Quickribbon Espiral: 2006

sexta-feira, julho 07, 2006

Uma frase que me surgiu há dois dias do nada. Não me lembro o nome da personagem, nem a frase literalmente, mas é o amigo gay da personagem da Julia Roberts no filme "O casamento do meu melhor amigo"

"Ele está a ir atrás dela, e tu estás a ir atrás dele, mas quem é que está a correr atrás de ti?"



Espiral

segunda-feira, julho 03, 2006

Audácia

Não consigo jogar esse jogo.
Não me ensinam as regras.
Não percebo o objectivo.
Não sei o que ganho com a vitória.
Só vejo que vou perder.
Quando começamos?

Espiral

quinta-feira, junho 29, 2006

Candura

Criança para a montanha:

Só me vences porque tens mais anos que eu.
Só me ganhas porque já aprendeste mais coisas.
Só me calas porque gosto de ti!

inspiração escrita - O principezinho de Saint Exupéry

segunda-feira, junho 26, 2006

Véspera de exame

Acordar tarde. Ficar mais um pouco naquele sono. Tento sonhar. Com o que desejas. Com o quotidiano. Com qualquer coisa. Para que o tempo passe eu não tenha de acordar a sério. Levanto-me. Vou tomar banho. E depois almoçar. Vou a internet ver quem está no messenger. Convidam-me para um café e recuso desculpando-me com o estudo. É sincero. Eu devia mesmo estudar. Vou fazer mais um pouco do puzzle de 1500 que está no chão do meu quarto há dias. Já só falta as partes complicadas. Não é estranho que demore. Volto ao computador. Acabo uma tradução de uma bd japonesa. Hobbie giro....É melhor editar para ficar já feito. Depois já posso estudar. Pronto! Leio algumas páginas. Entro em pánico. Vejo que ainda não fiz metade. É melhor parar e descontrair. e já é hora de lanche. Aproveito e como qualquer coisa. Reparo que tenho as unhas péssimas. É melhor ir arranja-las se não partem-se. Pronto, agora estão bem. Olha, chegou a minha mãe. Por a conversa em dia e tal....leio mais umas páginas..Tenho que estudar não é? Depois paro. Apetece-me escrever. Coisa ridículas. Parvoíces. Mas tenho mesmo que as escrever. E já agora ouvir uma musiquinha. Melancólica. Triste. Talvez uma rumba. E isso lembra-me o filme que fui vendo enquanto estudava. Giro. Era romântico. Via-se bem. Enfim. Ler um bocadinho de um romance para desanuviar. Deposi pegar em força no estudo. Agora é que é. Bolas que o tempo passa no instante. E não fiz nada. Odeio estudar a noite. Que se lixe. É melhor já não fazer nada. O que sei sei e não apetece estar aqui de injecção. Já é tão tarde....e há sempre conversas interessantes para se ter. Prioridades trocadas. Enfim. Vou dormir. É tarde. Até amanhã , exame. Desejem-me sorte.

Espiral

(como podem ver completamente possuida pelo estado de preguicite aguda que chega sempre nestas alturas...e viva a vida académica...especialmente daqueles que tem juízo e fazem tudo como deve ser. bem hajam. um dia quero ser como vocês...ou então não)

segunda-feira, junho 05, 2006

Gesto do quotidiano

Odeio óculos escuros. De os usar. Acho...que não os quero usar nunca mais. Para eu ver. Para me verem. Só a conduzir...porque o sol arrasa e eu não brinco quando há reflexos que mostram uma iluminosidade que sou incapaz de suportar. Não preciso de ocultar nada. Estou farta de baixar a cabeça apenas porque umas lentes me impedem de ver. Um dia...vou tirá-las.

inspiração escrita- Imortalidade de Milan Kundera

domingo, junho 04, 2006

Slipping away

All that we needed was right
The fresh hold is breaking tonight

Open to everything happy and sad
Seeing the good when it's all going bad
Seeing the sun when I can't really see
Hoping the sun will at least look at me

Focus on everything better today
All that I need and I never could say
Hold on people that slipping away
Hold on to this while it's slipping away

All that we needed tonight
Are people who love us and like
I know how it feels to meant
Oh and we leave here, the seas

Open to everything happy and sad
Seeing the good when it's all going bad
Seeing the sun when I can't really see
Hoping the sun will at least look at me

