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A mostrar mensagens de 2017

É uma analogia

Há sempre aqueles momentos em que tenho uma ideia, me ocorre uma frase, provavelmente uma banalidade qualquer, que me apetecia tanto partilhar contigo.

Mas já não está aí.


p.s. Terei sempre a ideia que After Dark - Os Passageiros da Noite é o nosso livro. Mesmo que tu não saibas.

p.s.2 Posso ser uma azeiteira, mas a Grey's Anatomy faz-me sempre ter ideias destas.

Dos fogos

Sou a única pessoa irritada e a pensar que está farta de demagogias e que tentam arranjar bodes expiatórios?

Eu lamento muito as perdas, humanas e materiais, e compreendo que a quente se diz muita coisa, mas dizer "que os iam deixar morrer ali" quando as pessoas se metem nas autoestradas sem pensar...como se alguém quisesse que as pessoas morressem é só... enfim... nojento.


"A poesia não aqueçe os pés à noite..

Às vezes, nos momentos de fraqueza, de dúvida, de medo de ser crescida, do compromisso, de lágrimas, da dureza dos dias, apetece-me recuar, correr para trás, aos momentos em que tudo o que tinha do futuro eram as minhas expectativas e certezas e tudo o que tinha do presente era quimera, mas ao mesmo tempo,  tão cheio de promessas,vás, volúveis, doces e sedutoras.

Apetece-me voltar aos dias em que achava que os universos paralelos um dia me encontrariam e nas canções onde isso me era segredado ao ouvido.

---mas de vez faz-me falta ler aquelas páginas."

Há dias...

Em que o clima, o ar, qualquer coisa (as músicas, ai as músicas)  me levam irremediavelmente para outro lado....outro tempo, outro universo paralelo....


Sim, adoro chocolate

Ontem o meu jantar foi um balde de gelado da Ben e Jerrys.

Antes que achem escandaloso, é só meio litro de gelado. Sou menina para comer um litro na boa (como já o fiz dos gelados da carte dor),

E sim, não é muito saudável. Mas também não o faço todos os dias.

E soube-me maravilhosamente.

(E não não fico mal disposta)

Já repararam

Que as imagens que aparecem nos ecrãs das tvs à venda para mostrar a qualidade da mesma e a sua multiplicidade de cores são exactamente aquelas a que fazemos mais rapidamente zapping caso estejamos a ver televisão?

Praticidade - 0 Cultura - 300

A partir deste mês comecei em contenção de custos enormes estipulando rigorosamente quanto gasto por mês.

Sendo muito certinha  e gastando so mesmo os mínimos olímpicos, o que faço quando vejo que vai sobrar qualquer coisa (digamos 40 euros)?

Compro uma camisa ou duas, que estava mesmo a precisar, porque as minhas tem todas 5 anos para cima e já viram melhores dias?

Compro umas calças de tecido porque também dá jeito para o trabalho?


Não...

Compro dois bilhetes para ir ver o Avenida Q.

E é isto. 


Quem nunca...

Fez crepes só para não parecer muito mal comer Nutella à colher?

... ou usou massa folhada e fazer croissants de Nutella...

Pois, porque comer Nutella à colher é um abuso, "que lambona" mas duplicar as calorias com massa de crepe ou massa folhada já está ok.


...









Como o vídeo que vi hoje por exemplo

Não consigo ver situações injustas. Pessoas que na aleatoriedade da vida ficam sem nada. Não gosto de ver pessoas a pedir. É egoísmo meu, eu sei. Mas fico com um peso enorme. Sinto um peso enorme na cabeça, nas costas, no coração. Sinto-me culpada. Como se a culpa fosse minha. Porque não faço nada. Sou culpada porque não faço nada e devia fazer. Mas não sei o que fazer. Não sei mesmo. E não tem fim esta sensação. Porque há sempre pessoas em situações miseráveis. Algumas, muitas delas, tão dignas. Tenho vergonha. Não delas. De mim. De ter a certeza que não tenho nem um bocadinho daquela dignidade. Fico com a garganta apertada quando testemunho essas situações. O que é que eu posso fazer? O que é que eu posso fazer...


Daqui.


