quinta-feira, dezembro 14, 2017

Like a boss

Portanto, daqui a 10 anos gostaria  estar num tal nível que faria e trataria como meus secretários particulares, o presidente português de uma empresa internacional muito conhecida e o director de inovação dessa mesma empresa.

E é isto pessoal. Não é para quem quer, é para quem pode.


quinta-feira, dezembro 07, 2017

Do que eu cresco, fragilizo, fortifico

Cada vez mais sou menos de frases peremptórias. Cada vez sou menos de classificar tudo em polaridades. Porque me parece superficial, e mais importante sinto-o desadequado tendo em conta o que sinto.

A minha maneira de classificar algo está a tornar-se mais complexa, com mais gradientes. Nunca fui, é certo, de grandes arrebatamentos. E confesso, sempre desconfiei, desse maneira de mostrar (não de sentir), que se ama tudo, ou só aquilo, daquela maneira, desmesurada, total, absoluta. Do mesmo modo, que a relutância total, o desagrado e o ódio extremo também sempre me fizeram sentir o mesmo. Parece-me tão frívolo tão o não querer ir ao fundo das coisas, tão o não querer estar no mundo, nos sapatos dos outros.
 
E não, isto não tem nada de politicamente correcto. Continuo a ter opinião sólidas. Independentemente se são o contrário da maioria. Continuo a achar que sim, muitas vezes o "isto depende" é tão só e apenas medo ou cobardia de tomar decisões.

O intensamente não tem nada a ver com o gritar mais alto. A confusão entre profundidade e estímulante nunca me pareceu tão obscena.


É um radar ao contrário. Também funciona

Sou muito boa a perceber quem são boas pessoas. Aquelas que são mesmo boas pessoas.

Más pessoas já tenho dificuldade. Não sou ingénua, mas se as pessoas ainda por cima são cínicas, não adivinho que por detrás da máscara, que não sei que é máscara, está uma pessoa que não interessa.

No entanto há uma coisa, que no meio de desilusões, de me magoar, de me surprender já percebi.

Por norma (99% das vezes)  as pessoas boas (aquelas mesmo fofinhas, de bom coração, que nunca te vão magoar, a não ser claro, sem querer, acontece) gostam genuinamente de mim. E isso é muito bom =)

Por norma (99% das vezes) as pessoas más não gostam. Não sei bem porquê, devo ter qualquer coisa que as irrita, que as apoquenta, até porque eu à partida, como disse sou meio burrinha, e não sei que aquela pessoa não presta.





terça-feira, novembro 28, 2017

#3 Tsuru

Chega até mim
Mas rápido atinge
A Canção lenta

E logo hoje...

Descobri uma nova música para adorar. E uma nova cantora (sou de poucos músicos para a vida).

É também por isto que gosto de boas séries. 




segunda-feira, novembro 27, 2017

Tenho que voltar a ver o Before Sunset

Estou com a idade que a Celine tinha no Before SunSet

Muitas das minhas dúvidas, desilusões e feridas são iguais às dela. Muitas, muitas outras coisas, boas, não são.

Aqui está onde me encontro mais com ela.

"You can never replace anyone because everyone is made up of such beautiful specific details"

"Memory is a wonderful thing if you don't have to deal with the past."

(Celine, Before Sunset, 2004)







#2 Tsuru

A vida como brisa
Hoje vento
Amanhã, neblina

#1 Tsuru

O para sempre
Mantém em suspenso
Quem estava livre

Da alma a desatar (e a declamar)

Acho que a palavra é estupefacção.


segunda-feira, novembro 20, 2017

sexta-feira, novembro 03, 2017

O que semanas de dieta rigorosa não fazem

Faz uma pós graduação.

Abaixo dos 60 kilos!

Nota: sim, é o andar stressada + andar mais a pé + comer menos, mas ao menos assim não estou a contar calorias e a escolher a comida. De há dois dias para cá também estou a tentar não comer produtos alimentares com açúcar adicionado (meus queridos bolos do meio da manhã) a ver se chego ao meu peso normal (56 kilos) - isto significa é que nada acontece por acaso e que sim, as calorias contam e muito.

Nota 2: para verem como sou disfuncional antes da coisa de tentar não comer açucar, comi 3 kitkats.

sexta-feira, outubro 27, 2017

Meu amor, meu amor de hoje

Os amores são tão diferentes. E a ti amo-te todos os dias. Também sim, nos dias maus. Nos dias em que gosto menos de ti. Nesses dias também te amo. Nesses dias em que o cansaço dos dias nos faz distantes, rígidos, duros. Amo-te nos dias em que damos um tempo nos dias duros. Em que nos aproximamos porque sim.Porque estamos os dois aqui. Porque sabemos que nos queremos. Amo-te nos dias em que sonhamos. Amo-te nos dias felizes. Aí é tão fácil amar-te. Mas quero e amo-te mais nos dias díficeis.



Apaixonarem-se por um bardo errante.

É uma redundância eu sei. E um erro pois claro.





Do que está arrumado nas estantes

Quem nunca almejou, desejou, fantasiou, que aquela história, aquele momento, apenas aquilo fosse transporto pelo outro para uma música, para uma poema, para ser cantado ou silenciado? Quem nunca sonhou ser amada por um poeta/sonhador/músico/artista para ser assim eternizada?

terça-feira, outubro 24, 2017

Da tua alma a desatar...

"Quantas vidas terão vivido juntos para se conhecerem desde sempre?"

De um dos poucos bons blogs que há em Portugal

Como eu sei que não sou de modas

Sou a única mulher à minha volta, independentemente do estilo, idade, etc que não aderiu à moda das mochilas. E não, por mais fashion / chique que seja não vou aderir.

É mesmo daquelas que para o ano já está completamente out e essa sazonalidade irrita-me. As pessoas parecem carneiros...

Sou mais para o intemporal.


sexta-feira, outubro 20, 2017

Aprender a viver

No meio do amor a que cheguei, conquistei e deixe conquistar-me, que é tão grande, tão generoso, aquele que sei que vai ficar. Que quero para sempre. Que é meu e dele. Aprender a viver com tudo isso que me é dado, com o bom e o mau, o doce e o ácido, porque de tudo isso são feitas as relações verdadeiras e não das quem vêm nos livros de histórias.

Aprender a viver com isso ao mesmo tempo que aprendo a viver constantemente com saudades do que tínhamos. (que nunca foi amor.)


quinta-feira, outubro 19, 2017

É uma analogia


Há sempre aqueles momentos em que tenho uma ideia, me ocorre uma frase, provavelmente uma banalidade qualquer, que me apetecia tanto partilhar contigo.

Mas já não está aí.


p.s. Terei sempre a ideia que After Dark - Os Passageiros da Noite é o nosso livro. Mesmo que tu não saibas.

p.s.2 Posso ser uma azeiteira, mas a Grey's Anatomy faz-me sempre ter ideias destas.

terça-feira, outubro 17, 2017

Dos fogos

Sou a única pessoa irritada e a pensar que está farta de demagogias e que tentam arranjar bodes expiatórios?

