Quickribbon Espiral: 2017

segunda-feira, maio 22, 2017

....As melhores letras de Amor

Volúpia serena e desequilibrada de que nunca vou querer prescindir.

Serão sempre de Desamor...

Nos momentos de inspiração, nas frases, nos cantores, nos livros, no desalento, é sempre ali ao fundo, onde guardo esses sentimentos que me (te) encontro.

Sem falsas desculpas, num doce prazer que nunca será culpa nem pecado, mas que está ali na ponta do precipício.

Parcas

Fofinhas....

Vocês são tão engraçadas não são?
Vão passarinhar para outro lado.

Sério.

sexta-feira, maio 19, 2017

O amor é lindo mas calminha

Aviso à navegação: adoro desde a primeira vez que ouvi a música "amar pelos dois". E ouvi-a fora de contexto, sem saber que tinha ido ao festival da canção portugues e que era a apurada para o festival da canção europeu. Mas não é surpresa que goste. Eu gosto do estilo. Eu gosto deste tipo de letra. Eu só gosto de canções de amor que falam de desamor (são as únicas que interessa).

Estou farta, fartinha, de covers, homenagens, versões, duetos, mixs e tudo e tudo e tudo.

quinta-feira, maio 11, 2017

Prenda de anos antecipada

Tive-a hoje. Acho que das melhores que podia ter.


p.s. Não não estou grávida.
p.s.2 Não, não vou casar.

segunda-feira, maio 08, 2017

Dos prematuros

Sou a única prematura do mundo a achar que isso não é nada de especial não é?

Deve ser porque nunca tive uma vida centrada nisso, nem me mimaram por causa disso.

Pessoal acontece. Sem dramas ok? Não não é especial. Não, nunca pensei muito nisso, até começar a perceber que é slogan para muita gente.

Que são isto. Que são aquilo. Que tem mais hipóteses de terem determinados problemas. Que são mais xpto. Que aguentaram o mundo, ou que não aguentaram.

Não, lamento.  Não sinto nada disso. Não sinto que faça diferença (independentemente de existirem ou não ligações a nível de saúde e de desenvolvimento).

Sim, deve ter sido muito chato e sofrido para os meus pais (por isso não tenho irmãos) e não quero ser insensível. Mas felizmente, felizmente nunca vivi a sentir o peso e o estigma de "oh-meu-deus-sobreviveste-a-um-ataque-cardíaco-e-dois-respiratórios-sem-sequelas" (só soube disto já perto dos 20 anos e porque calhou em conversa. Lá está tive pais com horror à vitimização. E ainda bem)



p.s. Não fui  prematura, fui aquilo a que se chama hoje um "grande prematuro" (às 25 semanas e meia) . Na altura acho que até se chamava "inviável" (falo de há quase, quase 32 anos atrás).  Só para colocarem em perspectiva.


quarta-feira, maio 03, 2017

Da felicidade (ou como sou irónica)

Felicidade, felicidade para mim é ler um bom livro enquanto como um chocolate milka.

Juro que duvido que haja muito mais coisas que me façam sentir tão bem.


Desde quando é que o ser feliz passou a ser uma obrigação?

A felicidade depende muito de nós, mas também não depende.

Dependendo do teu perfil de personalidade podes sentir-te em termos basilares mais feliz ou menos feliz, mais triste ou menos triste. Não és culpado disso. É mesmo assim. Não tens que te esforçar para ser algo que não és. No máximo tens que parar de te culpar por não estares sempre alegre. Não tens que estar. Nem sempre a sorrir. Não tens que estar sempre a sorrir. Essas obrigações matam a naturalidade. E na minha cabeça sem naturalidade, sem seres quem és, como é que podes ser feliz? E podes ser feliz todos os dias. Mas também podes ser só feliz às vezes. Não é OBRIGATÓRIO  nem há REGRAS. E a felicidade é diferente para cada um de nós. E não, não temos que todos os dias batalhar para ser mais felizes. No máximo, temos que batalhar para sermos mais nós mesmos (isto se quiserem, claro). Para muitos a felicidade tem a ver com a excitação dos desafios, para outros isso só trás ansiedade e stress, para muitos a felicidade depende das rotinas, para outros a rotina mata a felicidade, etc, etc.