Eu a estudar sou feliz

Contagem decrescente para voltar a estudar e para fazer uma pós graduação que me motiva, me permitirá crescer pessoalmente e profissionalmente.

Vai ser um ano muito duro, com uma carga semanal de aulas e exames pesada, mas vai valer a pena de certeza. 

Ansiosa, ansiosa.

Ainda sobre a igualdade entre sexos II

A verdadeira igualdade entre sexos não é necessariamente pessoas (normalmente homens) mal educadas, mal formadas mandarem piadas/pirotos/ordinarices a outra pessoa (normalmente do sexo oposto, normalmente mulher).

A verdadeira igualdade, é eu, como mulher, logo fisicamente mais frágil, e formatada para ignorar esse tipo de comentários, não ter medo, não ter vergonha e enfrentar a pessoa mal educada e mal formada:

"Disse alguma coisa? Deve estar com algum problema! Não admito que se diriga a mim dessa maneira."

E ir-me embora.

Já o fiz.

Um pequeno passo, mas para mim foi um grande passo.




Ainda sobre a igualdade entre sexos.

Em simples:

Tudo se resume a que mulheres e homens tenham os mesmo direitos e deveres e que nenhum seja considerado superior ou inferior ao outro, independentemente de terem, em geral, força diferente, gostos diferentes, maneiras de raciocinar diferentes, fototipos de corpos diferentes, processos cognitivos diferentes, e traços de personalidade diferentes.

Por isso poupem-me à porno chachada de "oh-meu-deus-vai-cair-o-mundo-porque-há-produtos-que-os-maus-da-empresas-colocaram-com-públicos-alvos-especificos-uns-para-meninas-outros-para-meninos".

Que seca.


Há que dar a importância que tem...

Crianças naquela faixa etária à partida não sabem ler (ou pouco) portanto, caso lhes seja dado a escolher pela capa provavelmente escolherão o que acharem mais apelativo. O grave para mim é se por exemplo um menino escolher o que é cor de rosa e os pais não comprarem porque "é para meninas" ou vice-versa. Isso é que é grave na minha óptica.

Sinceramente, em relação a opção da editora, é uma opção fácil, atraente e que realmente apela ao público alvo. Uma temática como outra qualquer. Qualquer pessoa que trabalha em publicidade entende isso.

Conhecendo-me como conheço, acho que iria comprar os dois a um futuro filho, ou então ele que escolhesse o que preferisse.

Afinal, eu lia revistas das tartarugas ninja  e brincava com barbies. Sem complicações.


Acho que depende efectivamente da educação e valores que passamos.

Nota: Em relação à dificuldade dos exercícios, como não vi não posso falar, mas duvido que haja uma ideia por detrás, de que "as raparigas são menos inteligen…

Ainda vejo a guerra dos tronos porque

- Gosto tanto da Brienne. =)
- quero ver se ainda surge um clima entre ela e o Jaime
- o John e a Dany ^^ vão se enrolar eventualmente.
- ainda espero que morra pessoas importantes (tanto Stark vivo irrita um bocadinho)

E é isto. Amor e Morte. Se não acontece bahhhhh...

(A sério? Um dragão fica um Caminhante? A sério? Com aquele plano tão mau e tão anos 80 do olho? A sério???) Nõ tinham nada mais original para fazer???)



Do ter e não ter

É engraçado a percepção que as pessoas têm do dinheiro.

Independentemente de terem muito ou pouco constroem uma relação com ele que está inegavelmente relacionada com os seus valores, de como foram educados e dos constrangimentos económicos que tiveram ou não na infância.

Eu sempre tive pais com possibilidades financeiras limitadas e também com uma mentalidade de poupança., Nunca me faltou o básico, e para a escola tive tudo o que era necessário e a mais,  mas não havia para luxos ou objectos supérfluos. Além disso sempre me incutiram a ideia de poupar e de não se gastar, não só o que não se tinha, mas não gastar tudo o que tinha.

Por isso, se recebia algum dinheiro nos anos ou natais, enquanto criança e adolescente, a grande maioria guardava no mealheiro/caixa.  Poupar a longo prazo mas também a médio prazo. Lembro-me de estar um ano a poupar para comprar umas botas, as minhas primeiras botas de cano alto, com um bocadinho de salto. Tinha 17 anos. Obviamente isso significa sacrifício…

Do que não disse ontem

- Carinhoso
- Adoro o teu riso
- o teu lado racional que me impede de ficar perdida nos meus dramas
- A tua honestidade
- A tua generosidade.
- Seres boa pessoa. A triplicar.