Eu lamento muito as perdas, humanas e materiais, e compreendo que a quente se diz muita coisa, mas dizer "que os iam deixar morrer ali" quando as pessoas se metem nas autoestradas sem pensar...como se alguém quisesse que as pessoas morressem é só... enfim... nojento.


segunda-feira, outubro 09, 2017

"A poesia não aquece os pés à noite..

Às vezes, nos momentos de fraqueza, de dúvida, de medo de ser crescida, do compromisso, de lágrimas, da dureza dos dias, apetece-me recuar, correr para trás, aos momentos em que tudo o que tinha do futuro eram as minhas expectativas e certezas e tudo o que tinha do presente era quimera, mas ao mesmo tempo,  tão cheio de promessas,vãs, volúveis, doces e sedutoras.

Apetece-me voltar aos dias em que achava que os universos paralelos um dia me encontrariam e nas canções onde isso me era segredado ao ouvido.

...mas de vez em quando  faz-me falta ler aquelas páginas."

segunda-feira, outubro 02, 2017

Há dias...

Em que o clima, o ar, qualquer coisa (as músicas, ai as músicas)  me levam irremediavelmente para outro lado....outro tempo, outro universo paralelo....


quarta-feira, setembro 27, 2017

Sim, adoro chocolate

Ontem o meu jantar foi um balde de gelado da Ben e Jerrys.

Antes que achem escandaloso, é só meio litro de gelado. Sou menina para comer um litro na boa (como já o fiz dos gelados da carte dor),

E sim, não é muito saudável. Mas também não o faço todos os dias.

E soube-me maravilhosamente.

(E não não fico mal disposta)

quinta-feira, setembro 21, 2017

Já repararam

Que as imagens que aparecem nos ecrãs das tvs à venda para mostrar a qualidade da mesma e a sua multiplicidade de cores são exactamente aquelas a que fazemos mais rapidamente zapping caso estejamos a ver televisão?

O que falta a 99% da população

Interpretação do português.


Bons professores de português de nível básico por aí, por favor?

Procuram-se!

quarta-feira, setembro 20, 2017

Dignidade não se compra II

"Enganar pessoas?
Fazê-las crer que um produto é bom não o sendo?

O que é que isso interessa, desde que ganhe dinheiro tudo bem"

As bloggers e bloggers de hoje em dia. Vergonhoso.


segunda-feira, setembro 18, 2017

Reflexão do dia

Há pessoas tão gananciosas e tão auto centradas que nem se apercebem das suas contradições. 

O triste é que parece que os outros também não.

(sou má pessoa porque reparo?)

Praticidade - 0 Cultura - 300

A partir deste mês comecei em contenção de custos enormes estipulando rigorosamente quanto gasto por mês.

Sendo muito certinha  e gastando so mesmo os mínimos olímpicos, o que faço quando vejo que vai sobrar qualquer coisa (digamos 40 euros)?

Compro uma camisa ou duas, que estava mesmo a precisar, porque as minhas tem todas 5 anos para cima e já viram melhores dias?

Compro umas calças de tecido porque também dá jeito para o trabalho?


Não...

Compro dois bilhetes para ir ver o Avenida Q.

E é isto. 


quarta-feira, setembro 13, 2017

segunda-feira, setembro 11, 2017

Quem nunca...

Fez crepes só para não parecer muito mal comer Nutella à colher?

... ou usou massa folhada e fazer croissants de Nutella...

Pois, porque comer Nutella à colher é um abuso, "que lambona" mas duplicar as calorias com massa de crepe ou massa folhada já está ok.


...









terça-feira, agosto 29, 2017

Como o vídeo que vi hoje por exemplo

Não consigo ver situações injustas. Pessoas que na aleatoriedade da vida ficam sem nada. Não gosto de ver pessoas a pedir. É egoísmo meu, eu sei. Mas fico com um peso enorme. Sinto um peso enorme na cabeça, nas costas, no coração. Sinto-me culpada. Como se a culpa fosse minha. Porque não faço nada. Sou culpada porque não faço nada e devia fazer. Mas não sei o que fazer. Não sei mesmo. E não tem fim esta sensação. Porque há sempre pessoas em situações miseráveis. Algumas, muitas delas, tão dignas. Tenho vergonha. Não delas. De mim. De ter a certeza que não tenho nem um bocadinho daquela dignidade. Fico com a garganta apertada quando testemunho essas situações. O que é que eu posso fazer? O que é que eu posso fazer...


Daqui.


segunda-feira, agosto 28, 2017

Eu a estudar sou feliz

Contagem decrescente para voltar a estudar e para fazer uma pós graduação que me motiva, me permitirá crescer pessoalmente e profissionalmente.

Vai ser um ano muito duro, com uma carga semanal de aulas e exames pesada, mas vai valer a pena de certeza. 

Ansiosa, ansiosa.

sexta-feira, agosto 25, 2017

Ainda sobre a igualdade entre sexos II

A verdadeira igualdade entre sexos não é necessariamente pessoas (normalmente homens) mal educadas, mal formadas mandarem piadas/pirotos/ordinarices a outra pessoa (normalmente do sexo oposto, normalmente mulher).

A verdadeira igualdade, é eu, como mulher, logo fisicamente mais frágil, e formatada para ignorar esse tipo de comentários, não ter medo, não ter vergonha e enfrentar a pessoa mal educada e mal formada:

"Disse alguma coisa? Deve estar com algum problema! Não admito que se diriga a mim dessa maneira."

E ir-me embora.

Já o fiz.

Um pequeno passo, mas para mim foi um grande passo.




Ainda sobre a igualdade entre sexos.

Em simples:

Tudo se resume a que mulheres e homens tenham os mesmo direitos e deveres e que nenhum seja considerado superior ou inferior ao outro, independentemente de terem, em geral, força diferente, gostos diferentes, maneiras de raciocinar diferentes, fototipos de corpos diferentes, processos cognitivos diferentes, e traços de personalidade diferentes.

Por isso poupem-me à porno chachada de "oh-meu-deus-vai-cair-o-mundo-porque-há-produtos-que-os-maus-da-empresas-colocaram-com-públicos-alvos-especificos-uns-para-meninas-outros-para-meninos".

Que seca.


quarta-feira, agosto 23, 2017

Há que dar a importância que tem...

Crianças naquela faixa etária à partida não sabem ler (ou pouco) portanto, caso lhes seja dado a escolher pela capa provavelmente escolherão o que acharem mais apelativo. O grave para mim é se por exemplo um menino escolher o que é cor de rosa e os pais não comprarem porque "é para meninas" ou vice-versa. Isso é que é grave na minha óptica.

Sinceramente, em relação a opção da editora, é uma opção fácil, atraente e que realmente apela ao público alvo. Uma temática como outra qualquer. Qualquer pessoa que trabalha em publicidade entende isso.

Conhecendo-me como conheço, acho que iria comprar os dois a um futuro filho, ou então ele que escolhesse o que preferisse.

Afinal, eu lia revistas das tartarugas ninja  e brincava com barbies. Sem complicações.