E há muitas coisas que impedem a felicidade. Claro que há. Sejam financeiros, sejam perdas pessoais e emocionais ou saúde. Não me lixem. Ninguém consegue ser feliz à prova de tudo. A não ser, e já estou a ser muito simpática que tenha estruturas bases mega sólidas (seja financeiro, seja emocional, seja de saúde). E mesmo assim há quem não seja feliz. É NORMAL. Há requisitos mínimos. Mas cada um tem os seus. E como disse e volto a repetir, a felicidade é diferente para cada pessoa. E sim, também há pessoas felizes na maior das misérias. Pessoas felizes com cancro. Pessoas felizes sozinhas. Sim, tudo isso é possível. Não quer dizer que seja possível para toda a gente. Não quer dizer que seja desejável que seja assim para toda a gente. Já disse que o próprio conceito de felicidade é diferente para cada um de nós não já?

A minha felicidade por exemplo. A minha felicidade chama-se paz de espírito (podem também chamar-lhe equilíbrio pessoal se quiserem). Mas não importa se não sabes qual é a tua felicidade. Não é por aí que não és feliz, ou não serás de vez em quando. A felicidade não é um estado imutável e constante.

Esta procura incansável da felicidade irrita-me. Irrita-me porque normalmente vem associado a obrigações várias (sorri todos os dias, dá graças pelo que tens, pensa em 10 coisas que adores, blá blá blá), a projetos que nem toda a gente pode/quer fazer (viagens fantásticas, experiências do arco da velha, etc) ou a relações (poucos amigos mas bons; muitos amigos mas bons; a família é que é, sozinho é que eu estou bem, etc), estilos de vida ( frugais, consumistas, experiencialistas, etc), alimentares (todas-as-dietas-contraditórias-entre-si-que-prometem-um-corpo-melhor-e-ainda-como-bonús-felicidade-eterna) ou ainda os estatutos da vida (imagem, coisas, carreira, etc). Que seca que são as fórmulas. Pode ser tudo isso. Mas pode não ser nada disso.

A felicidade depende muito de nós, mas também não depende. 

Vamos tentar relaxar um bocadinho sim? E libertarmo-nos destas amarras de "tenho que ser feliz sempre ou morrer a tentar porque só assim vale a pena."





quinta-feira, abril 27, 2017

Pelos meus últimos posts

Parece que ando irritada não? =)

quarta-feira, abril 26, 2017

Sobre a moda dos guarda roupas "Cápsula"

Não percebo porque são considerados o "Uau" da década.

Sempre tive pouca roupa e sempre consegui mistura-la toda entre ela.

Chama-se bom senso*, algum bom gosto e basicamente não comprar peças foleiras.

Precisam mesmo de fashion advisors para isto?




* saber que é um desperdício ter montanhas de roupa; saber que isso é fútil, saber que o dinheiro não chega para tudo....

IRS 2016

Não percebo o stress/histerismo/ alegria/expectativa. É o que vejo em fóruns sobre o tema.

Mas não fazemos o mesmo todos os anos?

Até percebo ficar contente por a simulação dar que se vai receber (especialmente porque parece que este ano em geral os valores são maiores), mas daí a viver para isto...

Cristo...

sábado, abril 22, 2017

20.698 carateres

Ontem participei em algo em que nunca pensei seriamente participar.
Sei que muito provavelmente não terá consequências  externas, mas teve em mim impacto.
Deu-me motivação.

quinta-feira, abril 20, 2017

Uma das minhas irritações atuais

Apercebi-me de manhã, ao pensar ir comer uma sandes com fiambre que para grande parte de um público preocupado com a alimentação, esta sandes de fiambre é um verdadeiro veneno, com efeitos inarráveis , imediatos e irreversiveis para quem a consume.