E a que disse ontem, que é a que mais importa.

Por ao teu lado ser eu mesma.

Estragam tudo

Pronto, já tornaram a Guerra dos Tronoa uma série mainstream como todas as outras. Já ninguém morre, e salvam-se das maneiras mais inacreditáveis.

Obrigada por estragarem coisas boas.

p.s. Sim coisas boas também é morrerem aqueles que não merecem.


Biblioteca de bolso - Para leitores

Nunca fui muito de ver muitos vídeos on-line, nem de descobrir sites ou de outro tipo de aventuras. Sou um pouco resistente à mudança em termos de experimentar novas tecnologias ou meios de comunicação.

O que vou descobrindo, e pouco, é através de conselhos, de dicas, de opiniões de pessoas de quem valorizo opinião.

Recentemente rendi-me aos podcasts apenas porque falaram-me de um que é fantástico e que estou a ouvir de fio a pavio:

Biblioteca de bolso.

 Os autores descrevem-na da seguinte maneira: "Uma conversa informal, a três, sobre a relação que estabelecemos com os livros.Um podcast conduzido por Inês Bernardo e José Mário Silva"

Muito interessante para conhecer um pouco melhor personalidades do meio literário e perceber quais são os (3) livros que tiveram impacto na sua vida.

Sapatos clássicos check

Para além de uns sapatos de salto nude, o que queria há milénios eram umas botas pretas, em pele de cano alto e com um salto razoavel.

Tudo caro, a preços que não consigo pagar.
Vi este verão na Uterque umas botas mavilhosas, mas a 150 euros. Esperei pelos saldos, estavam a 90, mas desapareceram logo.

Felizmente na Uterque pode-se pode-se pedir que avisem caso o produto volte depois de esgotado.

E voilá, ontem a noite voltaram a ter o meu número, e como já estao em segundos saldos, ficaram a 70 euros.

No espaço de poucos dias terei as botas que gosto com mais de 50% de desconto e com qualidade.

Obrigada Uterque pelo maravilhoso serviço ao cliente.


Eu não sou um ser social

E há três dias pensava "yes não tenho planos para o fim de semana, vou vegetar ou ir a praia com calma e sem stress".

Era segunda feira... devia ter anulado esse pensamento.

Já tenho um jantar de aniversário e um lanche.

Clássicos: Sapatos Nude

Finalmente consegui comprar uns sapatos nude como eu queria. O salto certo. O tom certo. Todos em pele. E sem ser a um preço absurdo.

Mandei vir pela net (em loja física nem chegaram aos saldos)  e em dois dias chegaram.





Da Uterque. Antes 89 euros, agora 59,95 euros. 





Idade da Inocência

"Até que idade é que acreditaste em homens?"

Li agora, em género de brincadeira uma blogger a dizer que acreditou em homens até aos 28.
O resta do post não era sobre isso por isso não aprofundou, mas eu fiquei a pensar "e eu? até quando é que acreditei em homens".

Primeiro pensei, que tinha sido pelos 26 devido a um desgosto específico e único, mas pensando bem eu sabia bem ao que ia. Pensei mais atrás nos 20 e poucos com o primeiro grande desgosto de amor e também não, nop, não deixei de acreditar em homens. Pensei mais atrás com 15,17, 18 anos....mas  não, já era muito cínica nesta altura, género "óbvio que os gajos que se metem com gajas na net só têm interesse de lhes saltar para a cueca" ou "tipo, hello se ele diz isso é porque realmente não está interessado e se não quer mereces melhor" ou "a sério, achas mesmo que ele se disse isso quer algo contigo? Desiste!". Portanto ora bem, mais atrás. Aos 11 já amigas minha tinham namorado…

Parkinhas

Sonhei com praia, com malta amiga, com semi conhecidos e lá no meio, um voz, no meio da noite, uma voz que diz, sonante, reconhecível

"Nunca me esqueci de ti."



Os meus sonhos são do mais azeiteiro que há.