Acho que depende efectivamente da educação e valores que passamos.

Nota: Em relação à dificuldade dos exercícios, como não vi não posso falar, mas duvido que haja uma ideia por detrás, de que "as raparigas são menos inteligentes que os rapazes".






terça-feira, agosto 22, 2017

não interessa a distância ou sequer se as conheces

Há pessoas que são efectivamente tuas almas gémeas.

Ainda vejo a guerra dos tronos porque

- Gosto tanto da Brienne. =)
- quero ver se ainda surge um clima entre ela e o Jaime
- o John e a Dany ^^ vão se enrolar eventualmente.
- ainda espero que morra pessoas importantes (tanto Stark vivo irrita um bocadinho)

E é isto. Amor e Morte. Se não acontece bahhhhh...

(A sério? Um dragão fica um Caminhante? A sério? Com aquele plano tão mau e tão anos 80 do olho? A sério???) Nõ tinham nada mais original para fazer???)



sexta-feira, agosto 18, 2017

Do ter e não ter

É engraçado a percepção que as pessoas têm do dinheiro.

Independentemente de terem muito ou pouco constroem uma relação com ele que está inegavelmente relacionada com os seus valores, de como foram educados e dos constrangimentos económicos que tiveram ou não na infância.

Eu sempre tive pais com possibilidades financeiras limitadas e também com uma mentalidade de poupança., Nunca me faltou o básico, e para a escola tive tudo o que era necessário e a mais,  mas não havia para luxos ou objectos supérfluos. Além disso sempre me incutiram a ideia de poupar e de não se gastar, não só o que não se tinha, mas não gastar tudo o que tinha.

Por isso, se recebia algum dinheiro nos anos ou natais, enquanto criança e adolescente, a grande maioria guardava no mealheiro/caixa.  Poupar a longo prazo mas também a médio prazo. Lembro-me de estar um ano a poupar para comprar umas botas, as minhas primeiras botas de cano alto, com um bocadinho de salto. Tinha 17 anos. Obviamente isso significa sacrifícios. Para poupar da semanada sabia que por exemplo teria que ter cuidado com o que escolhia almoçar na escola, e levar lanche de casa, e nem pensar em ir ao cinema como muitos amigos meus iam, ou gastar dinheiro em doces.

 Durante a faculdade tive um trabalho ou outro. nas férias de verão, que deram para fazer uma viagem a barcelona (a minha primeira viagem fora do país, com excepção da viagem de finalistas do secundário a palma de maiorca) com duas amigas e ainda sobrou. poupei-o claro.

Se queremos umas coisas não podemos ter outras. 

Por isso quando acabei a Universidade e comecei a trabalhar a minha gestão do dinheiro foi rígida. Nunca me deram nada de mão beijada e eu sabia que se queria vir a ter coisas importantes teria que poupar para elas. Uma casa por exemplo. Que ainda não tenho, mas estou há 10 anos a poupar para uma entrada.
  
E foram sempre essas poupanças que me ajudaram quando estive desempregada.

Para estudar também. Vou fazer agora uma pós graduação  que custa 4500 euros e tenho orgulho em dizer que não preciso de pedir dinheiro a ninguém para a pagar. Claro que é uma grande diminuição das poupanças mas é algo em que acredito e que será óptimo para o meu desenvolvimento pessoal, intelectual e para trabalhar na área que estou a trabalhar com mais capacidades.


Mas como disse há várias opções que se tomam. Não viajei tanto como gostaria. Não fui aos concertos que gostaria de ter ido. Compro roupa muito raramente. E aquelas pequenas coisas, cabelos, unhas, pés, revistinhas ou outros pequenos luxos também é raro. E sei que grão a grão se consegue algo. E que vários grãos fazem uma quantia jeitosa
Se não se pode poupar 400, poupa 200, se não podes, poupa 100, se não podes poupa 50, se não podes poupa 20. Alguma coisa. É assim que penso.
Obviamente tenho técnicas para fazer esta gestão. Penso em percentagens.  Logo no principio do mês coloco o valor que quero poupar numa conta poupança. Divido o dinheiro que tenho para as minhas coisas por dias do mês para perceber quanto tenho diariamente. etc.

Não tenho uma relação fácil com dinheiro. Tenho um medo enorme de ficar sem chão, e não ter como me sustentar, se calhar por isso, foi sempre algo que me obriguei a fazer.

Posso dizer que hoje em dia sou mais flexível. Não penso tanto no dinheiro. Pouco sim, mas sabendo que não consigo de todo poupar como poupava, e que se às vezes não der para poupar nada não há problema. Vivo um bocadinho mais, sem pensar que estou a gastar o que não devia.

Mas é uma luta e um caminho. Gostava de ser mais leve e descontraída nisso. E vou aprendendo. 


sexta-feira, agosto 11, 2017

Do que não disse ontem

- Carinhoso
- Adoro o teu riso
- o teu lado racional que me impede de ficar perdida nos meus dramas
- A tua honestidade
- A tua generosidade.
- Seres boa pessoa. A triplicar.

E a que disse ontem, que é a que mais importa.

Por ao teu lado ser eu mesma.

terça-feira, agosto 08, 2017

segunda-feira, agosto 07, 2017

Estragam tudo

Pronto, já tornaram a Guerra dos Tronoa uma série mainstream como todas as outras. Já ninguém morre, e salvam-se das maneiras mais inacreditáveis.

Obrigada por estragarem coisas boas.

p.s. Sim coisas boas também é morrerem aqueles que não merecem.


quinta-feira, agosto 03, 2017

Sem glutén / sem lactose é o novo light

E qualquer dia também começam a dizer "sem glutén/sem lactose é mais perigoso que os normais porque tem mais coisas adicionadas"

Aos 3,2,1....

quarta-feira, julho 26, 2017

Biblioteca de bolso - Para leitores

Nunca fui muito de ver muitos vídeos on-line, nem de descobrir sites ou de outro tipo de aventuras. Sou um pouco resistente à mudança em termos de experimentar novas tecnologias ou meios de comunicação.

O que vou descobrindo, e pouco, é através de conselhos, de dicas, de opiniões de pessoas de quem valorizo opinião.

Recentemente rendi-me aos podcasts apenas porque falaram-me de um que é fantástico e que estou a ouvir de fio a pavio:

Biblioteca de bolso.

 Os autores descrevem-na da seguinte maneira: "Uma conversa informal, a três, sobre a relação que estabelecemos com os livros.Um podcast conduzido por Inês Bernardo e José Mário Silva"

Muito interessante para conhecer um pouco melhor personalidades do meio literário e perceber quais são os (3) livros que tiveram impacto na sua vida.

quinta-feira, julho 20, 2017

Sapatos clássicos check

Para além de uns sapatos de salto nude, o que queria há milénios eram umas botas pretas, em pele de cano alto e com um salto razoavel.

Tudo caro, a preços que não consigo pagar.
Vi este verão na Uterque umas botas mavilhosas, mas a 150 euros. Esperei pelos saldos, estavam a 90, mas desapareceram logo.

