quarta-feira, abril 27, 2011

O problema é que eu sei o que quero....

Barcelona. Fim de tarde de um fim de Fevereiro. Eu mais a R., a M. e a L. à esquina de um café a saborear um fim de tarde em Barcelona. À beira do café sentada no chão, estava uma rapariga loira. Da nossa idade. Estava vestida com roupa limpa e "normal". Mas estava a pedir, com todos os traços inerentes (tiques, tremores, magreza) de uma toxicodependente com a ressaca em dia.

Num certo momento passa um rapaz que ao entrar no café, manda a beata do cigarro que fumava para o chão. E muito rapidamente a rapariga agarra a beata que caiu no chão sujo e começa a dar umas passas. Na beata quase acabada, suja do chão sujo.

O rapaz repara. Repara e volta atrás. Acende um cigarro e dá-lhe. Nunca vi um sorriso tão bonito, de tão surpreso, como no rosto daquela rapariga naquele dia.

"Apaixonei-me" naquele momento por aquele rapaz. Sei que é com este tipo de homem que quero passar a vida. Alguém com este tipo de generosidade só me faria apaixonar, cada dia, mais um bocadinho. =)

2 comentários:

Pulha Garcia disse...

As pessoas são feitas de muitas coisas diferentes e exigem de outras também muitas coisas diferentes. Se efectivamente encontrasses um homem generoso e atento aos outros, com o tempo exigir-lhe-ías outras coisas. É fatal.

Espiral disse...

Sim. Mal acabei de escrever este post, pensei que essa realidade era inevitável.

Mas, do que falo aqui é mais daquelas coisas bonitas, aqueles momentos em que sabemos que "foi aqui, neste momento, que me apaixonei por ele".

Do que eu cresco, fragilizo, fortifico

Cada vez mais sou menos de frases peremptórias. Cada vez sou menos de classificar tudo em polaridades. Porque me parece superficial, e mais ...