Focus on everything better today
All that I need and I never could say
Hold on people that slipping away
Hold on to this while it's slipping away

So long
So long

Open to everything happy and sad
Seeing the good when it's all going bad
Seeing the sun when I can't really see
Hoping the sun will at least look at me

Focus on everything better today
All that I need and I never could say
Hold on to people that slipping away

Moby

Um beijo fechado à Bee que me falou desta canção e a todos aqueles que vêm ou esperam pelo sol quando ele não se mostra*
Obrigada amigos*

p.s. Sorri, Bee...

quinta-feira, junho 01, 2006

Dia da criança

Um dia para tocar o sol com o dedo. E cheirar a pele dos outros. Para comer gelados e sussurrar ao vento feitiços que despertam ou manifestam paixões. Um dia para correr porque sabemos que podemos voar. Para ouvir risos intermitentes. E para os soltar. Há dias assim. Não porque queremos. Não porque se emitiram razões, tratados ou leis. Não recebi uma boa noticía. Não recebi uma má. Ninguém nasceu ou morreu aqui perto. E tão pouco me confidenciaram ao ouvido, bem rente ao meu pescoço, os meus desejos.
Um dia para viajar por aí, ou nos meus sonhos. Para adormecer depois de ter trepado à árvore mais alta ou de ter lido o romance mais chato. Um dia para escrever palavras a mostrar que a felicidade se condensa em 24 horas. Sem chama forte a devorar o mundo. Sem brasas lentas a aquecer o corpo. Apenas um fogo que existe. Porque sim.

Espiral

quinta-feira, maio 25, 2006

Solidão

"Solitudine non è essere soli, è amare gli altri inutilmente." (Mario Stefani)

in A cidade dos Anjos Caídos de John Berent

tradução: "Solidão não é estarmos sós, é amarmos os outros em vão"

quarta-feira, maio 17, 2006

Frases dos amigos do peito

Os amigos são amigos pelo que dizem, pelo que fazem....no momento apetece-me recordar o "pelo que dizem":

"Eu acho é que ele tem o António lobo Antunes preso na cave" (Ana Fontes) - porque amizade é brincar com os nosso próprios gostos de modo a fazer-nos sorrir da patetice

"Mas Sónia, não olha para ninguém!"(Luis Roxo) - porque amizade é convencerem-nos de que não estamos sozinhos

"Somos uns privilegiados" (André Seco) - porque amizade é julgar ( e bem) que temos amizades únicas

"Não podemos deixar que a vida nos passe pelas mãos" (Diogo Nuno) - porque amizade é inspiração repentina depois de uma tarde de crepes

"Estou com a Sónia, estou com Deus" (Isa Costa) - porque amizade é ter medo de cães e saber que há protecção

"Sónia, vi esta imagem e lembrei-me de ti" (Magda Alvoeiro) - porque amizade é identificação e recordação

"Já não te via há uma semana...tinha saudades das tuas barracas!" (Ana Soares) - porque amizade é , apesar de recente, inconfundivel

"És o melhor dos dois mundos" (Ana Santos) - porque amizade é mentir ás vezes =P

"És castanho alaranjado" (Miguel Aguilar) - porque amizade também é ver cores nas pessoas

"Estamos a falar uma tarde toda e ainda dava para ficarmos a noite" (Brígida Riso) - amizade também é sermos umas conversadoras do pior

À medida que me for lembrando...vou adicionando frases de mais amigos. Ma agora só me lembrei destas frases (porque dos amigos lembro-me sempre)