 Adoro, especialmente os que afirmam e que procuram muita informação (da internet), de sites "fiáveis" e - nunca os vi referirem evidências cientificas,  publicações em revistas de especialidade, mas isso já era pedir muito né?

Não, os livros medíocres em que qualquer pessoas sem o mínimo de competência fala sobre alimentação ou os "artigos" em páginas duvidosas que viram no facebook são muito mais importantes.

Fora isso, estou farta desta vaga de pandilhas das morais e bons costumes  em formato alimentação.  A suposta superioridade moral derivado de gostos ou de contextos sócio-culturais irritam-me.








Pensamentos de uma escrevinhadora

Muito respeitinho pelas incongruências nos livros, muito respeitinho.

"Aquele momento em que não sentimos rigorasamente nada"

Um brinde aos momentos gloriosos!

quarta-feira, abril 19, 2017

Isto devia servir como motivação

Acabei de ver que o Cláudio Ramos lançou um livro.

Juntaram-se duas modas que abomino:
- toda a gente pensa que sabe escrever e escreve e publica;
- esta idea do zen e do equilibrio, e do respirar e do mindfulness (já estou tão fartinha deste conceito, e em termos teoricos até ahcava graça. ,mas lá está falo de evidência cientifica, não de livros baratos de auto ajuda fajuta)


segunda-feira, abril 17, 2017

Hoje estou tão palavrosa

O que sei que não consigo aceitar, e que me custa a engolir, e que me faz sentir uma mágoa intensa, um calafrio, uma sensação de erro é pensar que há Homens que podem não respeitar o Amor que uma Mulher lhes concedeu.

Podem não amá-la de volta. Acontece.
Podem magoá-la. Concedo isso.
Podem feri-la. São as regras do jogo.

Mas não há maior cobardia do que um Homem que não respeita o Amor que uma Mulher lhe devotou.




Caras pessoas com a mania que comem melhor do que os outros e que isso vós dá qualquer tipo de superioridade moral ou de outro

Encontramo-nos no espaço optimista de 100 anos no caixão para conversar sim?

Eu bem que preciso de emagrecer mas não me deixam

A minha mãe ainda me oferece ovos kinder dos grandes pela Páscoa.

Sim, sou intolerante à lactose e por isso não devia comer ovos kinder (têm mesmo muito leite) mas passo pela farmácia antes e compro dos comprimidos que me salvam, e que tratam da saúde à lactose.

Aviso útil a a todos que gostem de esplanadas e de mojitos

Estão a ver o Mojito* do quiosque da Ribeira das Naus que era óptimo o ano passado?

Esqueçam, este ano está péssimo, aproveitem a vista e peçam outra coisa, talvez uma imperial para irem pelo seguro.

*Além de ser muito caro em relação a outros sítios, mesmo naquela zona altamente turística e consequentemente altamente cara.

Onde não estou crescida

Sempre quis fazer as coisas apenas quando saissem perfeitas.

Acontece que existem coisas que só ficam perfeitas tentadas várias vezes.

quarta-feira, abril 12, 2017

Eu também sou feita dos meus sonhos perdidos e das esperanças quebradas.

Estou tão crescida!

quinta-feira, abril 06, 2017

Frugalidade

Sempre fui uma pessoa muito consciente dos meus gastos e das minha poupanças. Nunca, mas nunca gastei mais do que o que tinha e sempre tentei precaver-me poupando o mais possível. Isto não significa que não usufrui dos prazeres da vida ou que tenho uma poupança enorme. Significa que se por exemplo comprava bilhetes para ir a um concerto não poderia comprar roupa nesse mês ou que teria que ter mais cuidado com almoçar ou jantar fora por exemplo. Mas sempre consegui poupar uma percentagem agradável do que ganhava, pagar as minhas despesas e ainda me sobrar para andar confortável (não à vontadinha mas confortável).