Felizmente na Uterque pode-se pode-se pedir que avisem caso o produto volte depois de esgotado.

E voilá, ontem a noite voltaram a ter o meu número, e como já estao em segundos saldos, ficaram a 70 euros.

No espaço de poucos dias terei as botas que gosto com mais de 50% de desconto e com qualidade.

Obrigada Uterque pelo maravilhoso serviço ao cliente.


quarta-feira, julho 19, 2017

Gosto de ser surpreendida

Mas ao pesquisar vejo coisas horrorosas e receio que as pessoas fiquem loucas.

Quem nunca recebeu uma túnica horrorosa ou um colar azeiteiro nos anos que atire a primeira pedra.

quinta-feira, julho 13, 2017

Eu não sou um ser social

E há três dias pensava "yes não tenho planos para o fim de semana, vou vegetar ou ir a praia com calma e sem stress".

Era segunda feira... devia ter anulado esse pensamento.

Já tenho um jantar de aniversário e um lanche.

Voltei a ser um baldinho de suor

Esta semana

1 hora de body combat
1 hora de spinning

Vamos ver se sábado ainda coloco uma horinha de qualquer coisa.

quarta-feira, julho 12, 2017

quinta-feira, junho 29, 2017

Clássicos: Sapatos Nude

Finalmente consegui comprar uns sapatos nude como eu queria. O salto certo. O tom certo. Todos em pele. E sem ser a um preço absurdo.

Mandei vir pela net (em loja física nem chegaram aos saldos)  e em dois dias chegaram.





Da Uterque. Antes 89 euros, agora 59,95 euros. 





quarta-feira, junho 28, 2017

Idade da Inocência

"Até que idade é que acreditaste em homens?"

Li agora, em género de brincadeira uma blogger a dizer que acreditou em homens até aos 28.
O resta do post não era sobre isso por isso não aprofundou, mas eu fiquei a pensar "e eu? até quando é que acreditei em homens".

Primeiro pensei, que tinha sido pelos 26 devido a um desgosto específico e único, mas pensando bem eu sabia bem ao que ia. Pensei mais atrás nos 20 e poucos com o primeiro grande desgosto de amor e também não, nop, não deixei de acreditar em homens. Pensei mais atrás com 15,17, 18 anos....mas  não, já era muito cínica nesta altura, género "óbvio que os gajos que se metem com gajas na net só têm interesse de lhes saltar para a cueca" ou "tipo, hello se ele diz isso é porque realmente não está interessado e se não quer mereces melhor" ou "a sério, achas mesmo que ele se disse isso quer algo contigo? Desiste!". Portanto ora bem, mais atrás. Aos 11 já amigas minha tinham namorados e tinham bué sonhos reais e irreais e eu "sério... tens 11 anos, isso não vai acontecer".
Enfim, estão a ver o  género.  Bem, como antes disso era uma criança e não uma adolescente e não tive traumas de infância nem nada disso, por isso acho que a verdade é "Nunca acreditei em homens. Nasci assim, pronto."

Portanto,

Nasci lúcida em relação à natureza dos homens. Não é mau de todo. Sempre fui um dos rapazes. E sempre me contaram coisas que não contavam a outras raparigas. E quando de repente percebi que até me achavam graça, lá para os meus quase 20 (andei distraída, a pensar que era assexuada, mas isso é assunto para outro post) percebi que essa visão não deslumbrada dos homens era uma vantagem.  Dá-nos uma clareza diferente. E isso também se mostra de alguma maneira. Devo ter uma energia diferente. Nunca nenhum homem , independentemente de achar que eu era "fácil" (todos tentam right) nunca me tratou como se eu fosse. Que eu saiba, (lá está lucidez,  não coloco as mãos no fogo por ninguém) quem me pertenceu, respeitou-me. Perceberam que comigo era a "sério" e se não era era porque eu não queria. Sempre fui muito frontal em relação a experiências passadas. Não interessa se são muitas ou poucas. Foram as que foram. E falo nisso sem tabus. Seja um relacionamento longo, seja algo de uma noite, seja outra coisa qualquer. Umas resultam. Outras não. Umas são bonitas. Outras cómicas. Outras foram momentos. Valeram por isso. É o que é. Não me arrependo de nada. Mas há coisas que talvez tivesse feito de forma diferente. Mas é isso que se chama crescer.

Nota: isso não tem nada a ver com o facto de me ter desiludido ou não. De me ter magoado ou não em relações. De me ter equivocado com sinais. Tudo isso faz parte da vida. De nos relacionarmos com outros seres humanos. O que me magoei, o que sofri, o que amei, nunca dependeu de uma imagem que não existia. E caso tenha sido, a responsabilidade é só minha por a ter criado e não do outro.

Parkinhas

Sonhei com praia, com malta amiga, com semi conhecidos e lá no meio, um voz, no meio da noite, uma voz que diz, sonante, reconhecível

"Nunca me esqueci de ti."



Os meus sonhos são do mais azeiteiro que há.


(sim, sim, é mesmo isso, da música do Rui Veloso)

sexta-feira, junho 16, 2017

Daqui a talvez 10 livros

Algo me diz que é este ano que a Montanha Mágica e os Budderbrock de Thomas Mann  vão ser lidos.

Já comentei que já li 80 livros este ano?

Acho que nunca li tanto (em média leio 100)

quarta-feira, junho 14, 2017

Comer, beber na zona de Vila Nova de Mil Fontes

Aproveitar 4 dias como se fossem as férias de Verão do ano dá nisto. Comer sem preocupações significa três kilos a mais. Mas também significa que há bons restaurantes por este portugal fora e que a zona de Vila Nova de Mil Fontes  ficou com uma boa cota.

Sempre gostei de comer bem e aqui encontrei tudo de bom: Comida portuguesa bem confeccionada, bons vinhos (eu e o meu namorado somos apreciadores) e funcionários simpáticos.

Como não sou egoísta e realmente fiquei bem impressionada cá vai a lista.

Sábado 10 de Junho

Almoço (ainda em viagem)
- Casa das Lamejinhas em Sarinhos Grandes: este restaurante é uma instituição ali para os lados do Montijo. Provem o arroz de lamejinhas, divinal. eu aproveitei com choco frito. E Imperial

Jantar 
- Dunas Mil em Vila Nova de Mil Fontes : doses maravilhosas, imenso marisco, comemos arroz de marisco com lagosta, mas ficamos com vontade de provar a travessa de marisco. Empregados muito simpáticos. Vinho branco, herdade das servas, reserva, fantástico. 

Domingo 11 de Junho

Almoço

- O Pescador, Vila Nova de Mil Fontes: Um robalo de mar de quase um kilo. Mais nada a acrescentar. (Sangria de frutos vermelhos boa)

Jantar
- A Flor de Mira, Vila Nova de Mil Fontes: O mais normal de todos, simpáticos funcionários e o tradicional porco frito com migas. Bom vinho tinto (não me lembro o nome, se me lembrar edito)

Segunda 12 de Junho

Almoço 

- Restaurante Ti Vitória em Zambujeira do Mar: peixe fresco, carapau no meu caso, bem assado e com vinho branco fresquinho da casa a acompanhar. 