100 anos de solidão

De que são feitos os bons livros? Aqueles que marcam? Já me disseram que um bom livro, com uma boa história se mostra logo nas primeiras páginas. Ou então que também é um bom guia ir pelos best-sellers. Ou so ler os clássicos.
Sempre li muito. De tudo. Com qualidade, sem qualidade, light, menos light, banda desenhada, até livros da colecção Arlequim. Também já li alguns dos chamados "imprescíndiveis", clássicos, autores portugueses, sul americanos. norte americanos, franceses, ingleses, japoneses. Poesia, prosa, ficção, drama, ensaios...
Não tenho pretensões de ter lido mundos e fundos, mas tento não me ficar "pelo mais lido" ou "pelo mais conhecido" de cada autor. Nem colar-me desnecessariamente a autores mais que ilustres e dizer bem apenas porque toda a gente diz.
Por exemplo: não me agrada o modo de escrever de Charles Dickens. E não o digo de ânimo leve. Li, para além dos famosos Oliver Twist e Grandes Esperanças, os Contos e a Pequena Dorrit. A principio pensei que o que me fizesse não gostar fosse o modo de escrita, corrente na época, mas essa impressão desvaneceu-se ao ler o também conhecido "Feira das Vaidades" de Willian Thckera, contemporâneo de Dickens, do qual gostei. Sim, o modo de escrever na época não é o mais interessante (pelo menos para mim) mas a Feira das Vaidades conseguiu cativar-me muito além do esperado.
Podia dar o exemplo do galardoado Ernest Hemingway...não consegui ler o "Velho e o Mar" até ao fim...fiquei-me pela terceira página...e ainda tentei ler o "Jardim do Edén" mas desisti a meio. Ele pode ser bom...mas aquelas frases declarativas tiram-me do sério...porque não fazem sentido...
Não falando claro de outro ponto: por experiência de tentar ler todos e mais alguns livros dos mais variados autores cada vez acho mais que o best-seller que os levou aos tops é sempre o piorzinho livro deles. Nunca hei-de entender como se processa tal facto...
Posso dar alguns exemplos dos escritores mais badalados (independentemente do ódio que parece estar na moda em relação a alguns deles):
Paulo Coelho: toda a gente ouviu falar do "Alquimista", "Diário de um Mago" e talvez quem sabe "Verónica decide morrer"....digo sem o mínimo embaraço que detestei este último e confundo sempre os primeiros dois....agora em relação a "Brida", "As valquirias" (adoro este, não entendo como há pessoas que odeiam) e outros ninguém fala.
Susanna Tamaro: Estou para conhecer o mortal que não tenha lido "Vai onde te leva o coração" ou que pelo menos não saiba qual é o livro. E toda a gente o adora. Sinceramente até me senti mal de não ter ficado comovida com o livro..mas depois li o "Responde-me" e o "A alma do mundo" e sim..aí já é outra história....livros que se podem dizer que têm qualquer coisa..
E falando noutros autores...leiam "O plano infinito" de Isabel Allende depois da "Casa dos Espíritos" ou então o meu livro favorito da minha escritora favorita Marion Zimmer Bradley...não, não falo das "Brumas de Avalon"....leiam "O Salto Mortal"...e esqueçam o "Chocolate" de Joana Harris e leiam "3 quartos de laranja"...e outros tantos...leiam mais que os best sellers...acreditem que vale a pena...
Bem...não foi para isto que começei este post. A questão é...será que há mesmo livros bons? Aqueles que são As obras primas? Há. Sem dúvida.."O Deus das Moscas" de Willian Golding...."Os miseráveis" de Vítor Hugo e um livro encantador da minha infância do incrível escritor italiano Edmundo de Amicis, o "Cuore". O que terão em comum? Muito pouco, à primeira vista. Diversificam-se: O primeiro arrepia-me pela sua crueldade e verdade. O segundo faz-me sonhar e encoraja-me. o último comove-me e faz-me prometer que serei melhor. O terror. O amor. A inocência. Os abismos da alma humana. A resistência da mesma. A aprendizagem.
Livros a que não fico indiferente. Depois há os outros....que marcam porque nós apelam a alma ou ao coração..como "Brida" ou o "Salto Mortal"...
O que faz um bom livro? A ideia de que, ao ler o final, mesmo que nada antes tenha feito sentido...agora já o faz. Mesmo que fiquemos insatisfeito e que queiramos mais....ou que achemos que o fim deveria ser outro. Afinal os bons livros são feitos das emoções que despertam em nós.

inspiração escrita - 100 anos de solidão (que estava a ler e a pensar "então vá lá qual é a piada?" ...e depois chegou o final...e ...muito bom)

p.s. Já agora...."O código da Vinci" não é assim tão bom....Tá bem escrito e o autor foi "esperto"...mas se sê interessam pelo tema leiam algo mesmo bom e original. Como o "Jesus na fogueira" de Catherine Clement (autora do conhecido romance "A senhora" e outros tantos)...acreditem...daqui a uns tempos ninguém se lembra do Dan Brown...mas calma...hei-de ler os outros livros dele...só para confirmar..e se estiver errada assumo... ehehe ^^ (e também sou dos que acha que aquilo é um plágio descarado do "O sangue de cristo e o santo graal"...pena que o tribunal não tenha achado o mesmo....)

