Quickribbon Espiral: Outubro 2010

segunda-feira, outubro 25, 2010

Intermitências

Há quem nasça a ser esperto, a perceber as voltas que há-de dar para se safar. Aqueles que mormente ou não lá se safam. Com planos definidos ou não. Talvez haja consciência disso ou não. "O mundo é dos espertos", já me disseram tantas vezes. Mas eu não sou "esperta". Continua a chocar-me, hoje, como há 10 anos a injustiça, a falsidade, a mesquinhez. Simplesmente agora já não choro, já não sofro horrores com a "maldade" humana. Aprendi a entender que faz parte da humanidade, essas coisinhas, essas fraquezas. Aprende até a compreender, a não dar tanto valor. A ver os cinzentos. Mas choca-me. No fundo de mim ainda há uma criança que arregala os olhos porque não é suposto o Pai Natal arrebentar o balão. Por isso, eu percebo tudo tudo tudo. Não me peçam é para fazer parte disso.



"Assim não ficas cá muito tempo". Eu fico, os melhores é que, infelizmente, vão à frente. Os espertos safam-se, os bons morrem primeiro.... Eu faço parte de uma espécie menor ali no meio que nem se safa nem morre, aguenta-se portanto.

"Não penses que mudas o mundo". Alguma vez... o mundo é que tá lixado porque não me muda a mim.

Eu adoro ser eu, mas às vezes canso-me a mim própria.

Eu e a humanidade

As pessoas não sabem a diferença entre "julgar", ter uma "opinião diferente" e o "não concordo, mas tu é que sabes".
No fundo no fundo querem é que lhes passem a mão pelo pelo. E obviamente querem concordância.

Não sei se me surpreenda, se compreenda ou se tenha pena.
Nunca precisei de validação externa para fazer o que acho certo ou errado. Especialmente o errado.

Mas isto sou eu e as minhas circunstâncias.


terça-feira, outubro 19, 2010

Das cicatrizes que todos trazemos

Ao ler um post sobre tatuagens e piercings e não só apenas isso e fazendo uma reflexão sobre todos os significados que pode ter, desde os mais superficiais "ah é giro" aos mais profundos "é uma marca de vida", percebo, que pelo menos no meu caso, tem muito de poder.

Tenho uma tatuagem. Também tenho uma "doença de pele". Entre aspas porque um médico diz que deve ser, outros que não é aquela doença especifica. Já foi uma cicatriz, afinal não é, já foi uma má formação na aponevrose, fez-se uma pequena operação local, afinal não era, e a juntar à extensão horrorosa de qualquer coisa numa das minhas pernas tenho agora uma cicatriz pequenina no meio da "cicatriz" enorme (de novo entre aspas porque não se sabe). E agora é qualquer coisa ali no limbo. Que é auto imune, não contagioso, e não tem cura. E que tem aumentado. Não é perigoso (em teoria). Apenas é uma porcaria esteticamente. Em que penso sempre que estou na praia. Que não me faz sentir feminina (qualquer mulher quer ter umas pernas bonitas) e que me faz sentir deslocada em n situações. Desde as perguntas mais simples "Ah o que é isso", ao olhar de nojo, aos mentirosos (e piedosos) "ah, não se nota assim tanto". Nota-se. Noto eu quando escolho entre vestir uma mini-saia e uma saia comprida. Noto eu quando em vez de ir correr ou jogar voleibol na praia fico deitada na toalha. Noto eu quando, se me dizem que "tens um corpo bem feito" e só me apetece gritar que é tudo mentira, que o que vestimos é uma carapaça conveniente, e que assim até disfarça, quando no fim é só defeitos.

Mesmo que não sejam só defeitos. Mesmo que haja imensa coisa em mim que goste. A nossa atenção é selectiva. E grande parte da minha vai para esta "coisa". Que não é um drama. Ninguém vai morrer, e não fiquei sem um braço. Mas é algo que não controlo. Que odeio. Que faz parte de mim não me pertencendo. É demasiado visível, demasiado grande. Há sempre coisas que queremos esconder não é?

Por isso tenho uma tatuagem (já com alguns aninhos). Porque escolhi. Porque quis. Porque tive o poder para isso. Porque acredito em coisas eternas. E boas. A que tenho vai ser "remodelada" aumentada e aperfeiçoada, porque tudo se transforma, mas o significado continua o mesmo.

Há marcas que escolhemos ter e essas mesmo que doam são "nossas"; com as que não escolhemos e nos apanham, lá teremos que aprender a viver com elas.

Música...

É sempre interessante quando projectamos desejos, emoções, sonhos em músicas. Quase, quase que se torna real.



terça-feira, outubro 12, 2010

Assim à bruta...

Ter o melhor amigo que uma pessoa pode ter é todo que é preciso.

E como diria uma profe minha "quem tem amigos não precisa de psicólogos"

(felizmente ela está errada senão eu não tinha emprego, ah ah ah... estou a brincar...)

Mas perceberam a ideia....

Aí, raciocínio saltitante é uma treta, porcaria de redes associativas próximas e/ou reforçadas e/ou salientes....




segunda-feira, outubro 11, 2010

Primeiro de três:veredicto

- Vestido: adequado (e tem três anos em cima) e pelos elogios estava gira;

- Fuga ao bouquet: Semi-conseguida. Vieram-me buscar, mas fiquei numa das pontas do grupo e fiquei sossegadita quando se lançaram todas ao ramo;

- Dança: Eu tenho dois pés esquerdos, falta de ritmo, sou robótica. Mas mesmo assim, obrigaram-me a "dançar". E tentaram-me pôr a dançar semba! Foi bonito foi.... Consegui fazer algo decente quando puseram Xutos (aka saltar, saltar e saltar);

- Fotos. Sofrível. Não sou fotogénica e em casamentos ainda menos;

- Comida: o habitual, transformei-me no monstro do costume e embora alambazar (curiosamente nem toquei no marisco);

- Subidas de ego: Algumas, mais que o habitual. Alguns dos convidados do noivo acharam-me piada. Mas tudo no tranquilo e com descontracção.

Conclusão: Casamento giro e familiar tornando-se acolhedor. Noivos fantásticos e dados para a brincadeira (a parte do strip do noivo foi demais);

Venham os próximos =)


sexta-feira, outubro 08, 2010

Descobri agora....

Que ter feito uma tese em que escrevi 20 mil vezes a palavra estereótipos (era só o tema principal da tese... com a palavrinha ad-hoc à frente) não me habilitou a escreve-la bem: automaticamente escrevo sempre esteriótipos.



sábado, outubro 02, 2010

Película de filme II

E depois há aquelas palavras como "porra" que, parecendo que não, dão tão mais sentido às coisas, tornando-as mais verdadeiras, mais acutilantes, mais marcantes.


Lendo...


Luz e escuridão, o primeiro volume da saga Crepusculo lê-se razoavelmente. É um bom livro para adolescentes.

Mas, para mim, é uma versão alargada disto:




Sem tirar nem pôr. O modo como se descreve as situações e as personagens é igual. Tem é mais páginas.

A sorte é que aquilo se lê rápido (ontem li 260 páginas, acho que hoje o acabo)

sexta-feira, outubro 01, 2010

Música para todos os gostos... o meu

Estou a descobrir que pertenço mais à música erudita do que alguma vez pensei....

Gosto.....



Coisas boas =)


Sim =D