Jantar

- Taberna do Gil, em Vila Nova de Mil Fontes: Empregadas pouco experientes, mas muito simpáticas e esforçadas, comida bem confeccionada e bebemos Monte das Servas tinto.

Terça 13 de Junho

Almoço

- Tasca do Celso em Vila Nova de Mil FOntes: Amei. Grande restaurante, empregados simpáticos, comida maravilhosa (que belo naco de vitela, dá para dois, se não para três), Vinho fantástico (Herdade de Sobroso, tinto)

Notas: "tudo" tem pimentos no Alentejo, para a próxima perguntar sempre! (não gosto de pimentos)




Ficar: Quinta das Varandas (Residencial, Pensão, Hotel 1 estrela, etc...) : muito agradável e com boa relação qualidade preço, além do edifício ser muito bonito. Funcionários muito simpáticos. 

terça-feira, junho 06, 2017

Ser uma leitora é III

Ir à feira do livro só dar uma voltinha para espiar o que se irá comprar na hora H  e voltar com 6 livros.

Ser uma leitora é II

Ir sozinha  à feira do livro porque assim posso ver descansada os livros que quero nas editoras que quero.

Ser uma leitora é

Chegar à feira do livro e existir uma prova de vinhos Alvarinho, e ir à feira do livro mesmo assim.

segunda-feira, maio 22, 2017

....As melhores letras de Amor

Volúpia serena e desequilibrada de que nunca vou querer prescindir.

Serão sempre de Desamor...

Nos momentos de inspiração, nas frases, nos cantores, nos livros, no desalento, é sempre ali ao fundo, onde guardo esses sentimentos que me (te) encontro.

Sem falsas desculpas, num doce prazer que nunca será culpa nem pecado, mas que está ali na ponta do precipício.

Parcas

Fofinhas....

Vocês são tão engraçadas não são?
Vão passarinhar para outro lado.

Sério.

sexta-feira, maio 19, 2017

O amor é lindo mas calminha

Aviso à navegação: adoro desde a primeira vez que ouvi a música "amar pelos dois". E ouvi-a fora de contexto, sem saber que tinha ido ao festival da canção portugues e que era a apurada para o festival da canção europeu. Mas não é surpresa que goste. Eu gosto do estilo. Eu gosto deste tipo de letra. Eu só gosto de canções de amor que falam de desamor (são as únicas que interessa).

Estou farta, fartinha, de covers, homenagens, versões, duetos, mixs e tudo e tudo e tudo.

quinta-feira, maio 11, 2017

Prenda de anos antecipada

Tive-a hoje. Acho que das melhores que podia ter.


p.s. Não não estou grávida.
p.s.2 Não, não vou casar.

segunda-feira, maio 08, 2017

Dos prematuros

Sou a única prematura do mundo a achar que isso não é nada de especial não é?

Deve ser porque nunca tive uma vida centrada nisso, nem me mimaram por causa disso.

Pessoal acontece. Sem dramas ok? Não não é especial. Não, nunca pensei muito nisso, até começar a perceber que é slogan para muita gente.

Que são isto. Que são aquilo. Que tem mais hipóteses de terem determinados problemas. Que são mais xpto. Que aguentaram o mundo, ou que não aguentaram.

Não, lamento.  Não sinto nada disso. Não sinto que faça diferença (independentemente de existirem ou não ligações a nível de saúde e de desenvolvimento).

Sim, deve ter sido muito chato e sofrido para os meus pais (por isso não tenho irmãos) e não quero ser insensível. Mas felizmente, felizmente nunca vivi a sentir o peso e o estigma de "oh-meu-deus-sobreviveste-a-um-ataque-cardíaco-e-dois-respiratórios-sem-sequelas" (só soube disto já perto dos 20 anos e porque calhou em conversa. Lá está tive pais com horror à vitimização. E ainda bem)



p.s. Não fui  prematura, fui aquilo a que se chama hoje um "grande prematuro" (às 25 semanas e meia) . Na altura acho que até se chamava "inviável" (falo de há quase, quase 32 anos atrás).  Só para colocarem em perspectiva.


quarta-feira, maio 03, 2017

Da felicidade (ou como sou irónica)

Felicidade, felicidade para mim é ler um bom livro enquanto como um chocolate milka.

Juro que duvido que haja muito mais coisas que me façam sentir tão bem.


Desde quando é que o ser feliz passou a ser uma obrigação?

A felicidade depende muito de nós, mas também não depende.

Dependendo do teu perfil de personalidade podes sentir-te em termos basilares mais feliz ou menos feliz, mais triste ou menos triste. Não és culpado disso. É mesmo assim. Não tens que te esforçar para ser algo que não és. No máximo tens que parar de te culpar por não estares sempre alegre. Não tens que estar. Nem sempre a sorrir. Não tens que estar sempre a sorrir. Essas obrigações matam a naturalidade. E na minha cabeça sem naturalidade, sem seres quem és, como é que podes ser feliz? E podes ser feliz todos os dias. Mas também podes ser só feliz às vezes. Não é OBRIGATÓRIO  nem há REGRAS. E a felicidade é diferente para cada um de nós. E não, não temos que todos os dias batalhar para ser mais felizes. No máximo, temos que batalhar para sermos mais nós mesmos (isto se quiserem, claro). Para muitos a felicidade tem a ver com a excitação dos desafios, para outros isso só trás ansiedade e stress, para muitos a felicidade depende das rotinas, para outros a rotina mata a felicidade, etc, etc.

E há muitas coisas que impedem a felicidade. Claro que há. Sejam financeiros, sejam perdas pessoais e emocionais ou saúde. Não me lixem. Ninguém consegue ser feliz à prova de tudo. A não ser, e já estou a ser muito simpática que tenha estruturas bases mega sólidas (seja financeiro, seja emocional, seja de saúde). E mesmo assim há quem não seja feliz. É NORMAL. Há requisitos mínimos. Mas cada um tem os seus. E como disse e volto a repetir, a felicidade é diferente para cada pessoa. E sim, também há pessoas felizes na maior das misérias. Pessoas felizes com cancro. Pessoas felizes sozinhas. Sim, tudo isso é possível. Não quer dizer que seja possível para toda a gente. Não quer dizer que seja desejável que seja assim para toda a gente. Já disse que o próprio conceito de felicidade é diferente para cada um de nós não já?

A minha felicidade por exemplo. A minha felicidade chama-se paz de espírito (podem também chamar-lhe equilíbrio pessoal se quiserem). Mas não importa se não sabes qual é a tua felicidade. Não é por aí que não és feliz, ou não serás de vez em quando. A felicidade não é um estado imutável e constante.