terça-feira, maio 16, 2006

Secretamente

A culpa é do meu primo. Do meu primo direito, único e inconfundível. Que adoro. E que me conhece como eu o conheco. Demasiado bem. E que me disse "Conheces aquela canção de Rita Guerra?" ...Conheço...."Secretamente"...não sei se está canção tem qualidade...mas ironia ou não...está lá...E volto a ouvi-la. E sorrio. Porque os sentimentos não se julgam ou entendem. E posso dormir de novo porque sim.Yap, a culpa é do meu primo...e da Mango que passou esta música mil vezes enquanto eu estava lá...lol

sábado, maio 13, 2006

13 de Maio

Tenho 21 anos. Hoje. O resto do tempo sou uma eterna criança a a proporcionar aos outros a ilusão de que cresceu. O resto do tempo sou uma mulher com todos os sonhos rídiculos inerentes a fingir que não preciso deles. O resto do tempo sou pessoa com objectivos definidos que anda perdida no meio de um mar de intenções.
Mas, no resto do tempo também sou eu. A que sabe que só estou cá e só sou este ser humano devido a um conjunto valioso de pessoas. Aos meus pais que adoro, apesar de todo o stress, e a todos os antepassados que por aí andaram (de certezinha que há alguém muita à frente no meio desta genética toda). Mas este meu eu também quer agradecer aos meus amigos. Aqueles que são o meu porto de abrigo. Aqueles que longe ou perto estão "aqui". Porque os laços do coração não precisam de estar presos para saberem onde pertencem. E eu, independentemente de quem afinal seja, saberei sempre onde vocês estão para mim. Parabêns, Amigos, por existirem´.

p.s. Não faço uma lista das pessoas que o são. Primeiro, não confio na minha memória, que infelizmente às vezes não está ligada ao que sinto, depois as pessoas que o são...sabem...sentem-no***

quarta-feira, maio 10, 2006

Morte

A morte conduz uma bicicleta enquanto tu andas de carro. Vai, figura de adolescente frazino, sweat azul escura com capuz e mochila laranja às costas, a pedalar. Ao aproximar a um cruzamento espera que estenda mão a indicar o caminho que vai seguir. E segue o caminho contrário. Nunca passes à frente da morte...porque ela pode estar para seguir a mesma direcção que tu.

Espiral

quinta-feira, maio 04, 2006

Aprendizagem

(Insisto que ninguém me vai matar enquanto questiono o porquê do medo, cantando, desafinada, que estou a aprender a ser feliz enquanto danço a um ritmo completamente diferente...)


"O fazer teatro não depende só da nossa vontade mas também da dos outros"...mais ou menos isto, Rosa, encenadora do grupo de teatro Ultimacto.

(mais tarde...)

Bem...devido a problemas a que sou alheia (pc que breca, e memórias ñ guardadas), cá vai...algo desfasado:

"Decide-te. Ou fazes ou não fazes" (quem disse sabe que disse ^^)

Às vezes a vontade tem ser moldada...conquistada. Sem lamúrias.

sábado, abril 29, 2006

Talento

Mais do que escrever o que sentimos, a verdadeira razão de ser incrível é saber que tocamos alguém especial com as nossas palavras. Saber que somos amados por isso. Não só, mas também. Escrever é sedução. Porque que não apaixonarmo-nos mais e mais a partir do que retiramos do que alguêm escreve? Ficar pelo beicinho, sentir qualquer coisa cá dentro. É menos? É encantarmo-nos com uma ilusão? Atreve-te...

Espiral

segunda-feira, abril 24, 2006

Génio

Odeio estas asas. Tão grandes. Tão densas. Terei de arrancar muitas, muitas penas se quiser voar.
Espiral