(sim, sim, é mesmo isso, da música do Rui Veloso)

Comer, beber na zona de Vila Nova de Mil Fontes

Aproveitar 4 dias como se fossem as férias de Verão do ano dá nisto. Comer sem preocupações significa três kilos a mais. Mas também significa que há bons restaurantes por este portugal fora e que a zona de Vila Nova de Mil Fontes  ficou com uma boa cota.
Sempre gostei de comer bem e aqui encontrei tudo de bom: Comida portuguesa bem confeccionada, bons vinhos (eu e o meu namorado somos apreciadores) e funcionários simpáticos.

Como não sou egoísta e realmente fiquei bem impressionada cá vai a lista.
Sábado 10 de Junho
Almoço (ainda em viagem) - Casa das Lamejinhas em Sarinhos Grandes: este restaurante é uma instituição ali para os lados do Montijo. Provem o arroz de lamejinhas, divinal. eu aproveitei com choco frito. E Imperial
Jantar  - Dunas Mil em Vila Nova de Mil Fontes : doses maravilhosas, imenso marisco, comemos arroz de marisco com lagosta, mas ficamos com vontade de provar a travessa de marisco. Empregados muito simpáticos. Vinho branco, herdade das servas, reserva, fantástico. 

E como é que nunca reparei verdadeiramente nesta música?

"Something happened it's so strange this feeling..."

Serão sempre de Desamor...

Nos momentos de inspiração, nas frases, nos cantores, nos livros, no desalento, é sempre ali ao fundo, onde guardo esses sentimentos que me (te) encontro.

Sem falsas desculpas, num doce prazer que nunca será culpa nem pecado, mas que está ali na ponta do precipício.

O amor é lindo mas calminha

Aviso à navegação: adoro desde a primeira vez que ouvi a música "amar pelos dois". E ouvi-a fora de contexto, sem saber que tinha ido ao festival da canção portugues e que era a apurada para o festival da canção europeu. Mas não é surpresa que goste. Eu gosto do estilo. Eu gosto deste tipo de letra. Eu só gosto de canções de amor que falam de desamor (são as únicas que interessa).

Estou farta, fartinha, de covers, homenagens, versões, duetos, mixs e tudo e tudo e tudo.

Dos prematuros

Sou a única prematura do mundo a achar que isso não é nada de especial não é?

Deve ser porque nunca tive uma vida centrada nisso, nem me mimaram por causa disso.

Pessoal acontece. Sem dramas ok? Não não é especial. Não, nunca pensei muito nisso, até começar a perceber que é slogan para muita gente.

Que são isto. Que são aquilo. Que tem mais hipóteses de terem determinados problemas. Que são mais xpto. Que aguentaram o mundo, ou que não aguentaram.

Não, lamento.  Não sinto nada disso. Não sinto que faça diferença (independentemente de existirem ou não ligações a nível de saúde e de desenvolvimento).

Sim, deve ter sido muito chato e sofrido para os meus pais (por isso não tenho irmãos) e não quero ser insensível. Mas felizmente, felizmente nunca vivi a sentir o peso e o estigma de "oh-meu-deus-sobreviveste-a-um-ataque-cardíaco-e-dois-respiratórios-sem-sequelas" (só soube disto já perto dos 20 anos e porque calhou em conversa. Lá está tive pais com horror à vitimização. E aind…

Desde quando é que o ser feliz passou a ser uma obrigação?

A felicidade depende muito de nós, mas também não depende.

Dependendo do teu perfil de personalidade podes sentir-te em termos basilares mais feliz ou menos feliz, mais triste ou menos triste. Não és culpado disso. É mesmo assim. Não tens que te esforçar para ser algo que não és. No máximo tens que parar de te culpar por não estares sempre alegre. Não tens que estar. Nem sempre a sorrir. Não tens que estar sempre a sorrir. Essas obrigações matam a naturalidade. E na minha cabeça sem naturalidade, sem seres quem és, como é que podes ser feliz? E podes ser feliz todos os dias. Mas também podes ser só feliz às vezes. Não é OBRIGATÓRIO  nem há REGRAS. E a felicidade é diferente para cada um de nós. E não, não temos que todos os dias batalhar para ser mais felizes. No máximo, temos que batalhar para sermos mais nós mesmos (isto se quiserem, claro). Para muitos a felicidade tem a ver com a excitação dos desafios, para outros isso só trás ansiedade e stress, para muitos a felicidade depende …

Sobre a moda dos guarda roupas "Cápsula"

Não percebo porque são considerados o "Uau" da década.