Esta procura incansável da felicidade irrita-me. Irrita-me porque normalmente vem associado a obrigações várias (sorri todos os dias, dá graças pelo que tens, pensa em 10 coisas que adores, blá blá blá), a projetos que nem toda a gente pode/quer fazer (viagens fantásticas, experiências do arco da velha, etc) ou a relações (poucos amigos mas bons; muitos amigos mas bons; a família é que é, sozinho é que eu estou bem, etc), estilos de vida ( frugais, consumistas, experiencialistas, etc), alimentares (todas-as-dietas-contraditórias-entre-si-que-prometem-um-corpo-melhor-e-ainda-como-bonús-felicidade-eterna) ou ainda os estatutos da vida (imagem, coisas, carreira, etc). Que seca que são as fórmulas. Pode ser tudo isso. Mas pode não ser nada disso.

A felicidade depende muito de nós, mas também não depende. 

Vamos tentar relaxar um bocadinho sim? E libertarmo-nos destas amarras de "tenho que ser feliz sempre ou morrer a tentar porque só assim vale a pena."





quarta-feira, abril 26, 2017

Sobre a moda dos guarda roupas "Cápsula"

Não percebo porque são considerados o "Uau" da década.

Sempre tive pouca roupa e sempre consegui mistura-la toda entre ela.

Chama-se bom senso*, algum bom gosto e basicamente não comprar peças foleiras.

Precisam mesmo de fashion advisors para isto?




* saber que é um desperdício ter montanhas de roupa; saber que isso é fútil, saber que o dinheiro não chega para tudo....

IRS 2016

Não percebo o stress/histerismo/ alegria/expectativa. É o que vejo em fóruns sobre o tema.

Mas não fazemos o mesmo todos os anos?

Até percebo ficar contente por a simulação dar que se vai receber (especialmente porque parece que este ano em geral os valores são maiores), mas daí a viver para isto...

Cristo...

sábado, abril 22, 2017

20.698 carateres

Ontem participei em algo em que nunca pensei seriamente participar.
Sei que muito provavelmente não terá consequências  externas, mas teve em mim impacto.
Deu-me motivação.

quinta-feira, abril 20, 2017

Uma das minhas irritações atuais

Apercebi-me de manhã, ao pensar ir comer uma sandes com fiambre que para grande parte de um público preocupado com a alimentação, esta sandes de fiambre é um verdadeiro veneno, com efeitos inarráveis , imediatos e irreversiveis para quem a consume.

 Adoro, especialmente os que afirmam e que procuram muita informação (da internet), de sites "fiáveis" e - nunca os vi referirem evidências cientificas,  publicações em revistas de especialidade, mas isso já era pedir muito né?

Não, os livros medíocres em que qualquer pessoas sem o mínimo de competência fala sobre alimentação ou os "artigos" em páginas duvidosas que viram no facebook são muito mais importantes.

Fora isso, estou farta desta vaga de pandilhas das morais e bons costumes  em formato alimentação.  A suposta superioridade moral derivado de gostos ou de contextos sócio-culturais irritam-me.








Pensamentos de uma escrevinhadora

Muito respeitinho pelas incongruências nos livros, muito respeitinho.

"Aquele momento em que não sentimos rigorasamente nada"

Um brinde aos momentos gloriosos!

quarta-feira, abril 19, 2017

Isto devia servir como motivação

Acabei de ver que o Cláudio Ramos lançou um livro.

Juntaram-se duas modas que abomino:
- toda a gente pensa que sabe escrever e escreve e publica;
- esta idea do zen e do equilibrio, e do respirar e do mindfulness (já estou tão fartinha deste conceito, e em termos teoricos até ahcava graça. ,mas lá está falo de evidência cientifica, não de livros baratos de auto ajuda fajuta)


segunda-feira, abril 17, 2017

Hoje estou tão palavrosa

O que sei que não consigo aceitar, e que me custa a engolir, e que me faz sentir uma mágoa intensa, um calafrio, uma sensação de erro é pensar que há Homens que podem não respeitar o Amor que uma Mulher lhes concedeu.

Podem não amá-la de volta. Acontece.
Podem magoá-la. Concedo isso.
Podem feri-la. São as regras do jogo.

Mas não há maior cobardia do que um Homem que não respeita o Amor que uma Mulher lhe devotou.




Caras pessoas com a mania que comem melhor do que os outros e que isso vós dá qualquer tipo de superioridade moral ou de outro

Encontramo-nos no espaço optimista de 100 anos no caixão para conversar sim?

Eu bem que preciso de emagrecer mas não me deixam

A minha mãe ainda me oferece ovos kinder dos grandes pela Páscoa.

Sim, sou intolerante à lactose e por isso não devia comer ovos kinder (têm mesmo muito leite) mas passo pela farmácia antes e compro dos comprimidos que me salvam, e que tratam da saúde à lactose.

Aviso útil a a todos que gostem de esplanadas e de mojitos

Estão a ver o Mojito* do quiosque da Ribeira das Naus que era óptimo o ano passado?

Esqueçam, este ano está péssimo, aproveitem a vista e peçam outra coisa, talvez uma imperial para irem pelo seguro.

*Além de ser muito caro em relação a outros sítios, mesmo naquela zona altamente turística e consequentemente altamente cara.

Onde não estou crescida

Sempre quis fazer as coisas apenas quando saissem perfeitas.

Acontece que existem coisas que só ficam perfeitas tentadas várias vezes.

quinta-feira, abril 06, 2017

Frugalidade

Sempre fui uma pessoa muito consciente dos meus gastos e das minha poupanças. Nunca, mas nunca gastei mais do que o que tinha e sempre tentei precaver-me poupando o mais possível. Isto não significa que não usufrui dos prazeres da vida ou que tenho uma poupança enorme. Significa que se por exemplo comprava bilhetes para ir a um concerto não poderia comprar roupa nesse mês ou que teria que ter mais cuidado com almoçar ou jantar fora por exemplo. Mas sempre consegui poupar uma percentagem agradável do que ganhava, pagar as minhas despesas e ainda me sobrar para andar confortável (não à vontadinha mas confortável).

Agora isso mudou um pouco. Tenho mais despesas  do que antes de morar junta (renda da casa, supermercado, água, luz, gás, tv cabo) e menos rendimento (ganho menos do que no meu anterior trabalho). Estas duas variáveis combinadas (porque já vivia junta com um ordenado melhor) tornam a coisa complicada. Não digo trágica porque felizmente continuo a ter o suficiente para as despesas e com dois pequenos luxos, ginasio low cost a 28 euros por mês + 30 euros de gasolina e portagens para conseguir ir fazer duas vezes por mês o voluntariado que faço há mais de 10 anos (sou louca eu sei) e ainda consigo colocar uma quantia pequena de lado (para seguros que pago anualmente) mas é só. Fico mesmo com muito pouco para nem que seja os cafés ou um jantar fora. Basta uma despesa qualquer extra não esperada para não ser possível. E muito menos dinheiro para férias (estou com uma bolsa, portanto sem subsidios de férias nem de Natal)

Este post não é para me queixar de todo. O post está colocado assim por uma questão de transparência e por achar que o dinheiro não é um tabu. Estou contente deter voltado a ter trabalho e estar em algo que me motiva, mas esta parte é complicada.