domingo, abril 23, 2006

Madonna e Celine Dion

Há cerca de três semanas, numa tarde específica qualquer, estava em Entrecampos, na Gare, à espera para apanhar o comboio para casa. Sentada, a ouvir um cd de músicas escolhidas, e muito provavelmente a pensar num assunto qualquer sem grande interesse...a não ser para mim. Nesse momento sentaram-se ao meu lado uma mãe e a filha, de cerca de 3/4 anos. Uma miúda loira de tranças como nos contos. Surpreendentemente, riu-se para mim e começou a mexer no meu leitor de cds. A mão dela disse para ela parar, mas eu disse que não fazia mal e tirei os phones. Via-se que a miúda era das que não tem medo de meter conversa com desconhecidos, mesmo que esses não façam logo grandes sorrisos. Gosto disso. Meteu conversa:
Ela - O que é isso?
Eu - É uma caixa para ouvir músicas
Ela - ah...
Eu - Não gostas de música?
Ela, muito devagar lá abanou a cabeça afirmativamente. Achei piada e perguntei-lhe o que ela ouvia. Bem, aí não hesitou:
- Madonna!
Estava eu à espera de ouvir "músicas da disney" ou do noody, logo fiquei ligeiramente surpreendida e olhei para a mãe dela que confirmou com um olhar exasperado.

Realmente apesar de tudo, as gerações não mudam muito. Lembro-me de em miúda ouvir Bon Jovi e Celine Dion. E gostava! E também que, na minha ama ouvia imensa música pimba que ela punha e cantarolava, e nós com ela. E realmente não fazem parte dos meus gostos actuais. Claro que também há outra vertente, em que influenciada pelo meu primo, mais velho que eu 5 anos, ouvia nirvana, xutos, metallica, pearl jam, radiohead, resistência, uhf e por aí...e continuo a ouvir..e a gostar. Talvez não seja necessário um grande receio pelo que as novas gerações abarcam. Acredito que também elas, como nós, tem um filtro de qualidade que lhes permitirá escolher. Por isso, tudo bem em ouvirem agora Madonna, ou D'zrt ou qualquer outro...Mais tarde saberão escolher.

Espiral

sexta-feira, abril 21, 2006

Diálogo

- Então, tudo bem?
- Mais ou menos.
-Tão?
-Estou apaixonada.
- E isso é mau?
- Não sou correspondida.
- Isso é que é mau.
- Pois é. Paciência.
- Deixa lá. É um estúpido. De certeza que não te merece.
- Talvez.
- Não sabe o que perde, ele...
- Hum hum...
- ?
- ...estúpido...

( inspirado num manga fenomenal -> I''s )

Espiral

terça-feira, abril 18, 2006

Se eu fosse

Encontrei isto....e apesar de limitador, chato de se fazer e assim...tem lá a sua piada....e pronto, acho que vale pelas justificações...porque só definir não vale....há que explicar, lol

Se eu fosse um mês, eu seria: Maio (é um grande mês, faço anos, o clima tá nice, é primavera, lol)
Se eu fosse um dia da semana: Sábado (porque é o dia que parece sempre infinito)
Se eu fosse uma hora do dia: 24h (porque é a partir dai que as emoções estão a mil)
Se eu fosse um planeta ou astro: a Terra (porque eu sou uma mistura)
Se eu fosse uma direcção: centro (porque o que importa é o agora e o aqui)
Se eu fosse um móvel: chaise longue (mas há alguma coisa melhor que este móvel para tar enroladinha a olhar para uma janela?)
Se eu fosse um líquido: lágrima (yap...por que não sou bem água....ah enfim...sou mais real)
Se eu fosse um pecado: Gula (porque sou gulosa...pronto...muito gulosa)
Se eu fosse uma pedra: Cristal (porque qualquer dia transformo-me num diamante, mas não já)
Se eu fosse uma flor: Lírio (a minha flor favorita e é gira)
Se eu fosse um clima: Quente (porque temperado é muito...temperado, vamos lá ser extremistas)
Se eu fosse um elemento: terra (porque pode parecer estável mas por baixo é um vulcão ehehe , e tem sempre escondido água subterrânea...poço de surpresas^^)
Se eu fosse uma cor: Amarelo (cor dos malucos, do sol, da alegria, da generosidade)
Se eu fosse um animal: fénix (porque é aquela coisa, renascer das cinza...cliché eu sei, mas paciência....é tão bom as vezes ser básica)
Se eu fosse um som: riso (aquele riso das crianças, cristalino, delicioso ^^)
Se eu fosse uma música: Lado a lado (porque mostra o meu lado triste, o meu lado negro e mostra um fio qualquer de esperança)
Se eu fosse um estilo musical: instrumental (sem letras...essas imagino eu...calminha, ou forte....qualquer coisa que me faça vibrar ou enternecer)
Se eu fosse um sentimento: saudade (porque ter saudade de algo significa que vivemos)
Se eu fosse uma comida: chocolate (porque adoro...não passo sem ele...)
Se eu fosse um lugar: praia (aquelas praias onde se ouve o som do mar, à noite, com um céu estrelado por cima....)
Se eu fosse um gosto: salgado (porque o doce é muito obvio....e também não seria amargo, nem picante...logo, salgado)
Se eu fosse um cheiro: terra molhada (porque tenho panca por este cheiro)
Se eu fosse uma palavra: carisma (porque gosto do som, gosto do significado)
Se eu fosse um verbo: sonhar (porque sonhar é para mim uma questão de sobrevivência)
Se eu fosse um objecto: livro de poesia (ah...claro...era...sem dúvida...daqueles que se guardam para sempre..digo eu...convencida...)
Se eu fosse uma parte do corpo: alma (e quero lá saber se não tá provado que existe....eu também não sei se existo ou se sou só um produto da imaginação de sei lá quem)
Se eu fosse uma expressão facial: sorriso (porque um sorriso é das melhores coisas que existem – quero lá saber se também é clichet)
Se eu fosse um filme: Before sunset (porque é daqueles filmes que marcam....)
Se eu fosse uma forma: Espiral (esta não preciso explicar, leiam o subtítulo)
Se eu fosse um número: 5 (é o simbolo da vida manifestada, a totalidade do mundo sensível e é o número do coração...as coisas que eu sei =P)
Se eu fosse uma estação: Primavera (porque apesar de não ter a melancolia do outono, nem a força do inverno nem a alegria contagiante do verão é...meiguinha ...lol)
Se eu fosse uma frase: “Habitar com um coração cheio um mundo vazio” (eu, eu e eu)

