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Mensagens

Do que nunca fui

Boémia. Despreocupada. Sempre tive agarrado a mim um peso enorme. Nas costas, no peito, nos pés, nem sei onde. Como se senti-se em mim todo a responsabilidade do mundo. Não sei como, nem porquê. Essa sensação de culpa. Por existir. Por querer, com paixão, com fúria, encontrar a razão do meu lugar neste mundo. Uma justificação. Uma anulação de pena. Por isso, na infância toda uma ansiedade " E seu eu não conseguir aprender a ler? OK. Todos os meninos conseguem. Mas, imagina que eu não?" . Por isso, menos menina, ao passar na rua e  ao ver sem abrigos, sentir um desconforto, como se a responsabilidade daquela vida, daquele desenquadramento, daquela infelicidade fosse, em toda ou em parte minha. Sempre pensei que um dia, quando encontra-se o meu lugar no mundo, descansaria, pararia de lutar. E incrivelmente, eu, romântica, emocional, profunda, ligava esse lugar no mundo a, e tão só, um "emprego", Uma profissão, que só por ela me mostrasse quem eu eu era e que por...

E não, não perco o mau feitio

Não li as 50 Sombras de Grey. Mas agora com esta salganhada toda sou capaz de ir ler só para dizer mal com argumentação. Assim como fiz com os livros de vampiros da Mayer (li-os em 4 dias de uma assentada) só para poder dizer que são uma merda e que me lembrar os livros dos "Arrepios" que lia aos 10 anos, mas com menos criatividade. Querendo coisas eróticas e excitantes, há muita coisa boa de certeza. Não que conheça muitas é verdade... Assim de repente: Podem  ir sempre para o Justine (não adorei mas é um clássico) ou então, o que a mim me deu calores, Dona Flor e Seus Dois Maridos do fantástico Jorge Amado. Sim, sou uma altamente snob e preconceitosa dos livros, mas acho que ainda mais irritante porque leio de tudo por isso digo mal com conhecimento de causa (sim já li Margarida Rebelo Pinto, e está na calha uns tantos do Freitas que também deve ser um desse género). Mas pessoal, juro que não digo isto às pessoas. E que fico contente só por lerem, Já é bom. P...

Da música

Sou quase exclusivamente emocional. Por isso, talvez por isso, os problemas factuais (estar desempregada e tudo o que está inerente a isso)  dão-me insónias, ansiedade, compulsão a comer, e umas crises (inhas) respiratórias que lá consigo controlar com alguma dificuldade  (meditação e treinos de respiração rullam), mas apesar de tudo não me dominam. Controlam-me, mas não me dominam. Porque enquanto conseguir envolver-me numa leitura, absorver-me numa série e emocionar-me numa música estou aqui. E a música que postei ontem fala-me tanto ao coração, Podia em cada frase, em cada palavra, em cada tom emprestar-lhe um rosto, um sorriso, um momento, uma narrativa da minha vida, E sei que enquanto conseguir chorar com isso, não perdi, não me deixei dominar e ainda conseguirei lutar. Não por essa narrativa. (Passado é passado). Mas por tudo aquilo que tenho e que não vou perder. Porque ali, naquela música, encontro todos os bocados de mim, os mais bonitos, os mais corajoso...

Sobre o dia dos namorados

Não percebo bem as pessoas que não gostam, e menos ainda que se orgulham que não gostar. Chatos. Das pessoas que acham que-são-tão-melhores-que-estes-dias-que-só.servem-para-o-consumo-e-que-gostam-é-de-ser-espontâneos, delas só tenho pena. E nem vou falar sequer do argumento(?) "Não gosto do dia porque as pessoas estão mal o ano todo mas nesse dia vão jantar fora como se fosse tudo rosas". E é só isto que tenho a dizer.