Não tenho problemas com a frugalidade, sempre tive que ser, mas é complicado gerir os pequenos prazeres da vida e especialmente a ideia de férias ou a ideia de prendas de Natal (gosto muito de dar prendas de Natal). Não tem a ver com a ideia de não ser feliz com menos. Eu sempre fui feliz com menos. Tem a ver com parecer limitar-me estar com amigos (acaba sempre por ser almoços ou jantares, ou copos numa esplanada, ou algo do género) e saber que nao o posso fazer com descontracção.  E é isso que me angustia um bocadinho.


quarta-feira, abril 05, 2017

Para não me esquecer dos títulos de que nunca me esqueço das canções

Tudo diferente, Tudo diferente. Tudo diferente.

Sou apenas uma leitora que gosta de escrever

Tenho saudades e uma ânsia de escrever. Sobre o árido dos dias, sobre pessoas, sobre a poesia que de vez em quando se instala em mim. Sobre os momentos em que sou verdadeiramente feliz. Sobre os momentos em que me perco em momentos que são só meus. Naqueles momentos de tristeza sepulcral, daquela tristeza que gosto tanto de sentir pois apenas significa saudade, nostalgia, e que sim, que eu senti. Do que sinto. Do que descubro em mim. Do muito mesmo que fui perdendo do que sou. Do que ganhei. Do que continuo a ser.

Coisas que acho ao contrário de toda a gente II

Também não adoro o Pulp Fiction.


Há livro? Pois...

Não há livro? De certeza que se houvesse era melhor.

Coisas que acho ao contrário de toda a gente

A trilogia O Padrinho não é fantástica.


Leiam o livro e depois falamos.


quarta-feira, março 29, 2017

Afinal caiu um mito

Ao fim de quase 32 anos aconteceu o o impensável:

Queimei arroz. Mas a sério. Do género nunca-mais-vou-ver-o-fundo-deste-tacho-da-mesma-cor-que-tinha-outrora.

quinta-feira, março 23, 2017

Do verdadeiro vs inspiracional

- Nunca fui de tribos, ou de querer pertencer a uma ou outra corrente. Até o contrário, "ofende" o meu eu individual pensar que só ganho forma por pertencer a determinada tribo, grupo. Eu sou muitas coisas e por isso não posso  nem quero ser caracterizada, estereotipada por fazer isto ou aquilo ou ser deste grupo ou daquele. Mas percebo que para muitas pessoas, a maioria, o sentido de pertença e a criação de laços necessita deste tipo de bandeiras. Percebo porque faz todo o sentido. Digamos que sou uma anormalidade estatística nesse caso. E apesar de às vezes também necessitar dessa ideia de grupo (sou humana e a ideia de grupo é muito forte) noto que só preciso muito de vez em quando. E não tem nada a ver com ser solitária. Sou bicho do mato e gosto de fazer coisas só comigo, mas adoro as minhas pessoas. Só não preciso de grupos para ser feliz.

- É curioso como é fácil criar cenários perfeitos das nossas vidas pela internet. É muito fácil. É só escolher bem as palavras e o normal passa a aspiracional, idílico ou zen. Acho interessante a imagem que as pessoas querem projetar. percebo, não critico mas nada do que sou passa por aí. Cada vez mais, o que leio, o que sou e o que incorporo afasta-se  dessa ideia. 

quarta-feira, março 22, 2017

Respira e continua o teu caminho "como se o vento fosse todo o meu resguardo"

Não sabendo se é por crueldade, cobardia, distracção ou pura saudade, nesses momentos há em mim algo em que se enrola ternura, nostalgia e desagrado.

Porque já não estou aí. Ainda bem que já não estou aí. Mas passei. 



p.s. ao som de Jorge Palma- Ser do vento

Definição de generosidade

Na sexta passada depois de ter ido a uma conferência de um projeto onde tive uma pequena participação apeteceu-me mesmo muito um café, até porque ainda não tinha bebido.

Mesmo ao pé do metro que ia apanhar estava um quiosque de café, simples e humilde, sem publicidades. Um sítio normal, onde quem bebia café ou cerveja seriam os trabalhadores  das zonas à volta. Sem muita clientela portanto. Num sítio não in de Lisboa (e ironicamente a tão escassos metros de sítios tão trendy) Um sítio sem história, sem modernidade, sem ser tendência, que deve estar ali aberto há anos e anos, com a mesma clientela e um ou outro de passagem que vai para o metro.  Assinalo este facto, de ser de aspecto normal/humilde porque realmente é muitas vezes contrastante com todo o brilho de cafés e sítios mais trendy e onde dúvido que acontecesse a cena que vi.

Pedi um café ao senhor do quiosque e havia mais duas ou três a beber café e a comer qualquer coisa. Chega um senhor que trabalha para a Cais (estava com o colete amarelo vestido) e pediu uma mini. O senhor do quiosque continua a servir o que estava a fazer como se nada fosse e coloca a frente do senhor da Cais uma chamuça e continua a fazer o que estava a fazer. Foi algo tão natural que eu até pensei "será que percebeu mal, o senhor queria uma cerveja e não uma chamuça", enquanto o senhor da Cais olha e volta a olhar. Nesse momento no meio do servir cafés o senhor do quiosque  coloca-lhe à frente a cerveja. E só só percebi.  E bateu-me. Porque são estes gestos, estes grandes grandes gestos que me mostram que a humanidade é fixe. E juro que me apetecia dar beijinhos ao senhor do quiosque. E passar lá mais vezes a beber café. Só porque naquele bocadinho fez-me acreditar um bocadinho mais neste mundo.

Por isso escrevo aqui. Para me relembrar. Para quando a minha memória se esquece.

segunda-feira, março 20, 2017

Mais um ser vivo nesta casa =)

Desde que moro nesta casa em Lisboa (há um ano e 5 meses) queria ter uma planta. Sempre vivi em casas com plantas e acho que dão logo outra alegria e um ar mais bonito à casa. Não posso ter muitos pois a casa é pequena, mas queria uma para a sala de estar, e a seu tempo uma para o hall de entrada (provavemente aqui optarei por flores secas, o meu gajo é alérgico a poléns).
Como não era uma prioridade fui deixando passar até que há 3 semanas fomos à procura da nossa planta. Decidimos ir ao Orto do Campo Grande pela variedade.

Sempre gostei de plantas com folhas grandes por isso as minhas preferências iriam para a costela de adão ou a patas de cavalo - peço desculpa, mas sou do campo, não sei termos técnicos e não ia googlar só para parecer bem - mas no espaço onde a queria colocar aqui em casa, iria sufocar rapidamente, pois não teria o espaço conveniente para crescer.