Espiral

p.s. será que alguém terá paciencia para ler isto tudo?

segunda-feira, abril 17, 2006

Fim do dia

Fim do dia (no lado quente da saudade)

"Esperei-te no fim de um dia cansado
À mesa do café de sempre
O fumo, o calor e o mesmo quadro
Na parede já azul poente
Alguém me sorri do balcão corrido
Alguém que me faz sentir
Que há lugares que são pequenos abrigos
Para onde podemos sempre fugir

Da tarde tão fria há gente que chega
E toma um café apressado
E há os que entram de olhar perdido
À procura do futuro no avesso do passado

O tempo endurece qualquer armadura
E às vezes custa a arrancar
Muralhas erguidas à volta do peito
Que não deixam partir nem deixar chegar

O escuro lá fora incendeia as estrelas
As janelas, os olhares, as ruas
Cá dentro o calor conforta os sentidos
Num pequeno reflexo da lua

Enquanto espero percorro os sinais
Do que fomos que ainda resiste
As marcas deixadas na alma e na pele
Do que foi feliz e do que foi triste

Sabe bem voltar-te a ver
Sabe bem quando estás a meu lado
Quando o tempo me esvazia
Sabe bem o teu abraço fechado

E tudo o que me dás quando és
Guarida junto à tempestade
Os rumos pra caminhar
No lado quente da saudade"


Para um amigo que sonha. Para um amigo que nem gosta deste estilo de música. Para um amigo que ri. Para um amigo que saberá apreciar que só é meu desejo fazer perdurar o sonho de um bar, algures no tempo...talvez junto ao "lado quente da saudade". Fizeste-me relembrar esta canção e é bom pensar no teu bar como um lugar onde estamos quentes quando lá fora está frio =)
Para o meu melhor amigo e um dos meus portos de abrigo mais fortes