Agora isso mudou um pouco. Tenho mais despesas  do que antes de morar junta (renda da casa, supermercado, água, luz, gás, tv cabo) e menos rendimento (ganho menos do que no meu anterior trabalho). Estas duas variáveis combinadas (porque já vivia junta com um ordenado melhor) tornam a coisa complicada. Não digo trágica porque felizmente continuo a ter o suficiente para as despesas e com dois pequenos luxos, ginasio low cost a 28 euros por mês + 30 euros de gasolina e portagens para conseguir ir fazer duas vezes por mês o voluntariado que faço há mais de 10 anos (sou louca eu sei) e ainda consigo colocar uma quantia pequena de lado (para seguros que pago anualmente) mas é só. Fico mesmo com muito pouco para nem que seja os cafés ou um jantar fora. Basta uma despesa qualquer extra não esperada para não ser possível. E muito menos dinheiro para férias (estou com uma bolsa, portanto sem subsidios de férias nem de Natal)

Este post não é para me queixar de todo. O post está colocado assim por uma questão de transparência e por achar que o dinheiro não é um tabu. Estou contente deter voltado a ter trabalho e estar em algo que me motiva, mas esta parte é complicada.

Não tenho problemas com a frugalidade, sempre tive que ser, mas é complicado gerir os pequenos prazeres da vida e especialmente a ideia de férias ou a ideia de prendas de Natal (gosto muito de dar prendas de Natal). Não tem a ver com a ideia de não ser feliz com menos. Eu sempre fui feliz com menos. Tem a ver com parecer limitar-me estar com amigos (acaba sempre por ser almoços ou jantares, ou copos numa esplanada, ou algo do género) e saber que nao o posso fazer com descontracção.  E é isso que me angustia um bocadinho.


quarta-feira, abril 05, 2017

Para não me esquecer dos títulos de que nunca me esqueço das canções

Tudo diferente, Tudo diferente. Tudo diferente.

Sou apenas uma leitora que gosta de escrever

Tenho saudades e uma ânsia de escrever. Sobre o árido dos dias, sobre pessoas, sobre a poesia que de vez em quando se instala em mim. Sobre os momentos em que sou verdadeiramente feliz. Sobre os momentos em que me perco em momentos que são só meus. Naqueles momentos de tristeza sepulcral, daquela tristeza que gosto tanto de sentir pois apenas significa saudade, nostalgia, e que sim, que eu senti. Do que sinto. Do que descubro em mim. Do muito mesmo que fui perdendo do que sou. Do que ganhei. Do que continuo a ser.

Coisas que acho ao contrário de toda a gente II

Também não adoro o Pulp Fiction.


Há livro? Pois...

Não há livro? De certeza que se houvesse era melhor.

Coisas que acho ao contrário de toda a gente

A trilogia O Padrinho não é fantástica.


Leiam o livro e depois falamos.


quarta-feira, março 29, 2017

Afinal caiu um mito

Ao fim de quase 32 anos aconteceu o o impensável:

Queimei arroz. Mas a sério. Do género nunca-mais-vou-ver-o-fundo-deste-tacho-da-mesma-cor-que-tinha-outrora.

quinta-feira, março 23, 2017

Do verdadeiro vs inspiracional

- Nunca fui de tribos, ou de querer pertencer a uma ou outra corrente. Até o contrário, "ofende" o meu eu individual pensar que só ganho forma por pertencer a determinada tribo, grupo. Eu sou muitas coisas e por isso não posso  nem quero ser caracterizada, estereotipada por fazer isto ou aquilo ou ser deste grupo ou daquele. Mas percebo que para muitas pessoas, a maioria, o sentido de pertença e a criação de laços necessita deste tipo de bandeiras. Percebo porque faz todo o sentido. Digamos que sou uma anormalidade estatística nesse caso. E apesar de às vezes também necessitar dessa ideia de grupo (sou humana e a ideia de grupo é muito forte) noto que só preciso muito de vez em quando. E não tem nada a ver com ser solitária. Sou bicho do mato e gosto de fazer coisas só comigo, mas adoro as minhas pessoas. Só não preciso de grupos para ser feliz.