Assim escolhi esta, com um crescimento mais vertical e que também tem uma folha bonita =) Estou muito orgulhosa, acho que faz toda a diferença na nossa salinha mini (redundante mas é mesmo assim) e até já cresceram umas folhas novas, por isso por enquanto ela está feliz no seu novo habitat.  No foto está um pouco à frente do seu espaço para apanhar um solinho da varanda que ela gosta =)

Para quem interessar, o vaso, não é um vaso, não queria vaso de ceramica ou de outro material semelhante, queria um cesto (de serapilheira ou de verga moldável) porque tem mais a ver com o meu gosto e encontrei este do tamanho certo no Continente. na zona de decoração. 





quinta-feira, março 16, 2017

Falando de La La Land e da canção do Festival da Canção

Gosto, gosto muito, porque me tocam em certos nervos, em pontos sensíveis que julgo insensibilizados, embotados, anestesiados ou mesmo moribundos.

quarta-feira, março 15, 2017

Sobre desporto e sobre o gostar de suar

Sou a única mulher que usa os mesmos ténis para o ginásio (para corrida ao ar livre uso outros) há mais de 5 anos não sou?

Sou a única mulher que pega nas t-shirts largas que oferecem nos trails e caminhadas e vai assim para o ginásio não sou?

Sou a única mulher que não usa tudo a condizer, justinho e super mega fashion não sou?


Fixe, gosto de mim diferente.

p.s. Gosto de desporto pelo que me faz, por suar a pontes, por sentir o corpo mais resistente e tonificado (infelizmente, pelo menos para já, não mais magro) e não, não me motiva conjuntos (outfits né?)fashions de desporto.

terça-feira, março 14, 2017

Sobre o dia da mulher - Notas

1. Sou feminista. Acho que sempre fui, apesar de há uns anos não me assumir dessa maneira por achar um rótulo demasiado forte e demasiado ligado a uma ideia agressiva, autoritária e "morte-aos-homens" que não tem nada a ver comigo. Mas agora, mais velha, com mais conhecimento e com mais noção do panorama do mundo, afirmo-o sem medos. Sem bandeiras e gritos altos, mas sem medos. Porque ainda há muitas injustiças e desigualdades. Porque em cada momento em que tenho que pensar se vou por uma determinada rua, no comprimento da saia, no comentário engraçado-machista de um colega, no paternalismo, no interromperem-me, no ganhar menos em funções iguais e na sempre malfadada falta de equiparação nas tarefas domésticas, vejo que ainda não está tudo bem.

2. Mas. não nego, e vejo todos os dias, que muitas vezes, infelizmente, e sem terem muitas vezes consciência disso, são as próprias mulheres que, de algum modo, perpetuam mitos e ideias que não nos ajudam. Porque queremos tanto ter a auto-estima elevada, mostrar que somos boas, dignas que o fazemos através de comparações que só nos humilham a todas.

3. Exemplo: Estive num jantar do dia da mulher este sábado com quase 300 mulheres. Quase no fim do jantar houve um espectáculo de dança do ventre executado muito bem por uma bailarina. Enquanto durava a dança ouvisse vários tipos de comentários, desde a barriguinha saliente da dançarina, ao facto de ser "cómico" uma dança do ventre num jantar de mulheres, até meios sorrisos e risos de gozo.

4. Porquê? Porque não somos, em geral, capazes de apreciar a dança só por si? E de ver apenas uma mulher com a coragem de se expor assim? Mostrando exactamente o oposto, que não interessa, mesmo, o corpo que temos para saber fazer aquele tipo de dança de maneira sensualona e aguerrida? E daí que estamos num jantar de mulheres? Tinha que ser um homem a despir-se para acharmos que somos as donas de mundo e etc?


segunda-feira, fevereiro 27, 2017

PDI* ainda não me apanhaste completamente

Queixo-me e sinto o efeito da passagem dos 20 para os 30. Especialmente para as mulheres, esta passagem, traz-nos, não há discussão possível, mudanças hormonais e físicas inegáveis que não vou agora aqui lamentar mas que existem.

E também mentais e energéticas.

Mas, há sempre um mas, um copo meio cheio, e  é a primeira vez na vida que estou a aguentar ver a noite dos Óscares até ao fim.


*eu sei que toda a gente sabe que pdi é puta da idade, mas nunca se sabe, por isso fica aqui...

terça-feira, fevereiro 21, 2017

Partir um dentro parte V

Já passaram quase 3 horas desde a anestesia. QUANDO É QUE PARO DE ME BABAR?

Partir um dente parte IV

Consulta feita. Dente arranjando ou desenrascado que não há milagres para a quantidade de dente que se partiu. Lábios parecidos aos da Angelina Jolie

Partir um dente parte III

Os amigos são mesmo o melhor do mundo. Consulta marcada para dentista amiga do amigo.

Partir um dente parte II

Qual a probabilidade de isto acontecer no exacto dia em que o teu melhor amigo que é dentista estar em casa doente?

Partir um dente parte I

Tipo, não é "oh não parti um cantinho de um dente!" não não não, parti mesmo uma face completa de um dente. E não doeu. Como é que isto acontece sem me aperceber?

domingo, janeiro 29, 2017

O Pai

Adoro teatro. Para mim, sempre uma arte superior a todas as outras visualmente falando (cinema), estando a par com a literatura e a música.
Foi algo de que aprendi a gostar. Ao fazê-lo. Fiz teatro amador no grupo de teatro da minha faculdade e mais tarde num grupo de teatro amador de um cidade perto de onde morei. Fui para o teatro quase por capricho, para perceber o que era, por causa dos jogos, dos exercícios, para me soltar e descobrir. E aprendi que amava esta arte.

Por isso, não tanto como gostaria, vou ao teatro.
Esta noite fui ver ao Teatro Aberto a peça "O Pai", com pelo menos dois actores conhecidos do grande público, João Perry e Ana Guiomar. Trata de um idoso com princípios de demência e das consequências que isso traz nos relacionamentos com a filha e com genro. Grande peça, com pormenores cénicos brilhantes, com um grande respeito pela reprodução exacta do que trata essas doenças mentais (como psicóloga, achei muito humano o modo como o fizeram), e João Perry a fazer um grande grande papel.

Vão ao teatro. Vão a esta peça. Vão gostar.

p.s. E atrás de mim sentou-se o  Miguel Guilherme, OMG, OMG!

segunda-feira, janeiro 02, 2017

Dia 1 - 2017

2016 não foi um ano fantástico. Não acaba fantástico.
Emocionalmente foi um ano complicado. Em termos de trabalho também (voltei a estar desempregada, depois do financiamento do projeto onde estava ter acabado).

Sinto que tenho cada vez mais planos adiados ou cancelados. E que isso é difícil de gerir. E que me faz isolar e afastar de todos os que me amam. Porque, felizmente, a vida das pessoas que amo, está em geral a seguir o seu rumo, e eu estou "parada".

E sinto que perco muito das coisas boas da minha personalidade. E não quero isso. E disso tenho que me responsabilizar, porque depende exclusivamente de mim, ao contrário de trabalho, dinheiro e estabilidade financeira.

Quero que o contexto não faça de mim esta pessoa defensiva, mesquinha e "odiosa" que me torno as vezes.Quero ter paciência e ser mais generosa.

Quero ser a pessoa que gosto em mim.

O dia 1 correu bem. 





Like a boss

Portanto, daqui a 10 anos gostaria  estar num tal nível que faria e trataria como meus secretários particulares, o presidente português de u...