Sempre tive pouca roupa e sempre consegui mistura-la toda entre ela.

Chama-se bom senso*, algum bom gosto e basicamente não comprar peças foleiras.

Precisam mesmo de fashion advisors para isto?




* saber que é um desperdício ter montanhas de roupa; saber que isso é fútil, saber que o dinheiro não chega para tudo....

IRS 2016

Não percebo o stress/histerismo/ alegria/expectativa. É o que vejo em fóruns sobre o tema.

Mas não fazemos o mesmo todos os anos?

Até percebo ficar contente por a simulação dar que se vai receber (especialmente porque parece que este ano em geral os valores são maiores), mas daí a viver para isto...

Cristo...

20.698 carateres

Ontem participei em algo em que nunca pensei seriamente participar.
Sei que muito provavelmente não terá consequências  externas, mas teve em mim impacto.
Deu-me motivação.

Uma das minhas irritações atuais

Apercebi-me de manhã, ao pensar ir comer uma sandes com fiambre que para grande parte de um público preocupado com a alimentação, esta sandes de fiambre é um verdadeiro veneno, com efeitos inarráveis , imediatos e irreversiveis para quem a consume.

 Adoro, especialmente os que afirmam e que procuram muita informação (da internet), de sites "fiáveis" e - nunca os vi referirem evidências cientificas,  publicações em revistas de especialidade, mas isso já era pedir muito né?

Não, os livros medíocres em que qualquer pessoas sem o mínimo de competência fala sobre alimentação ou os "artigos" em páginas duvidosas que viram no facebook são muito mais importantes.

Fora isso, estou farta desta vaga de pandilhas das morais e bons costumes  em formato alimentação.  A suposta superioridade moral derivado de gostos ou de contextos sócio-culturais irritam-me.








Isto devia servir como motivação

Acabei de ver que o Cláudio Ramos lançou um livro.

Juntaram-se duas modas que abomino:
- toda a gente pensa que sabe escrever e escreve e publica;
- esta idea do zen e do equilibrio, e do respirar e do mindfulness (já estou tão fartinha deste conceito, e em termos teoricos até ahcava graça. ,mas lá está falo de evidência cientifica, não de livros baratos de auto ajuda fajuta)


Hoje estou tão palavrosa

O que sei que não consigo aceitar, e que me custa a engolir, e que me faz sentir uma mágoa intensa, um calafrio, uma sensação de erro é pensar que há Homens que podem não respeitar o Amor que uma Mulher lhes concedeu.

Podem não amá-la de volta. Acontece.
Podem magoá-la. Concedo isso.
Podem feri-la. São as regras do jogo.

Mas não há maior cobardia do que um Homem que não respeita o Amor que uma Mulher lhe devotou.




Aviso útil a a todos que gostem de esplanadas e de mojitos

Estão a ver o Mojito* do quiosque da Ribeira das Naus que era óptimo o ano passado?

Esqueçam, este ano está péssimo, aproveitem a vista e peçam outra coisa, talvez uma imperial para irem pelo seguro.

*Além de ser muito caro em relação a outros sítios, mesmo naquela zona altamente turística e consequentemente altamente cara.

Frugalidade

Sempre fui uma pessoa muito consciente dos meus gastos e das minha poupanças. Nunca, mas nunca gastei mais do que o que tinha e sempre tentei precaver-me poupando o mais possível. Isto não significa que não usufrui dos prazeres da vida ou que tenho uma poupança enorme. Significa que se por exemplo comprava bilhetes para ir a um concerto não poderia comprar roupa nesse mês ou que teria que ter mais cuidado com almoçar ou jantar fora por exemplo. Mas sempre consegui poupar uma percentagem agradável do que ganhava, pagar as minhas despesas e ainda me sobrar para andar confortável (não à vontadinha mas confortável).