Soulmate

Não importa as definições, as vergonhas, os timings imperfeitos, os caminhos percorridos, sozinhos ou acompanhados, mas deslocados, descarrilados um do outro. Como diria alguém, as almas gémeas não foram feitas para nos fazerem felizes e talvez, também não foram feitas para estarem ou ficarem juntas. Porque o mundo é imenso, grandioso e o amor também. O amor por outras pessoas, por exemplo. Mas é bom saber que existem que há, que és tu. Sê muito feliz e ama sempre. (Era a despedida que te faria se tivéssemos direito a uma. Mas a vida é um continuo e não há começos e fins, apenas, às vezes, compassos de espera.) (E com esta música porque foi a que ouvi até à exaustão há cerca de 3 anos e picos quando me atirei de peito aberto, tão forte, tão vulnerável, sabendo que a derrota era inevitável, mas mesmo assim, atirando-me. Porque só sigo em frente quando tenho a certeza de que não há futuro no presente que quero para mim.)

O amor é

- Ele lembrar-se que eu adoro amostras e trazer-me as que há nos hotéis onde tem estado por motivos profissionais. - Eu passear por Lisboa e lembrar-me que há uma cera para o cabelo que ele gosta que não há nos nossos lados e ir onde há buscar.

Sobre o que realmente importa

Há uns anos atrás quando fazia algo de que gostava, numa reunião de opinião com mulheres de várias idades (casadas e com filhos) perguntámos o que as realizava e o que as fazia felizes. E todas, passado um momento de hesitação, e com o devido controle do moderador (para não se sabotarem nem ficarem primadas, etc) foram respondendo que os filhos eram a melhor coisa da vida. Não me espanta a resposta. Não sendo mãe acredito que seja algo que nos preencha quase completamente. Mas o que me espanta, vai espantar sempre é o momento de hesitação, o momento vazio de quem sabe, de certeza que esta resposta está, no mínimo, incompleta. Não concebo um mundo em que as mulheres se esqueçam (?) da paixão e do amor na equação. Ou que sintam que tem que se validar através do amor que têm pelos filhos. Espero sinceramente nunca estar num momento desses, em que a paixão acabou e eu desisti de lutar por ela ou por procurar mais, mesmo que noutro lado. Mas eu sempre tive mais medo da solidão ac...

Basta um momento na vida

Posso estar desiludida, amarga, triste, ansiosa, desesperada, perdida, mas felizmente ainda conservo, não sei como nem durante quanto tempo a capacidade de me alegrar quando estou com quem amo e também não sei como e porque dura, a capacidade de dar só porque sim. Enquanto isso e isto ainda estiver aí, ainda vale a pena.

A vida está a tornar-me cínica mas não tanto

Estamos no ano de 2015 e eu continuo uma vendida ao amor. Pensava eu nos idos 18's que aos quase 30 eu teria uma visão dos relacionamentos baseadas na estabilidade e que o amor seria uma coisa para putos, mas agora aqui quase ao virar dos 20's e a chegar aos 30's dá-me arrepios quando ouço pessoas a falar que "estão em relacionamentos satisfatórios" ou que "querem uma relação para companhia e que não seja complicada". Onde é que está o amor na equação? Nota: Nunca fui de relações movidas por faca e alguidar e discussões e diabo a 7. Mas bolas, quando a paixão/amor passou, não estava feliz ou já não via sentido, finito. Nota 2: Além disso os casais felizes que vejo, tenham os anos que tiverem não falam em estabilidade, falam em "gosto dele/dela". Nota 3: Sou tão vendida ao amor que no fundo sei que essas pessoas também não querem só isso; simplesmente não é fácil assim. E fazemos o que podemos não é?

Sobre o dia 7 de Janeiro de 2015

1º Guerra: Acredito que violência gera violência. E por isso aterroriza-me muito a ideia que se alastra e instala da inevitabilidade da batalha e da guerra. Como se houvesse algo, situações, contextos que a justificassem. Que a tornassem digna. Que a tornam-se mais que necessária, obrigatória. Liberalizada. Quase Consagrada. (A Europa e o Mundo têm memória curta. E Duas Guerras Mundiais num único século parece-me trauma suficiente para milénios). 2º Tolerância: Acredito na liberdade de expressão. Curiosamente também acredito no respeito. E na cedência. E no orgulho cultural e multicultural. E o esforço de tentar perceber as camadas das tradições. E separar o que é inócuo do que contra os direitos humanos. Isto tudo por debaixo das camadas. Não no superficial. Acredito que a nossa liberdade, toda ela, acaba quando começa os direitos dos outros. E que a liberdade de expressão acarreta grandes responsabilidade. Sensibilidade (palavra sentimental e antiquada, eu sei) é uma delas. (Nã...