Um abraço fechado*

Espiral

domingo, abril 16, 2006

Pronuncio-me

Levanto-me, transcendo do sono que me quer impor uma dormida e vou. Calço chinelos de tacões altos e saio. Deambulo por esta cidade fria que o meu vestido de verão e um par de calças de ganga coçadas não protegem. Vindo do céu, ou que sabe de baixo, um voz feminina afirma que uma gota de sentimento vale por tudo, mesmo despedaçado. Ouço um choro, dois ou três, vejo que são de uma menina que não percebe nada de futebol, de uma prostituta de lábios vermelhos vivos e de uma adolescente bonita que sorri, no meio das lágrimas. Ao pé, uma beleza exótica de roupa esfarrapada pela viagem cai junto à estrada. Aproximo-me, ponho a mão no bolso para tirar a nota que guardei para comprar um par de calças da moda, mas só retiro 40 céntimos. Suspiro. Encolho os ombros e abeiro-me da miúda explicando-lhe o que é um fora de jogo, enquanto retiro de um bolso o meu batom rosa favorito e ofereço-o à mulher de mini saia preta ao seu lado. Hesito frente à adolescente...mas ela não o faz, e abraça-me porque não sabe fazer as escolhas certas. Seguro-a, não sei o que fazer, mas fico calada. Tento ignorar os soluços que emanam dos ombros frágeis da viajante. Confundem-me. Incomodam-me. Fazem-me sentir culpada. Mas olho-a e ela estremece. Fala comigo palavras imperceptiveis de que não compreendo as sílabas mas adivinho o sentido. Orgulho de mulher e surpresa, trespassados por um balbuciar de compreensão. Pega na mochila ao seu lado e antes de partir oferece-me um echarpe rosa que ainda cheira a novo. Murmura uma ameaça e foge como uma fera ferida, para dentro de uma casa.
Eu continuo o meu caminho, passo pela aldeia que conheço desde sempre, olho a praça onde imagino um casal colado a beijar-se, rente ao chafariz. Prometo, que para a próxima trago a máquina e eternizo esse momento. Passo por uma escola, brinco com um dos miúdos, rodopiando-o para sempre e canto todas as canções da disney que memorizei desde a infância. Digo que odeio o rato Mickey e que sempre gostei do pato Donald. Uma menina ri-se e diz que hoje todas adoram o Pateta. E gozam comigo porque não tenho voz para cantar. Mas fico feliz porque já faço parte do grupo no momento em que me convidam para ir numa visita de estudo. Não posso e aceno dizendo adeus, enquanto eles correm para dentro do autocarro. Fico na paragem à espera. Pedem-me uma dedicatória de final de curso e as palavras fogem-me, mas lá escrevo sonhos recheados de até breves e de esperanças. Quando começa a chover lembro-me que ali só há cimento e prefiro seguir o cheio da terra molhada. Sento-me nas escadas do jardim e escrevo uma mensagem sem destinatário. Ignoro as vozes que se riem esquecendo-se dos amores passados e desço a estrada feita de pedras de calçada. Escorrego e caio. Deixo-me ir. Já estou magoada e ferida. E a chuva não me consegue afogar. Vou parar à beira do terminal. Os meus olhos doridos vêm que parou de chover e um homem com hálito de bêbado ajuda-me a levantar. Graceja e diz que eu devia andar de comboio. Empurra-me para dentro do vagão e acena-me com uma máscara de madeira. Eu vou, sem perceber nada. As paisagens que não consigo captar passam por mim, velozes. Sento-me, meio distraída ao pé de uma mulher que lê tarot. Ouço risadinhas e percebo que as cartas são como pequenas televisões de onde ela observa o mundo. Televisões modernas a três dimensões, já que ela com os seus dedos esguios comanda as acções dos actores. Arrepio-me e tento levantar-me no momento em que o comboio pára. O safanão faz uma garrafa com um líquido transparente partir-se. Inalo-o e sinto-me tonta. Não posso dormir! Saio depressa, mas a mulher deu por mim e sorri. Mas não me impede de fugir. Sigo, hipnotizada, pelo comboio, sento-me na carruagem do fundo, onde não está ninguém. No chão mais que pisado estão letras escritas que não consigo ler. Parto as unhas ao tentar raspar a sujidade que se entrelaça naquela que pode ser a minha verdade. Penso que cheguei tarde e que perdi metade do filme. Sinto que o momento eterno já passou e como Álvaro de Campos só me lembro do "que poderia te sido". No momento em que penso que só me resta saltar, uma fada ruiva saltita de novo. Recebo uma chamada de madrugada a convidarem-me para jogar à sueca e procura o baralho que trago sempre comigo. Mas deve-se ter perdido no meio da chuva porque só me sobra uma carta amarrotada e suja. Sai na estação seguinte e vejo que o comboio nunca saiu do mesmo sítio. Descalço-me e entro em casa depois de deixar as chaves no lugar do costume. Olho-me ao espelho, lembrando-me das rugas do sentir e do corpo que tinha medo de não vir a ter. Antes de me deitar clico no rato do pc pacientemente ligado esperando ordens.
Vou sonhar que nunca acordei e fingir que esta viagem não aconteceu.