Agora isso mudou um pouco. Tenho mais despesas  do que antes de morar junta (renda da casa, supermercado, água, luz, gás, tv cabo) e menos rendimento (ganho menos do que no meu anterior trabalho). Estas duas variáveis combinadas (porque já vivia junta com um ordenado melhor) tornam a coisa complicada. Não digo trágica porque felizmente continuo a ter o suficiente para as despe…

Sou apenas uma leitora que gosta de escrever

Tenho saudades e uma ânsia de escrever. Sobre o árido dos dias, sobre pessoas, sobre a poesia que de vez em quando se instala em mim. Sobre os momentos em que sou verdadeiramente feliz. Sobre os momentos em que me perco em momentos que são só meus. Naqueles momentos de tristeza sepulcral, daquela tristeza que gosto tanto de sentir pois apenas significa saudade, nostalgia, e que sim, que eu senti. Do que sinto. Do que descubro em mim. Do muito mesmo que fui perdendo do que sou. Do que ganhei. Do que continuo a ser.

Do verdadeiro vs inspiracional

- Nunca fui de tribos, ou de querer pertencer a uma ou outra corrente. Até o contrário, "ofende" o meu eu individual pensar que só ganho forma por pertencer a determinada tribo, grupo. Eu sou muitas coisas e por isso não posso  nem quero ser caracterizada, estereotipada por fazer isto ou aquilo ou ser deste grupo ou daquele. Mas percebo que para muitas pessoas, a maioria, o sentido de pertença e a criação de laços necessita deste tipo de bandeiras. Percebo porque faz todo o sentido. Digamos que sou uma anormalidade estatística nesse caso. E apesar de às vezes também necessitar dessa ideia de grupo (sou humana e a ideia de grupo é muito forte) noto que só preciso muito de vez em quando. E não tem nada a ver com ser solitária. Sou bicho do mato e gosto de fazer coisas só comigo, mas adoro as minhas pessoas. Só não preciso de grupos para ser feliz.

- É curioso como é fácil criar cenários perfeitos das nossas vidas pela internet. É muito fácil. É só escolher bem as palavras e o …

Definição de generosidade

Na sexta passada depois de ter ido a uma conferência de um projeto onde tive uma pequena participação apeteceu-me mesmo muito um café, até porque ainda não tinha bebido.

Mesmo ao pé do metro que ia apanhar estava um quiosque de café, simples e humilde, sem publicidades. Um sítio normal, onde quem bebia café ou cerveja seriam os trabalhadores  das zonas à volta. Sem muita clientela portanto. Num sítio não in de Lisboa (e ironicamente a tão escassos metros de sítios tão trendy) Um sítio sem história, sem modernidade, sem ser tendência, que deve estar ali aberto há anos e anos, com a mesma clientela e um ou outro de passagem que vai para o metro.  Assinalo este facto, de ser de aspecto normal/humilde porque realmente é muitas vezes contrastante com todo o brilho de cafés e sítios mais trendy e onde dúvido que acontecesse a cena que vi.

Pedi um café ao senhor do quiosque e havia mais duas ou três a beber café e a comer qualquer coisa. Chega um senhor que trabalha para a Cais (estava com o…

Mais um ser vivo nesta casa =)

Desde que moro nesta casa em Lisboa (há um ano e 5 meses) queria ter uma planta. Sempre vivi em casas com plantas e acho que dão logo outra alegria e um ar mais bonito à casa. Não posso ter muitos pois a casa é pequena, mas queria uma para a sala de estar, e a seu tempo uma para o hall de entrada (provavemente aqui optarei por flores secas, o meu gajo é alérgico a poléns).
Como não era uma prioridade fui deixando passar até que há 3 semanas fomos à procura da nossa planta. Decidimos ir ao Orto do Campo Grande pela variedade.

Sempre gostei de plantas com folhas grandes por isso as minhas preferências iriam para a costela de adão ou a patas de cavalo - peço desculpa, mas sou do campo, não sei termos técnicos e não ia googlar só para parecer bem - mas no espaço onde a queria colocar aqui em casa, iria sufocar rapidamente, pois não teria o espaço conveniente para crescer.

Assim escolhi esta, com um crescimento mais vertical e que também tem uma folha bonita =) Estou muito orgulhosa, acho…

Sobre desporto e sobre o gostar de suar

Sou a única mulher que usa os mesmos ténis para o ginásio (para corrida ao ar livre uso outros) há mais de 5 anos não sou?

