terça-feira, janeiro 28, 2014

Os primeiros amores ficam para sempre*

1. Não sei se me irritam mais as pessoas que endeusam as praxes ou as que as demonizam. A melhor coisa da faculdade, really? A pior coisa a seguir ao nazismo, really????

1.2 Aliás nem sabemos se aquilo teve alguma coisa a ver com praxes ou não. Da ideia que tenho, não tinha (nenhum era caloiro). Se poderia ser algum tipo de desafio parvo/perigoso/negligente? Sim. E todos tivemos 20 anos e fizemos coisas dessas. Felizmente não correram deste modo nem fomos vítimas desta tragédia.

1.3 Não quero simplificar nem complicar o sucedido. Espero por bem que esta situação seja esclarecida. Por bem dos que foram e dos que ficam. Mas sem bruxas de salem à mistura.

1.4 Mas, a sério: Comparações com as SS., really? Eu não sendo contra nem a favor de iniciações, vá lá, em qualquer classe, tribo, estágio da vida são feitas iniciações de todos os tipos, não me lixem. O modo como são feitas vai depender do equilíbrio de quem as faz. Como sempre o ser humano é o seu maior benfeitor ou carrasco. Ver por favor livros de sociólogos, antropólogos e psicólogos que estudam o tema dos grupos e das dinâmicas de grupo, a ideia de tribos, etc, e percebam, por favor, a diferença entre a ideia de ritual e formula, e o modo como é usado ou manipulado. A magia da coisa é que tudo pode ser usado para o bem e para o mal. Sim, é perverso. Mas percebam sim?

1.5 Parem por favor com os estereótipos. senhores-da-praxe-que-sao-uns-odiosos-manipuladores vs pancovios-caloiros-da-provincia-que-aceitam-que-lhes-vão-ao-rabo-para-se-integrarem. Isto cansa, a sério,. Além de ridículo torna as pessoas unilaterais, preto e branco, com apenas uma camada, e sem profundidade nenhuma, como se só houvesse dois caminhos opostos. A sério? Querem mesmo que os vossos filhos, netos, sobrinhos, primos sejam vistos apenas como "o robot bom que obedece a tudo para pertencer a algo" ou o "robot mau que obedece a tudo para pertencer a algo"? É que no fundo assim até são iguais. E dá pena não dá? E eu acredito muito mais na responsabilidade individual, e na riqueza de espíritos.

1.6. Odeio fardas, queria ir para os escuteiros para acampar mas aquela trupe toda não era para mim, não ligava nada ao traje académico e contudo adoro a minha capa que muito me aqueceu em noites complicadas. Adorei as minhas praxes como caloira, adorei as minhas praxes como veterana. Percebo quem não gosta e também não é o meu cavalo de batalha, nem vou dizer que é a melhor coisa de sempre. Nunca gostei de associativismos e nunca precisei nem gostei de seguir a carneirada. Contudo faço hoje em dia parte de uma associação que usa fardas (CVP). Continuo a não gostar de fardas nem de carneiradas. Como é que me rotulam agora? Deve ser cansativo. O ser humano é um mundo de coisas. Parem de limitar. E tenho a minha capa guardada com carinho, sim.

2. Li hoje textos de pessoas que sem o mínimo conhecimento repudiavam e insultavam testes psicotécnicos. Como se fossem uma e só coisa , usando argumentos com um grau de inexactidão e de burrice que roçava a boçalidade. Ignorância e algo que me transcende. Mas mais que isso as pessoas que gostam de permanecer ignorantes e que dizem que até podem estar erradas, mas que vão pensar de determinada maneira porque elas e que sabem  e querem lá saber se estão erradas, ainda me transcende mais.

2.1 o que é grave é que falamos de pessoas com formação. Não falo necessariamente de formação superior mas qualquer pessoa que teve filosofia sabe o que são falácias e erros de lógica. E quem não teve filosofia, de certeza que aprendeu a raciocinar. Com o cérebro, sim? E mesmo quem não teve nada disto, aprendeu a não dizer barbaridades do que não sabe não é? Pois..


3. Um dos perigos deste mundo tão amplo e tão democrático em que vivemos em que e tão fácil dizer o que nos dá na real gana sem consequências disso e com espaço virtualmente ilimitado para o fazer e que acaba por se criar muita merda. Muita barbaridade. Que não ajuda, que não nos engrandece, que não nos permite ser melhores. E eu acredito na elevação do espírito, da mente, da alma através de belas palavras, belos discursos e belas aprendizagens.

3.1 Mas vivemos num mundo quiçá sem boas intenções. Em que a liberdade é vista como um Carnaval sem regras, e o respeito pelo outro é chato e limitador. Um dia se calhar ainda vou aprender a não me indignar com isto. Hoje não é o dia.




*sou psicóloga e tenho mau feitio. Arrumem. Encaixem. Quero lá saber. Liberdade de expressão não é?

quarta-feira, janeiro 22, 2014

Quem somos

Conheci muito poucas pessoas pessoalmente dentro das várias com que convivi ao longo do tempo on-line. Se pensar bem provavelmente foram só duas ou três. Os motivos porque as conheci foram sempre mais do que o apenas "falamos na net, vamos lá conhecermo-nos".

