda essa vontade
De passar dos seus limites
E ir além, e ir além
Quero sua risada mais gostosa
Esse seu jeito de achar
Que a vida pode ser maravilhosa
Que a vida pode ser maravilhosa

(Ivan Lins)


E o "ao vivo" que é bem melhor...

Não dá uma vontade louca de amar? A mim dá =)

Espiral