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- É impossível isto só ser aleatório. Se fosse aleatório não era tão injusto e não ia só às boas pessoas.

- Um grande beijnho a todos os filhos únicos ok? Hoje só para eles, um grande beijinho. porque se não tivermos ninguém... vamos ficar irremediavelmente sozinhos. E isso é só puramente assustador e triste.

-  O mundo não pára, e há peças para fazer, quilómetros para seguir, momentos difíceis para viver, parvejar muito mesmo com o coração apertado, sentir a amizade sempre perto apesar de tudo e do mundo, e com a certeza ingrata que há corações que param de pura felicidade instantânea para depois morrerem um bocadinho porque a desilusão está sempre perto.

Preciso de outro fim de semana depois deste. Mas agora vou só para a varanda, da casa vazia onde me encontro,  olhar um bocadinho do céu, de pés sujos e com a alma cheia, mesmo que o corpo esteja cansado, o cérebro desligado e o coração vazio.

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Regras das pulseiras, velas e estrelas

Eu sei que o que vou dizer é contra todas as regras subjacentes a estrelas cadentes, a pulseiras de nossa senhora do raio que o parta e de todas as velas de bolo de aniversário trincadas, mas a sério, pedir desejos, sonhos, enfim, algo que supostamente não está nas nossas mãos e iremos deixar nas mãos do destino, é algo que acabei de perceber me ultrapassa. Ou então é o destino que se está a lixar para os meus desejos pessoais. É justo. Eu e ele nunca tivemos lá grande relação. De certeza que tem gente muito mais simpática para ele. Portanto, resolução tomada: nunca pedir desejos a pulseiras, velas ou estrelas que não dependam única e exclusivamente de mim. Antes Depois E que me desculpem caso me voltem a dar pulseirinhas destas. Não uso, ou então faço desejos do género "espero lavar os dentes amanhã de manhã" ou "desejo que amanhã haja um anoitecer". Tenho dito Espiral

Mau feitio pois

Irrita-me psicólogos com "voz de psicólogo". Irrita-me a entoação "somos-todos-humanos-e-com-fraquezas-e-forças-e-vamos-lá-dar-as-mãos". Por isso irrita-me ouvir o Eduardo de Sá e o outro parvo que agora não me lembro o nome, há espera, é o Júlio Machado Vaz, mas que para justificar cada palermice que diz na rádio manda a boca do "isto não sou eu que digo, é tudo científico", quando tudo o que ele diz não tem ponta de racionalidade nenhum quanto mais de ciência. E lamento se tem um currículo fantástico, e se calhar até são bons no seu dia-a-dia. Mas deviam ter mais cuidado com o que dizem na rádio. Não falam para especialistas. Espiral