Muito atrasada eu sei,

Não percebo a panca com o Frozen, nem com a música da miúda do gelo (ok, até percebo, mas não amo). Os Entrelaçados está muito mais giro, mais fofinho, com uma heroína mais marcante  e confesso um heroí que é completamente a minha cena (pois, gosto de ladrões ah ah ah). Além disso têm uma das mais bonitas músicas românticas da Disney em anos e não percebo como passou tão em branco (com o Henrique Feist que-tem-uma-voz-que-enfim-nem-precisava-de-ser-giro e com a Anabela que é uma fofa e canta bem que se farta).

5 de Janeiro 2015,

2014 foi dos piores anos que já tive. - Pelo que aprendi a conhecer de mim. Nem tudo é bom. Nem tudo é mau. - Pelo lado profissional que está parado. Experimentei novos projectos. Alguns correram bem (freelancers), noutros fui enganada (outros freelancers). Outros foram apenas para não estar parada (part-times) e outros para tentar outras vias de trabalho que correram francamente mal (full time job) pois não gostava, não tinha perfil e pagavam francamente mal. - Pela minha auto estima nas lonas e pelos sonho desfeitos. Sem dramas, mas é mesmo assim. No entanto, tenho sempre a sorte, a grande sorte que nunca sei onde a fui buscar, juro, de ter sempre o que é mais importante. Carinho. - Um namorado que atura as minhas ansiedades e crises e nervos. E sabe que por detrás desta pessoa assustada, insegura e muitas vezes triste e deprimente, há uma que adora ser pica miolos, que tem sentido de humor e passa 90% do tempo a rir. - Uma familia, que independentemente dos defeitos que t...

Homens apaixonados, atentem a este post =)

Acho que esta seria  uma maneira muito doce de o fazerem caso me pedissem. (Amorosa, romântica, e atenta aquilo que sou, uma rapariga que ama livros) Oferecendo-me este livro: p.s. Não, não lê este blog, nem é uma msg subentendida. É só uma ideia gira (Homens que porventura leiam este blog e cuja mulher que amam adore ler, é uma ideia mega gira para o fazer, con o anel claro ^^) p.s.2 Se conseguir fazer alguma mulher muito feliz com este post, já ganhei o ano (e olhem que está a ser um ano difícil)

"Onde errei?"

A procura de uma razão, motivo, justificativa, qualquer coisa contra a qual me possa revoltar, lutar combater. Um destino, um karma, um caminho desviado, um precalço irremediável, um acidente trágico, um erro fatal. Algo, algo onde possa descarregar esta frustração toda, esta amargura, toda a tristeza, mágoa e ansiedade que me assola por me saber perdida, sem saber porquê.

Oxigénio para a (minha) alma

(ou como apesar de tudo e do meu feitio soviético, todos nós precisamos de incentivos e motivações) "O atleta mais forte não é o que chega em primeiro lugar à meta. Esse é o mais rápido. O mais forte é o que se levanta de cada vez que cai. O que não pára quando sente uma dor no flanco. O que quando vê a meta muito longe não desiste. Quando esse corredor chega à meta ainda que seja o último, é um vencedor. Por vezes, mesmo que queiram não está na vossa mão ser o mais rápido, porque as vossas pernas não são tão compridas ou os vossos pulmões são mais estreitos. Mas podem sempre escolher ser o mais forte. Só depende de vocês, da vossa vontade e do vosso esforço. Não lhes vou pedir que sejam os mais rápidos, mas vou exigir-lhes que sejam os mais fortes." (A Bibliotecária de Auschwitz, Antonio G. Iturbe)

Na música como na vida

Existem músicas que encerram nelas todos os meus sonhos de grandeza, todos os meus amores não vividos, todos os meus sonhos e derrotas. Nelas cabem os mais belos sentimentos do mundo, recheados de êxtase, orgasmos e também ironicamente ou não, transparência, pureza e amor. Todas as recordações reunidas, como uma caixa de Pandora que nunca irá explodir, mas onde caberão certamente sempre lágrimas. E onde fica sempre no fim, a um cantinho a mesma coisa.

Voltei IV

E voltei a ouvir  música (qualquer dia volto a escrever....acho)