- É curioso como é fácil criar cenários perfeitos das nossas vidas pela internet. É muito fácil. É só escolher bem as palavras e o normal passa a aspiracional, idílico ou zen. Acho interessante a imagem que as pessoas querem projetar. percebo, não critico mas nada do que sou passa por aí. Cada vez mais, o que leio, o que sou e o que incorporo afasta-se  dessa ideia. 

quarta-feira, março 22, 2017

Respira e continua o teu caminho "como se o vento fosse todo o meu resguardo"

Não sabendo se é por crueldade, cobardia, distracção ou pura saudade, nesses momentos há em mim algo em que se enrola ternura, nostalgia e desagrado.

Porque já não estou aí. Ainda bem que já não estou aí. Mas passei. 



p.s. ao som de Jorge Palma- Ser do vento

Definição de generosidade

Na sexta passada depois de ter ido a uma conferência de um projeto onde tive uma pequena participação apeteceu-me mesmo muito um café, até porque ainda não tinha bebido.

Mesmo ao pé do metro que ia apanhar estava um quiosque de café, simples e humilde, sem publicidades. Um sítio normal, onde quem bebia café ou cerveja seriam os trabalhadores  das zonas à volta. Sem muita clientela portanto. Num sítio não in de Lisboa (e ironicamente a tão escassos metros de sítios tão trendy) Um sítio sem história, sem modernidade, sem ser tendência, que deve estar ali aberto há anos e anos, com a mesma clientela e um ou outro de passagem que vai para o metro.  Assinalo este facto, de ser de aspecto normal/humilde porque realmente é muitas vezes contrastante com todo o brilho de cafés e sítios mais trendy e onde dúvido que acontecesse a cena que vi.

Pedi um café ao senhor do quiosque e havia mais duas ou três a beber café e a comer qualquer coisa. Chega um senhor que trabalha para a Cais (estava com o colete amarelo vestido) e pediu uma mini. O senhor do quiosque continua a servir o que estava a fazer como se nada fosse e coloca a frente do senhor da Cais uma chamuça e continua a fazer o que estava a fazer. Foi algo tão natural que eu até pensei "será que percebeu mal, o senhor queria uma cerveja e não uma chamuça", enquanto o senhor da Cais olha e volta a olhar. Nesse momento no meio do servir cafés o senhor do quiosque  coloca-lhe à frente a cerveja. E só só percebi.  E bateu-me. Porque são estes gestos, estes grandes grandes gestos que me mostram que a humanidade é fixe. E juro que me apetecia dar beijinhos ao senhor do quiosque. E passar lá mais vezes a beber café. Só porque naquele bocadinho fez-me acreditar um bocadinho mais neste mundo.

Por isso escrevo aqui. Para me relembrar. Para quando a minha memória se esquece.

segunda-feira, março 20, 2017

Mais um ser vivo nesta casa =)

Desde que moro nesta casa em Lisboa (há um ano e 5 meses) queria ter uma planta. Sempre vivi em casas com plantas e acho que dão logo outra alegria e um ar mais bonito à casa. Não posso ter muitos pois a casa é pequena, mas queria uma para a sala de estar, e a seu tempo uma para o hall de entrada (provavemente aqui optarei por flores secas, o meu gajo é alérgico a poléns).
Como não era uma prioridade fui deixando passar até que há 3 semanas fomos à procura da nossa planta. Decidimos ir ao Orto do Campo Grande pela variedade.

