segunda-feira, maio 08, 2017

Dos prematuros

Sou a única prematura do mundo a achar que isso não é nada de especial não é?

Deve ser porque nunca tive uma vida centrada nisso, nem me mimaram por causa disso.

Pessoal acontece. Sem dramas ok? Não não é especial. Não, nunca pensei muito nisso, até começar a perceber que é slogan para muita gente.

Que são isto. Que são aquilo. Que tem mais hipóteses de terem determinados problemas. Que são mais xpto. Que aguentaram o mundo, ou que não aguentaram.

Não, lamento.  Não sinto nada disso. Não sinto que faça diferença (independentemente de existirem ou não ligações a nível de saúde e de desenvolvimento).

Sim, deve ter sido muito chato e sofrido para os meus pais (por isso não tenho irmãos) e não quero ser insensível. Mas felizmente, felizmente nunca vivi a sentir o peso e o estigma de "oh-meu-deus-sobreviveste-a-um-ataque-cardíaco-e-dois-respiratórios-sem-sequelas" (só soube disto já perto dos 20 anos e porque calhou em conversa. Lá está tive pais com horror à vitimização. E ainda bem)



p.s. Não fui  prematura, fui aquilo a que se chama hoje um "grande prematuro" (às 25 semanas e meia) . Na altura acho que até se chamava "inviável" (falo de há quase, quase 32 anos atrás).  Só para colocarem em perspectiva.


Sem comentários:

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