Talvez porque nunca foi o meu principal interesse neste mundo do on-line. Talvez porque no principios, especialmente na era do mirc, era um bocadinho mais novinha, mais receosa, mas já com uma inteligência emocional que me permitia discernir as diferenças entre um contacto on line e o real, e tão ou mais, os motivos de me quererem conhecer (boys will be boys) e de eu não estar interessada nisso de todo. E sempre fui clara nesse aspecto.

Mas este post mais que falar das amizades on line que passaram para reais e tangiveis, serve para comentar as diferenças que podem existir entre o que somos on line e o que somos fora.

Sinceramente até hoje nunca percebi bem que imagem projecto, mas já percebi que muitas vezes é desenquadrada com o que sou na realidade.  Sei que algumas pessoas ao lerem-me achavam que eu era mais feia do que o que sou na realidade (vá, numa escala de 0 a 10 sou um 5, deviam achar que era um três), mas curiosamente o que mais me desperta a atenção é em relação a outra característica minha a que dou muito mais apreço: O sentido de humor.

Uma das pessoas que me conheceu, já passado algum tempo (anos?) de falarmos na net disse-me muito surpreendido "Uau, tu tens sentido de humor!" como se na net eu fosse uma pessoa mais dada a conversas de seca, sérias, ou altamente profundas, sempre a raiar a seriedade.

Outra pessoa com quem me encontrei por motivos profissionais um tempo depois de falar na net, pessoa inteligente, algo amarga com a vida, ceptica e cinica (adjectivos dados pelo próprio) e exigente e difícil com as pessoas com quem se dava, olhou para mim surpreendida com algo que eu disse e comentou "foi das melhores tiradas que me disseram nos últimos tempos, tanto que ate me vou calar um bocado a absorver" (em termos humorísticos).

No lado oposto está um amigo meu (olá P*) que leu ete blog cerca de meio ano depois de me conhecer e que me veio dizer "ah achava que o teu blog seria mega deprimente e profundo e afinal escreves com piada!".

Bem, afinal em que ficamos? É engraçado perceber (e bom) que não somos constantes. Que existem várias camadas de nós próprios, e que as mostramos alternadamente, sem consciência disso. Acredito que no fim, a minha essência está sempre lá, e apenas talvez este mundo, o on line em conjunto com o off line , o torne mais completo.

Permitiu-nos mostrar lados nossos que estão normalmente mais cobertos, o que ficava nas páginas dos nossos diários e sonhos. E que agora podem ser mostrados. Não é uma coisa má. É bom. Acredito que independentemente das desvantagens, dos lados lunares e negro, por norma veio mostrar um lado nosso ainda mais humano, mais frágil e também mais forte. Acredito que sirva para nos aproximar a todos e não para nos distanciar. Que o conhecimento que ganhamos sirva para criar uma nova empatia carregada de humanismo e generosidade.


segunda-feira, janeiro 20, 2014

Rio-me para dentro. Choro também. Por dentro. Ficas tão bem defronte de uma câmara. Ao contrário de mim. Uma das coisas em que somos opostos. Mais uma. Eu que sempre achei que éramos similares. Mas se calhar não. Se calhar...
É engraçado como o o que brincámos tantas vezes tornou-se realidade. De uma forma completamente desconexa. Quase que diria que era uma profecia se acreditasse nisso. Há sempre uma parte grande de fantasia que se concretiza. A mais irónica, claro.

E há um encontro de caminhos, um acaso, só  para provavelmente não voltar a haver.
Largamo-nos definitivamente da mão não foi?

quinta-feira, janeiro 09, 2014

As minhas primeiras alegrias de 2014

- Não interessa o tempo, as felicidades, as infelicidades, os amigos verdadeiros estão sempre aqui. Sem desculpas.

- Ganhei um passatempo de livros =D E logo dois livros! Não ganhava passatempos há mais de meio ano!

- Comprei uns ténis da minha marca favorita (Salomon) através da Amazon por menos de metade do preço que me custariam cá. Vou tê-los cortesia de uma das minhas mais especiais amigas que está nos States e mos trás. Oh eles tão lindos ^^. (Vão ser substitutos de outros Salomon igualmente lindos que me roubaram...)



- Hope e espectativa. Mais nao seja, tenho disto.

quarta-feira, janeiro 01, 2014

Livros

133 lidos em 2013.

Nada mau tendo em conta que desde Setembro li uns 10. Porque não me apeteceu. Porque não faço maratonas. Porque leio quando me apetece. E quando leio o meu ritmo é rápido, é um facto.
Mas só leio quando quero. E ler é um vício, sem dúvida.

Dos que ficaram deste ano que acabou:

Predadores de Pepetela (dos melhores escritores na nossa lingua)

O Caligrafo de Edward Docx

Correcções de Jonathan Frazen

Persuasão de Jane Austen

Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres de Clarice Lispector

O quarteto de alexandria de Lawrence Durrel.

Bom ano a todos =)




Like a boss

Portanto, daqui a 10 anos gostaria  estar num tal nível que faria e trataria como meus secretários particulares, o presidente português de u...