Sempre gostei de plantas com folhas grandes por isso as minhas preferências iriam para a costela de adão ou a patas de cavalo - peço desculpa, mas sou do campo, não sei termos técnicos e não ia googlar só para parecer bem - mas no espaço onde a queria colocar aqui em casa, iria sufocar rapidamente, pois não teria o espaço conveniente para crescer.

Assim escolhi esta, com um crescimento mais vertical e que também tem uma folha bonita =) Estou muito orgulhosa, acho que faz toda a diferença na nossa salinha mini (redundante mas é mesmo assim) e até já cresceram umas folhas novas, por isso por enquanto ela está feliz no seu novo habitat.  No foto está um pouco à frente do seu espaço para apanhar um solinho da varanda que ela gosta =)

Para quem interessar, o vaso, não é um vaso, não queria vaso de ceramica ou de outro material semelhante, queria um cesto (de serapilheira ou de verga moldável) porque tem mais a ver com o meu gosto e encontrei este do tamanho certo no Continente. na zona de decoração. 





quinta-feira, março 16, 2017

Falando de La La Land e da canção do Festival da Canção

Gosto, gosto muito, porque me tocam em certos nervos, em pontos sensíveis que julgo insensibilizados, embotados, anestesiados ou mesmo moribundos.

quarta-feira, março 15, 2017

Sobre desporto e sobre o gostar de suar

Sou a única mulher que usa os mesmos ténis para o ginásio (para corrida ao ar livre uso outros) há mais de 5 anos não sou?

Sou a única mulher que pega nas t-shirts largas que oferecem nos trails e caminhadas e vai assim para o ginásio não sou?

Sou a única mulher que não usa tudo a condizer, justinho e super mega fashion não sou?


Fixe, gosto de mim diferente.

p.s. Gosto de desporto pelo que me faz, por suar a pontes, por sentir o corpo mais resistente e tonificado (infelizmente, pelo menos para já, não mais magro) e não, não me motiva conjuntos (outfits né?)fashions de desporto.

terça-feira, março 14, 2017

Sobre o dia da mulher - Notas

1. Sou feminista. Acho que sempre fui, apesar de há uns anos não me assumir dessa maneira por achar um rótulo demasiado forte e demasiado ligado a uma ideia agressiva, autoritária e "morte-aos-homens" que não tem nada a ver comigo. Mas agora, mais velha, com mais conhecimento e com mais noção do panorama do mundo, afirmo-o sem medos. Sem bandeiras e gritos altos, mas sem medos. Porque ainda há muitas injustiças e desigualdades. Porque em cada momento em que tenho que pensar se vou por uma determinada rua, no comprimento da saia, no comentário engraçado-machista de um colega, no paternalismo, no interromperem-me, no ganhar menos em funções iguais e na sempre malfadada falta de equiparação nas tarefas domésticas, vejo que ainda não está tudo bem.

2. Mas. não nego, e vejo todos os dias, que muitas vezes, infelizmente, e sem terem muitas vezes consciência disso, são as próprias mulheres que, de algum modo, perpetuam mitos e ideias que não nos ajudam. Porque queremos tanto ter a auto-estima elevada, mostrar que somos boas, dignas que o fazemos através de comparações que só nos humilham a todas.

3. Exemplo: Estive num jantar do dia da mulher este sábado com quase 300 mulheres. Quase no fim do jantar houve um espectáculo de dança do ventre executado muito bem por uma bailarina. Enquanto durava a dança ouvisse vários tipos de comentários, desde a barriguinha saliente da dançarina, ao facto de ser "cómico" uma dança do ventre num jantar de mulheres, até meios sorrisos e risos de gozo.

