quarta-feira, novembro 16, 2011

Isto sou eu a arrumar os últimos caixotes

(Lá mesmo no alto e a esconder o escadote.)

Esquece as gafes. Esquece os elefantes.Esquece os pedidos de casamento a brincar. Esquece os vestidos memorizados passados anos. Esquece o brilho nos olhos. Os livros iguais que são favoritos. As idades em que se leram. Esquece as redes e as músicas pirosas, ah e os violinos. Esquece as paisagens, esquece as vistas. Esquece as horas. Esquece o riso. Esquece os sonhos. Esquece os sentidos e as respirações. Esquece os beijos doces. Esquece os momentos e as canções. Esquece o teasing. Esquece Buenos Aires. E os cavalos. E as guitarras. E os versos que se gostam. E as redes sem rede. E o Jorge Palma ( e todos os outros.... ). E as belinhas. E os trolls. Esquece uma voz que cantou Portugal. Esquece as cócegas.....Esquece tudo aquilo que o Universo conspirou para ti mas não te deu.

Ou arruma-os , alinhados e organizadinhos. Asséptico e clínicos. Retira-lhe toda a importância.

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Do que eu cresco, fragilizo, fortifico

Cada vez mais sou menos de frases peremptórias. Cada vez sou menos de classificar tudo em polaridades. Porque me parece superficial, e mais ...