Espiral

quarta-feira, abril 12, 2006

Campanha de "saúde"

Causou-me mal estar mal os vi pela primeira vez. Ainda me lembro. Estava a descer as escadas do metro da quinta das conchas acompanhada por uma amiga e reparamos as duas nele. Os contornos de um homem pintados a tinta branca. Como nos filmes quando querem marcar o lugar onde foi assassinado alguém. Havia pessoas a volta. Era estranho. Alguém teria morrido. Aproximamo-nos e vi-mos. Uma campanha publicitária. De prevenção. Dizendo que "antes que aconteça" deveriamos fazer exames ao coração. Made in Instituto de Cardiologia Português. Se a ideia era chocar, conseguiram....duvido é que a sensação horrivel que sinto quando avisto tão mórbida campanha ( e está em todo o lado, fui a Braga e também havia lá destes desenhos) me leve a fazer exames ao coração...por aí, duvido que alguém o faça...não é com vinagre que se apanham moscas...

Espiral

Improviso

"Tento ter a força para levar o que é meu,"...a força escapa-me e não sei o que me pertence...não tenho propriedades e não gosto de fronteiras a impedir a passagem dos não autorizados, esqueci-me de marcar o que desejo para ninguém agarrar ... "sei que às vezes vai também um pouco de nós,"...uma lágrima desnecessária, um suspiro que não volta, um nervo do coração que mesmo assim bate, roubaram-me uma alma amarrotada... "devo concordar que às vezes falta-nos a razão,"....sinto-me louca, desiquilibrada, não tenho culpa, não tenho culpa! mas o mundo pesa dentro do meu peito e sei que sou um agressor... "mas não que há razões para nos sentirmos tão sós,"...não? de certeza? nascemos sozinhos e morremos na solidão...será? grito que não mas um rosto sem feições murmura-me que sim... "vem fazer de conta,"...sonhar, fantasiar, viver numa dimensão diferente, choro ao acordar... "eu acredito em ti," ...quem? quem? não vejo esse corpo, não ouço essa voz, não sinto essa presença, não posso acreditar naquilo que os meus sentidos não emitem..."estar contigo é estar com o que julgas melhor,"...digo esta frase baixinho, mas ninguém sabe...ninguém... "nunca vamos ter o amor a rir para nós,"...juras? prometes? ameaças-me? torturas-me com tal verdade?...."quando queremos nós ter um sorriso maior"...quando? ou será antes "quanto" ou "como"....

Retiro qualquer responsabilidade de mim ao escrever este post....a culpa é dos que escrevem bem demais....como o Manel Cruz e da excelente canção que canta com os da weasel, "Casa (vem fazer de conta)"

Espiral

segunda-feira, março 13, 2006

Inspiração

A inspiração é algo dificil de entender ou de explicar. Nasce connosco? Encontramo-la algures e guardamo-la? Como a transformamos em arte? Como a transformamos em palavras, em música, em desenhos, em esculturas ou num filme? Em que momento canalizamos esse rio que escorre, esse rio que irrompe, que goteja, que se vaporiza.
Admiro muito as pessoas que mostram que é facil. Que a inspiração é algo inato, ou que pelo menos é uma fonte de onde podem beber quando têm sede. Dizem "escreve sobre tal tema" e eles escrevem. As palavras saiem miraculosamente encadeadas. A minha inspiração é fugidia, Gosta de chatear e não aparece quando a chamo. Vêm quando lhe apetece, nos momentos mais incómodos, nos momentos mais incertos. Nos momentos em que o cansaço me amolece e não tenho forças para pegar na caneta e mostrar . Mostrar que existe, mostrar que até um talento selvagem pode ter um fio inegavelmente dourado. Será sempre necessário uma força motriz que a chame? Uma música que inspira e que me faça soltar as letras, um rasto que se vislumbra, uma voz que se imagina, uns olhos onde espero ver-me. Sim, para mim, sem duvida. Mesmo que seja fingimento, uma ilusão que se atravessa facilmente, prefiro correr o risco de me perder;assim a minha inspiração vai chegar e aconchegar-se um pouco a mim, concedendo-me um pouco da sua magia.

Espiral