4. Porquê? Porque não somos, em geral, capazes de apreciar a dança só por si? E de ver apenas uma mulher com a coragem de se expor assim? Mostrando exactamente o oposto, que não interessa, mesmo, o corpo que temos para saber fazer aquele tipo de dança de maneira sensualona e aguerrida? E daí que estamos num jantar de mulheres? Tinha que ser um homem a despir-se para acharmos que somos as donas de mundo e etc?


segunda-feira, fevereiro 27, 2017

PDI* ainda não me apanhaste completamente

Queixo-me e sinto o efeito da passagem dos 20 para os 30. Especialmente para as mulheres, esta passagem, traz-nos, não há discussão possível, mudanças hormonais e físicas inegáveis que não vou agora aqui lamentar mas que existem.

E também mentais e energéticas.

Mas, há sempre um mas, um copo meio cheio, e  é a primeira vez na vida que estou a aguentar ver a noite dos Óscares até ao fim.


*eu sei que toda a gente sabe que pdi é puta da idade, mas nunca se sabe, por isso fica aqui...

terça-feira, fevereiro 21, 2017

Partir um dentro parte V

Já passaram quase 3 horas desde a anestesia. QUANDO É QUE PARO DE ME BABAR?

Partir um dente parte IV

Consulta feita. Dente arranjando ou desenrascado que não há milagres para a quantidade de dente que se partiu. Lábios parecidos aos da Angelina Jolie

Partir um dente parte III

Os amigos são mesmo o melhor do mundo. Consulta marcada para dentista amiga do amigo.

Partir um dente parte II

Qual a probabilidade de isto acontecer no exacto dia em que o teu melhor amigo que é dentista estar em casa doente?

Partir um dente parte I

Tipo, não é "oh não parti um cantinho de um dente!" não não não, parti mesmo uma face completa de um dente. E não doeu. Como é que isto acontece sem me aperceber?

domingo, janeiro 29, 2017

O Pai

Adoro teatro. Para mim, sempre uma arte superior a todas as outras visualmente falando (cinema), estando a par com a literatura e a música.
Foi algo de que aprendi a gostar. Ao fazê-lo. Fiz teatro amador no grupo de teatro da minha faculdade e mais tarde num grupo de teatro amador de um cidade perto de onde morei. Fui para o teatro quase por capricho, para perceber o que era, por causa dos jogos, dos exercícios, para me soltar e descobrir. E aprendi que amava esta arte.

Por isso, não tanto como gostaria, vou ao teatro.
Esta noite fui ver ao Teatro Aberto a peça "O Pai", com pelo menos dois actores conhecidos do grande público, João Perry e Ana Guiomar. Trata de um idoso com princípios de demência e das consequências que isso traz nos relacionamentos com a filha e com genro. Grande peça, com pormenores cénicos brilhantes, com um grande respeito pela reprodução exacta do que trata essas doenças mentais (como psicóloga, achei muito humano o modo como o fizeram), e João Perry a fazer um grande grande papel.

Vão ao teatro. Vão a esta peça. Vão gostar.

p.s. E atrás de mim sentou-se o  Miguel Guilherme, OMG, OMG!

segunda-feira, janeiro 02, 2017

Dia 1 - 2017

2016 não foi um ano fantástico. Não acaba fantástico.
Emocionalmente foi um ano complicado. Em termos de trabalho também (voltei a estar desempregada, depois do financiamento do projeto onde estava ter acabado).

Sinto que tenho cada vez mais planos adiados ou cancelados. E que isso é difícil de gerir. E que me faz isolar e afastar de todos os que me amam. Porque, felizmente, a vida das pessoas que amo, está em geral a seguir o seu rumo, e eu estou "parada".

E sinto que perco muito das coisas boas da minha personalidade. E não quero isso. E disso tenho que me responsabilizar, porque depende exclusivamente de mim, ao contrário de trabalho, dinheiro e estabilidade financeira.

Quero que o contexto não faça de mim esta pessoa defensiva, mesquinha e "odiosa" que me torno as vezes.Quero ter paciência e ser mais generosa.

Quero ser a pessoa que gosto em mim.

O dia 1 correu bem.