segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Lonely Day

E é como diz a canção. E tu sentes e suportas e seguras as lágrimas, mesmo à beirinha. E esses dias aparecem sempre. Parece que se foram, e não, foram só dar uma volta ao quarteirão e apanham-te na curva. E é como uma faca nas costas, directa no coração. A saudade continua aí. Toda. E de vez em quando sai. Um vómito que não consigo controlar. Jorra toda a angústia que não consigo segurar. Que apenas controlo no grito e no gemido que contenho. Porque parece que exagero. Porque tudo passa. Mas o meu coração ferido, a minha pele, os meus olhos quando se lembram dos teus esquecem-se disso. Esquecem-se da história que não foi escrita assim e daquilo que não posso ter. Apenas sentem com todas as forças, tanto que todas as amarras com que me amordaçei e me prendi, me queimam a pele, me ferem, tal é a urgência do meu corpo de fugir até onde não pode ir. Até ti. 

4 comentários:

Pulha Garcia disse...

Percebo.

Espiral disse...

obrigada *

Lias disse...

Dizem que um dia passa... eu tenho as minhas dúvidas.

Espiral disse...

Lias,

Passar acho que não. Fica ali arrumadinho.

Do que eu cresco, fragilizo, fortifico

Cada vez mais sou menos de frases peremptórias. Cada vez sou menos de classificar tudo em polaridades. Porque me parece superficial, e mais ...