Sou a única mulher que pega nas t-shirts largas que oferecem nos trails e caminhadas e vai assim para o ginásio não sou?

Sou a única mulher que não usa tudo a condizer, justinho e super mega fashion não sou?


Fixe, gosto de mim diferente.

p.s. Gosto de desporto pelo que me faz, por suar a pontes, por sentir o corpo mais resistente e tonificado (infelizmente, pelo menos para já, não mais magro) e não, não me motiva conjuntos (outfits né?)fashions de desporto.

Sobre o dia da mulher - Notas

1. Sou feminista. Acho que sempre fui, apesar de há uns anos não me assumir dessa maneira por achar um rótulo demasiado forte e demasiado ligado a uma ideia agressiva, autoritária e "morte-aos-homens" que não tem nada a ver comigo. Mas agora, mais velha, com mais conhecimento e com mais noção do panorama do mundo, afirmo-o sem medos. Sem bandeiras e gritos altos, mas sem medos. Porque ainda há muitas injustiças e desigualdades. Porque em cada momento em que tenho que pensar se vou por uma determinada rua, no comprimento da saia, no comentário engraçado-machista de um colega, no paternalismo, no interromperem-me, no ganhar menos em funções iguais e na sempre malfadada falta de equiparação nas tarefas domésticas, vejo que ainda não está tudo bem.

2. Mas. não nego, e vejo todos os dias, que muitas vezes, infelizmente, e sem terem muitas vezes consciência disso, são as próprias mulheres que, de algum modo, perpetuam mitos e ideias que não nos ajudam. Porque queremos tanto ter a …

PDI* ainda não me apanhaste completamente

Queixo-me e sinto o efeito da passagem dos 20 para os 30. Especialmente para as mulheres, esta passagem, traz-nos, não há discussão possível, mudanças hormonais e físicas inegáveis que não vou agora aqui lamentar mas que existem.

E também mentais e energéticas.

Mas, há sempre um mas, um copo meio cheio, e  é a primeira vez na vida que estou a aguentar ver a noite dos Óscares até ao fim.


*eu sei que toda a gente sabe que pdi é puta da idade, mas nunca se sabe, por isso fica aqui...

O Pai

Adoro teatro. Para mim, sempre uma arte superior a todas as outras visualmente falando (cinema), estando a par com a literatura e a música.
Foi algo de que aprendi a gostar. Ao fazê-lo. Fiz teatro amador no grupo de teatro da minha faculdade e mais tarde num grupo de teatro amador de um cidade perto de onde morei. Fui para o teatro quase por capricho, para perceber o que era, por causa dos jogos, dos exercícios, para me soltar e descobrir. E aprendi que amava esta arte.

Por isso, não tanto como gostaria, vou ao teatro.
Esta noite fui ver ao Teatro Aberto a peça "O Pai", com pelo menos dois actores conhecidos do grande público, João Perry e Ana Guiomar. Trata de um idoso com princípios de demência e das consequências que isso traz nos relacionamentos com a filha e com genro. Grande peça, com pormenores cénicos brilhantes, com um grande respeito pela reprodução exacta do que trata essas doenças mentais (como psicóloga, achei muito humano o modo como o fizeram), e João Perry a …

Dia 1 - 2017

2016 não foi um ano fantástico. Não acaba fantástico.
Emocionalmente foi um ano complicado. Em termos de trabalho também (voltei a estar desempregada, depois do financiamento do projeto onde estava ter acabado).

Sinto que tenho cada vez mais planos adiados ou cancelados. E que isso é difícil de gerir. E que me faz isolar e afastar de todos os que me amam. Porque, felizmente, a vida das pessoas que amo, está em geral a seguir o seu rumo, e eu estou "parada".

E sinto que perco muito das coisas boas da minha personalidade. E não quero isso. E disso tenho que me responsabilizar, porque depende exclusivamente de mim, ao contrário de trabalho, dinheiro e estabilidade financeira.

Quero que o contexto não faça de mim esta pessoa defensiva, mesquinha e "odiosa" que me torno as vezes.Quero ter paciência e ser mais generosa.

Quero ser a pessoa que gosto em mim.

O dia 1 correu bem.