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Quando não sabemos o que escrever copiamos de quem o faz melhor


"Ser radical em relação às coisas essenciais e tolerante no que respeita aos acessórios (a boa literatura é essencial; acreditar na virgindade da Maria, um acessório - é só um exemplo)
Lembrar-se que Deus protege os audazes (mas só os audazes que aguentem levar porrada nos intervalos - que podem ser longos)
Não esquecer nunca que o miserável que dorme na rua ao lado de casa podíamos ser nós, e poderemos vir a ser nós (as criaturas que estão convencidas que controlam a sua vida encontram-se num nível inferior da cadeia alimentar)
Não acreditar em nenhum crítico literário que, numa prova cega, se mostre incompetente para reconhecer um bom texto
Desconfiar de todos aqueles que são incapazes de se comover com As Pontes de Madison County
Suspeitar dos que falam mal da Margarida Rebelo Pinto mas não conseguem ver a diferença entre Anna Karenina e uma história de faca e alguidar, no caso improvável de terem lido Anna Karenina
Ter por garantido que as Humanidades não humanizam e que mais vale um ignorante altruísta do que um intelectual cobarde
Nunca esquecer que a vaidade é o pecado capital
Reconhecer que a nossa obrigação é morrermos menos estúpidos do que nascemos" 



Comentários

Sugos disse…
E gostei. Sobretudo desta última obrigação
Espiral disse…
ya, mesmo =)

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Regras das pulseiras, velas e estrelas

Eu sei que o que vou dizer é contra todas as regras subjacentes a estrelas cadentes, a pulseiras de nossa senhora do raio que o parta e de todas as velas de bolo de aniversário trincadas, mas a sério, pedir desejos, sonhos, enfim, algo que supostamente não está nas nossas mãos e iremos deixar nas mãos do destino, é algo que acabei de perceber me ultrapassa. Ou então é o destino que se está a lixar para os meus desejos pessoais. É justo. Eu e ele nunca tivemos lá grande relação. De certeza que tem gente muito mais simpática para ele. Portanto, resolução tomada: nunca pedir desejos a pulseiras, velas ou estrelas que não dependam única e exclusivamente de mim. Antes Depois E que me desculpem caso me voltem a dar pulseirinhas destas. Não uso, ou então faço desejos do género "espero lavar os dentes amanhã de manhã" ou "desejo que amanhã haja um anoitecer". Tenho dito Espiral

Mau feitio pois

Irrita-me psicólogos com "voz de psicólogo". Irrita-me a entoação "somos-todos-humanos-e-com-fraquezas-e-forças-e-vamos-lá-dar-as-mãos". Por isso irrita-me ouvir o Eduardo de Sá e o outro parvo que agora não me lembro o nome, há espera, é o Júlio Machado Vaz, mas que para justificar cada palermice que diz na rádio manda a boca do "isto não sou eu que digo, é tudo científico", quando tudo o que ele diz não tem ponta de racionalidade nenhum quanto mais de ciência. E lamento se tem um currículo fantástico, e se calhar até são bons no seu dia-a-dia. Mas deviam ter mais cuidado com o que dizem na rádio. Não falam para especialistas. Espiral