Quickribbon Espiral: Felicidade

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Felicidade

Está na moda e é bem visto ser volúvel. Mas não chamam volubilidade. Chamam-no ser flexível e fazer o que se sente porque quem não o faz é de vistas curtas.
Está na moda e é bem visto ser fútil. Mas não o chamam futilidade. Chamam-no viver a vida (através daquilo que aparentamos ser...)
Está na moda e é bem visto ser egoísta e só pensar no seu próprio umbigo. Mas não lhe chamam narcisismo. Chamam-lhe "lutar pela sua individualidade" e "expressar-se como são" (e o resto do mundo, a não ser que dê jeito, que se lixe).

Digam-me quem foi a pessoa, com uma inteligência incrível que conseguiu transformar esses conceitos todos. Quem conseguiu difundir tão bem o conceito de carneirada e de um modo tão subtil que toda a gente acha que só segue o que pensa "oh yeah". Só para eu puder estrangula-la. Ou então não. Então só me sentaria, puxaria de um cigarro (caso fumasse) e diria "Diz-me lá, como é que conseguiste, não aumentando as expectativas de ninguém *(só fingindo que sim, porque no fim toleram mais coisas), e não piorando a realidade delas (as pessoas nunca tiveram tantos "amigos" "relações" ou dinheiro, sim, aqui sem aspas) fazer com que as pessoas estejam tão infelizes e frustradas como estão?"

Bem, se calhar não preciso de fazer esta pergunta. E passo para a parte do mata-lo.
E não, não acho que a resposta seja "tomada de consciência"**.



Espiral

*Duas das estratégias para aumentar a felicidade são melhorar a nossa realidade e/ou baixar as nossas expectativas (sou tão adepta da primeira graças a todos os santinhos; mas a segunda vale o que vale em muitas situações, não percebo como é que as pessoas confundem baixar as expectativas com contentar-se com pouco)
**Alguns estudos comprovam que as pessoas mais informadas e com mais Educação são pessoas mais felizes (com mais algumas variáveis à mistura obviamente).

1 comentário:

paula milani disse...

Lá está a distância da própria natureza, do altruísmo - da integridade enquanto Ser Humano. A falta de visão a distância, falta de segurança para se sentir bem sem depender sempre de muita coisa externa.

No fundo, está toda a gente a procura da mesma coisa: da felicidade. Parece que alguns perderam o caminho de volta e procuram-no de várias formas.